Archive for the ‘tecnologia’ tag
Campus Party 2010
Para não dizer que não falei das flores, vou registrar aqui que semana passada estive na CampusParty 2010.
Em parte pelo Overmundo e em parte pela boo-box. Sigam os links para os diferentes pontos de vista desta humilde personalidade múltipla.
Confira também o CampusBabes, projeto do qual participei por lá. E veja minhas fotos no Flickr.
acesso vs. disposição vs. disponibilidade
Hoje uma amiga comentou que estou muito inacessível. Não é a primeira vez que me dizem isso e sou obrigado a dizer que é uma afirmação completamente absurda. Pra não dizer idiota. Ainda mais vindo através de uma mensagem de MSN e de uma pessoa que conheci pela internet.
Tenho o mesmo e-mail há pelo menos cinco anos. O celular também. O blog vem desde 2001 (cedo que mudou de endereço ano passado, mas deixei um redirect para trás). O fmafra.com está no ar desde ano passado e acaba de virar mafrastream. Além disso tudo há o Flickr, facebook, last.fm e outras redes sociais e o caramba. O telefone fixo então, mais velho que a web no Brasil. Isso quando não envio e-mails de ego-spam promovendo recentes eventos da minha emocionante vida.
Ou seja, sou bem acessível. A partir do momento que entram em contato comigo, são outros quinhentos. Concordo que nem sempre respondo e-mails e telefonemas e nem sempre compareço a eventos. Mas isso é uma prerrogativa de qualquer um, até da sua avó que não sabe o que é web; e ainda faz isso no cara a cara (ou você acredita mesmo que ela é surda?).
Os motivos para tal podem ser dois: indisponibilidade ou indisposição – quando ocorre cada caso, não vem ao caso explicar.
Três quartos da minha vida são Creative Commons, fácil. Portanto não me acusem de inacessível, apenas irascível. Para me achar, basta googlar.
todos temos direito a um dinossauro
Só gostaria de mostrar meu apoio a essa importante causa.
Ajude as crianças dos países em desenvolvimento a terem seu próprio velociraptor.
ponto de vista
Ontem estava lendo um dos meus feeds preferidos, o da MAKE Magazine. Ele sempre mostra coisas malucas que pessoas com muita imaginação e tempo livre conseguem conceber, e outras novidades de tecnologia em geral voltada pra esse tipo de gente.
Encontrei um vídeo sensacional de um novo robô com movimentos programáveis. Na verdade, é menina, o que dá um charme extra ao brinquedo tecnológico. O vídeo e o texto acompanhantes destacavam a diversão de programar a robozinha e achei bastante divertido.
Mais tarde me falaram sobre uma bizarra namorada robótica a ser lançada no Japão. Que beijaria seu namorado/dono assim que ordenada, como toda boa namorada japonesa, certo? Hoje recebi o link da “reportagem” do Estadão.
Nota-se a clara necessidade de apelar. Na “reportagem” do conceituado jornal destaca-se o lado bizarro da novidade. Com aquela mensagem de “só japonês pra pensar numa bizarrice dessas”, como se dar beijinhos em homens solitários fosse a única função da boneca.
Se apurada direito, a “reportagem” contaria que o robô se chama EMA apenas no mercado japonês, seu nome original é Femisapiens; e que a fabricante não é a Sega Toys, mas sim a WowWee (que já tem vârios brinquedos robóticos em sua linha) – sendo a Sega Toys apenas a portadora para o mercado nipônico (assim como a Tec Toy fazia para a Sega aqui no Brasil).
Assim temos a disparidade das necessidades de divulgação de dois veículos. Um precisa passar o máximo de notícias e reportagens possível, na tentativa de sempre se manter na frente dos concorrentes. O que prejudica a qualidade da informação, já que não é propriamente apurada, é superficial, e apela para o mínimo denominador comum: O bizarro e o escárnio. Como o público em geral não se interessaria pelo assunto, é preciso agarrá-lo da maneira mais rápida e garantir sua presença.
Enquanto a outra já tem um foco temático, conhece seu público e fala apenas dos assuntos pertinentes à ele. Dentro disso comunica nas matérias apenas aquilo que se relaciona à ele.
É uma pena que o grande público ainda fique à mercê de meios como o do primeiro exemplo.
Para uma coleção de vídeos desse versátil robô, que faz muito mais do que apenas beijar suas bochechas, visite aqui.
campus party – o desfecho

Acabou! E como vai deixar saudades. Sou um cara carente. Adoro atenção, adoro ser paparicado e reconhecido. Com mérito, é claro, nada de falsidades por favor. Apesar dos problemas logísticos da minha chegada, logo de início fui calorosamente recebido pela Marina e pela Lu Freitas, bem como pelos inúmeros blogueiros lá presentes. Pessoas interessantes e estimulantes, que me deixaram embriagado (às vezes literalmente). Especialmente quando pessoas estranhas já sabiam (mais ou menos) quem eu era.
Fui esmigalhado pela quantidade absurda de informações simultâneas. Uma pessoa como eu, que gosta de prestar atenção em tudo (desde que seja interessante), socializar e produzir conteúdo, se fode lá dentro. E foi bem o que aconteceu. Me fudi. Em mais de uma ocasião minha cabeça quase fundiu. Por sorte consegui me soltar mais nos outros dias, pois o cansaço físico de noites mal dormidas e dias mal comidos poderia me mandar pro hospital.
Mesmo morando em SP, e até próximo do Parque, mal estive em casa. No máximo para uma dormida rápida, um banho e meia refeição. Foi praticamente uma semana viajando. Campus Party foi um mundo paralelo, em que eu estava constantemente nas nuvens. Com câmera e computador emprestados espremi tudo o que pude do evento.
Até o ultimo instante do evento estava aprendendo nomes e conhecendo novas pessoas. Mas o domingo foi mesmo um dia de ir embora. Poucas pessoas na bancadas e bastante movimento de mochilas e CPUs.
Depois da tempestade, sempre vem a bonança. Agora é hora de se esforçar para manter os novos contatos, descobrir como tirar as manchas azuis do meu carro, aplicar conhecimentos adquiridos (e não esquecidos) e ansear pela próxima edição.

