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wikimovie?
O site Limão produziu durante a CampusParty um filme chamado “Amor Dois Ponto Zero” estrelado por s1mone e dulcetti. É simpático e bem humorado, eu pelo menos me diverti assistindo.
Mas o que incomoda é a declaração de que ele seria o primeiro “wikimovie”. O que diabos é um Wiki Movie? Não tenho muita certeza, mas garanto que este não é o caso de Amor Dois Ponto Zero.
Sites que usam o sistema (ou o conceito, como preferir) Wiki são sites em constante mudança. Os usuários podem editar o conteúdo a qualquer momento, o que estará sujeito ao escrutínio de outros usuários, editores e o diabo a quatro. Apesar de “Amor…” ter sido um esforço colaborativo entre o Limão e alguns Campuseiros, ele não é Wiki.
Para tal seria preciso que os arquivos de conteúdo do filme fossem disponibilizados, bem como sua trilha sonora, em uma licensa aberta. Assim, qualquer sujeito poderia pegá-los e retrabalhar o filme à sua maneira, soltando-o posteriormente em uma licensa cabível, e assim sucessivamente.
No caso de “Amor”, considerando que a trilha sonora não é licensiada em CC ou nada do tipo, e o site Limão é copyright, creio que possa haver um conflito ainda maior.
Outros filmes já exploraram esse conceito plenamente, muito antes do Limão, e não se impuseram a alcunha de wikimovie. Isso me parece muito mais golpe de marketeiro do que intenção de aplicar um conceito.
sobre controle de blogs

Irei corrigir um erro meu e aproveitar a oportunidade para desenvolver um assunto. Na terça-feira à noite ocorreu um mini blogCamp envolvendo alguns membros do CampusBlog e do BarCamp aqui na CampusParty. Um dos assuntos na pequena desconferência foi a ética no universo de blogs. Como isso seria possível? Quem estabeleceria as regras? Quem seria a polícia?
A conferência já tinha começado a algum tempo quando me juntei. Quando vi o anuncio dela no liveStream o assunto era a monetização de Blogs. E até me embalar no assunto, ele já tinha mudado umas quatro vezes. Basicamente peguei o debate sobre blogues corporativos e a tal ética blogueira.
Uma crítica minha fica ao destaque dado ao circo em volta. A roda era grande, e mal se ouvia os falantes do outro lado. Blogueiros precisam aprender sobre impostação e projeção de voz. Havia várias câmera e alguns microfones. Um deles um boom gigantesco empossado por uma loira alta e bonita (que eu estupidamente não fotografei) que atrapalhava os que estavam ali para ver e mesmo participar.
Voltando ao debate em si, o grupo já estava se debandando quando fiz uma colocação que acabou não sendo ouvida até o final. O que mencionei tem a ver com uma notícia que vi à um tempo atrás sobre a possibilidade da criação do Bloggers Guild of America, uma espécie de sindicato de blogueirs nos moldes da Writer`s Guild of America (aquela que estava em greve à pouco tempo, para o desespero dos viciados em séries de TV). Seria uma possível ferramenta para responder a questões coletivas, monetárias ou não, dos blogueiros nos EUA.
Minha colocação foi justamente a possibilidade da criação de uma espécie de “cooperativa”, da qual os blogueiros poderiam fazer parte, voluntariaente. A adesão à essa suposta associação estaria sujeita a certas regras de conduta, e renderia uma espécie de selo atestador. Algo simples. Mas não consegui desenvolver o assunto, e meu uso da palavra cooperativa foi levado ao extremo.
O que eu quis dizer é que, independente da palavra usada para descrever essa associação, é que não tenho certeza se aprovo a idéia – provavelmente não. Esse tipo de iniciativa tem um grande potencial de criar uma elite blogueira, uma panelinha. Blogueiros que por uma razão ou outra não a integrassem poderiam entrar em um estado de ostracismo digital. Joguinhos políticos e favoritismos poderiam facilmente entrar em jogo.
Como exemplo disso temos o Overmundo. Que desde o começo sempre teve um escritório que dita as regras gerais, que são simples, benevolentes e abertas. Estando dentro da proposta temática do site, e usando boas maneiras, você é livre para usar como quiser. Mas o sistema de pontuação empregado pelo site causou alguns problemas, em especial no final de 2007. O objetivo dos pontos é dar mais força àqueles que são mais votados, com a premissa de que quanto mais qualidade no conteúdo, mais votos ele receberá. O problema se deu quando um grupo de membros estabeleceu um esquema informal de troca de votos. Muitos se votavam mutuamente e aumentavam a pontuação de seus amigos astronomicamente, em contrapartida, aqueles fora desse grupo acabavam escandeados no site. Isso gerou muitas brigas e acredito que ainda não foi resolvido completamente.
