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necessary evil
Este era o nome do avião, que junto com o Enola Gay e The Great Artiste partiu para a cidade de Horoshima em 6 de Agosto de 1945.
Não sei se foi intencional, mas é uma ironia do destino que tal avião, que foi o responsável por tirar as fotos da missão, tenha participado desse evento que, em minha opinião foi de fato um mal necessário.
Com as “comemorações” dos 60 anos da queda da bomba em Hiroshima, acabei pensando mais no assunto do que de costume. Todos são contra o uso de armas nucleares e tudo o mais, e eu me incluo entre eles. Mas a guerra no pacífico foi em uma outra época, e carregava outro peso.
É fácil apontar o dedo aos EUA e xingá-lo por resolver destruir duas cidades em um estalo de dedos (sendo que na verdade havia mais cidades na “lista negra”, embora Tokyo e Kyoto estivessem de fora). Mas não imagino que tenha sido uma decisão fácil.
Guerra é guerra, e independente do motivo pelo qual se está nela, queremos vencer. O fato é que o Japão realmente não estava lutando por uma causa justa; como a Alemanha, queria anexar novos territórios, e se livrar de pessoas indesejadas (como koreanos e chineses); e ele de fato começou a guerra (não vou começar outro papo polêmico incluindo Pearl Harbour aqui).
Mas o que sempre eu quis saber a respeito da segunda guerra é como o povo alemão vivia e pensava. Como será que eles lidavam com aquela idéia colocada pelos seus governantes? Eles concordavam de fato? Como era o dia a dia da guerra? E a mesma dúvida pairava sobre mim quanto ao Japão. O que ajudou a sanar isso foi justamante Gen (cuja segunda parte li recentemente). A guerra no Japão foi uma decisão arbitraria, militar e imperial, o povo pouco ou nada podia fazer a respeito. Na verdade, a guerra custou muito ao povo japones, que seguia e venerava cegamente seu imperador e quem ousava questioná-lo sofria graves conseqüências, um panorama que compreendi graças à primeira parte de Gen, que lida com os dias antecedentes à queda da bomba.
A segunda parte, que mostra o dia seguinte, é ainda mais triste do que a primeira. Vemos o desespero e desolação da cidade depois de um ataque mosntruoso sobre o qual não houve aviso e mal se entendia.
Mas o Japão já estava perdendo a guerra, e ia com certeza perdâ-la. Não havia maneiras de sobreviver na frente russa e americana simultaneamente, e uma invasão da ilha acabaria em mais derramamento de sangue. Os militares não estavam interessados em um Japão melhor ou no bem estar da população, eles seguiam cegamente o bushido (caminho do guerreiro) e não queriam entregar a guerra; colocando inclusive uma perspectiva otimista demais no caso de uma invasão.
O fato é que mesmo com algum movimento civil pedindo o fim da guerra, o Japão não iria recuar até que o último homem estivesse em pé. Então os EUA decidiu dar um chega pra lá atômico e mostrar que eles tinham a maneira definitiva de acabar com a guerra, e que ela não seria bonita.
Claro que podemos pensar “e se”, talves uma invasão não tivesse as mesmas conseqüências desastrosas que as bombas (sendo a mais visível dela os efeitos de envenenamento radioativo). Mas a vida, e a guerra não são feitas disso, são decisões absurdas e calculadas. Vendo um outro documentário, sobre Robert McNamara, vi sua participação em calculos de eficiência nos bombardeios sobre o Japão, a precisão dos números eram assustadoras, e na verdade os bombardeios convencionais e incendiários mataram muito mais gente que as duas bombas. A grande diferença é que sem as explosões, o conflito se arrastaria ainda mais, desgastando um povo já sofrido.
A bomba não é bonita, mas nem era a situação interna do Japão. E hoje ele é um exemplo, sendo o único país a sofrer esse tipo de ataque, ele deu a volta por cima, voltou o orgulho nacional para dentro de si para se reerguer e coloca em perspectiva os resultados da guerra como uma maneira de ver o futuro que não quer para si.
RESET
família mafra
Eu moro aqui.
Agora, além da Wikipedia, estou viciado no Google Earth, esperem só eu começar a combinar essas duas ferramentas fenomenais.
wikipedian
Bom, acabo de fazer o Are You a Wikipediholic Test. Meu resultado foi 94, que é um número bom, pois de acordo com a tabela:
0 – 79 A well-balanced attitude that may benefit by spending more time on WP.
80 – 140 This is the optimal, most productive range.
141 – 224 You are addicted to Wikipedia.
225+ Scores in this range are commonly fatal.
400+ You played a major part in creating Wikipedia or are a ghost. Good job
O simples fato d’eu estar falando sobre a Wikipedia, e estar divulgando meu resultado no teste aqui no blog influenciaram no resultado do mesmo.
Agora, se você está no meu blog e não conhece a wikipedia, nem venha me perguntar o que é. Aliás, aproveite pra visitar os dois artigos que eu comecei:
Hélio Lourenço de Oliveira (meu avô – estou trabalhando para expandir esse artigo aos poucos)

um wikipedian
drogas
Estou viciado na Wikipedia.
hedonista
| You scored as Hedonism. Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.
“Eat, drink, and be merry, for tomorrow we die!” More info at Arocoun’s Wikipedia User Page…
What philosophy do you follow? (v1.03) |