É o exemplo de como uma boa idéia na teoria pode sair pela culatra. Fora que um grupo regulamentador é algo que vai contra a própria essência da natureza dos blogs. Só para deixar claro, isso não tem nada a ver com coletivos de blogs e esse tipo de inciativa – nada mais natural que um grupo em sintonia se juntar para fazer algo em conjunto para tentar ganhar mais destaque. Mas nenhum coletivo se deu o título de agencia regulamentadora de blogs, nem deve e tenho certeza que não fara. Blogs são livres, e devem permanecer assim.
O que deve acontecer, ao menos por enquanto, é continuar o diálogo entre eles, para que a qualidade do conteúdo e a conduta ética sempre estejam em foco. Apontar o dado ao formato blog como uma mazela da informação é um erro grave, é querer tapar o sol com a peneira. O problema dos blogs de (suposta) má qualidade não está no fato de ser um blog, é conseqüência de outros problemas sociais dos quais padece o dono do blog. Se uma pessoa sem escrúpulos inicia um blog, ele será com certeza problemático, mas não por ser um blog.
critica infundada
Os detratores de projetos colaborativos como a Wikipedia deviam dar uma lida nessa página antes de falarem bobagem. Em especial os ítens:
1 Não estamos à venda.
Se você espera que a Wikipédia seja comprada por alguma gigante da internet, não se preocupe. A Wikipédia é gerida pela Fundação Wikimedia, uma organização sem fins lucrativos baseada em São Petersburgo, Flórida – EUA. Somos sustentados por doações e nossa missão é trazer o conhecimento livre ao planeta inteiro.
Mais informações: http://wikimediafoundation.org/wiki/Main_Page
5 Nós zelamos muito pela qualidade do conteúdo.
A Wikipédia possui uma complexa relação de políticas e processos de controle de qualidade. Editores monitoram as modificações assim que elas acontecem, monitoram, também, tópicos específicos de seu conhecimento, as contribuições de um usuário, marcam artigos com problemas para que outros editores trabalhem neles, e discutem a pertinência de cada artigo e a sua permanência ou não dele na Wikipédia. Artigos com problemas são propostos para eliminação e os melhores são destacados na página principal. “WikiProjetos” focam o desenvolvimento de artigos em uma determinada área de conhecimento. Nós preocupamos sempre em fazer as coisas corretamente, e nunca deixaremos de pensar novas formas de fazê-lo.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Portal_comunit%C3%A1rio
6 Não queremos que acredite em nós.
É próprio de um trabalho dinâmico, como a Wikipédia, enquanto alguns artigos são de qualidade extremamente superior, outros são incompletos e mal desenvolvidos. Temos conhecimento e admitimos isso. Tentamos sempre manter um nível elevado dos artigos, é claro, e tentamos encontrar maneiras de deixar o leitor a par do nível em que cada artigo se encontra. Mesmo no seu melhor, a Wikipédia tal qual uma enciclopédia, não é uma fonte primária, e possui limitações. Nós pedimos que você não condene a Wikipédia, mas use-a compreendendo o que ela é e representa.
Mais informações: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Avisos_gerais
roots, bloody roots
Finalmente dei início a um projeto que estava afim faz uns anos. A árvore genealógica da minha família. E garanto que será algo bastante complicado, e tenho que aproveitar os membros mais velhos enquanto eles ainda estão por aí e com memória.
Estou usando a WikiTree, um projeto WikiMedia que pretende fazer uma árvore, ou floresta, genealógica gigante da humanidade. O projeto ainda está nas fases iniciais, tem alguns engates técnicos e poucas entradas, Mafra, por exemplo, por enquanto eu coloquei todos.
Mas vale a pena contribuir e ir aumentando.
mostra mafra de cinema – filme 3: Marcas da Violência
Ok, a mostra de cinema já acabou. Mas este filme estava nela, e se repararem nos arquivos do blog verão que estava em meus planos assití-lo então; e depois não estavam mais pois fiquei afim de ver outras coisas que não entrariam em cartas; e depois não consegui assistir mais que dois filmes. Fica aqui só pra engordar meu currículo.
Filmão. David Cronenberg é o cara e Viggo Mortensen provou que sabe atuar pra cacete. Ed Harris e William Hurt dão um show à parte. O roteiro está amarradíssimo, a fotografia não é espetacular mas funciona perfeitamente, assim como a edição, a as demais atuações são ótimas (só não gostei do filho mais novo). As nojeiras cronenberguianas estão lá, mas são bem esparsas. O que não é parco é a tensão e algumas cenas muito impactantes (interprete impactante como quiser). Como o final, que pode passar despercebido por uma pessoa sem a menor sensibilidade, mas se visto com atenção é perfeito.