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go firefox!
Ajude o FireFox a estabelecer o recorde de downloads baixando a versão 3. Se você usa IE, é a chance perfeita de evoluir. Já cadastrei o email e serei avisado automaticamente de data, faça o mesmo.
libertas (digitalis) quae sera tamen
Na última noite da CampusParty houve um protesto, que até onde eu saiba, foi o primeiro liderado por um robô (ou nem tanto, já que ele não anda tão rápido quanto seus companheiros ativistas humanos). A faixa empunhada pelos manifestantes reclamava do Senador Eduardo Azeredo (ex-governador abobalhado de Minas Gerais) e seu infame projeto de lei para cadastro de usuários de internet.
Por essa lei, todos os usuários de internet terão que fazer um pré-cadastro nos provedores identificando-se antes de poder ter acesso à rede. O “argumento” é que isso aumentaria a segurança na internet, inibindo fraudes e golpes. Na verdade, a lei foi elaborada para satisfazer os lobbystas dos bancos e de empresas de verificação on-line; que teriam seu trabalho dimunuido enquanto o trabalho dos provedores e cidadãos aumentaria.
É mais um caso claro do governo, com preguiça de trabalhar, resolver repassar suas responsabilidades ao cidadão comum, aumentando a burocracia e atrapalhando sua vida. Essa lei vai totalmente contra os projetos governamentais de inclusão digital e à própria natureza da internet. Sua elaboração mostra uma falta de compreensão de como a internet funciona, tecnica e socialmente.
Sendo que, assim como projetos de controle de armas, não irá inibir em maneira alguma os criminosos, que utilizarão laranjas, fantasmas, acessos internacionais e sabe-se lá o que mais para conseguir tocar seus “modelos de negócios”.
Voltando à natureza da internet, o que quero dizer é que ela é fluída e em constante movimento. Uma prova disso é justamente o protesto na CampusParty, que conforme passava pelas diferentes áreas do evento ia tomando outras formas. Em questão de segundos o protesto também tratava de Software Livre e da liberação de Counter Strike.
Isso me fez pensar na frase estampada nos cartazes “porque lutamos?”. O que leva alguém a se levantar e expressar indignação. Muitos diriam que preocupar-se com um video-game é um motivo fútil pelo qual protestar. Eu diria que não. A proibição de Counter-Strike é uma atitude retrógrada, arbitrária e sem qualquer embasamento. Se Counter-Strike pode ser censurado hoje, o que será amanhã? Pela “lógica” do juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz, inúmeros filmes e novelas jamais seriam aceitáveis.
A questão é que o protesto tomou um aspecto de clamar por liberdade em geral: De acesso (Azeredo), de escolha (Software Livre) e de expressão (Counter Strike). Dentro e fora da internet buscamos exatamente isso, liberdade, e qualquer tentativa de limitá-la por razões torpes será respondida à altura. Em especial no que se trata a rede, um lugar cheio de idéias e opiniões, onde por mais que tentem, não seremos calados.
O curioso é que Azeredo governou um estado que tem justamente a palavra liberdade estampada em sua bandeira (o mesmo estado de atuação do juiz Simões). Ele deveria dar uma voltinha em ouro preto e rever a história da inconfidência. Quem sabe depois da mineira, não teremos a digital?
um pouco mais 2.0
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Há um tempo atrás estava discutindo flash drives e afins com meu pai. E ele questionou qual a necessidade de se ter drives tão pequenos com capacidades tão grandes. Para aqueles que ainda se perguntam isso, direi o que disse à ele: A tendência atual é você deixar cada vez menos informações no computador, deixando-o como uma pura ferramenta de trabalho, e carregá-la consigo para onde for.
Acompanhando os flash drives temos inúmeros serviços na internet: Emails com capacidades enormes, agendas, redes de amigos, drives virtuais e muito mais.
Paralelamente, costumo brigar com alguns amigos entusiastas de internet quando tenho que avisá-los que há coisas novas de seus interesses em meu flickr blog ou coisa que o valha. Sempre digo que isso é muito retrógrado e que eles deveriam ser mais 2.0.
Agora vem o mea culpa. Nunca me aprofundei no uso de RSS e Atom, tenho usado porcamente o leitor que vem no GoogleDesktop e meus blogs favoritos no Technorati, e só. O que significava ter que ficar pulando de site em site atrás de certas novidades. Até agora.
Na casa da Mi aprendi a usar o GoogleReader. E todos vocês lendo isso deviam fazer o mesmo. Usar um leitor de feeds atrelado a um computador meio que derrota o propósito de se manter atualizado sempre, já que muitos de nós usam mais de um computador, incluindo diariamente. Creio que a combinação ideal é organizar seus feeds preferidos no Reader e pegar o feed do próprio Reader no GoogleDesktop ou em alguma extensão do FireFox em seus computadores pessoais.
Agora, se você não sabe o que são feeds, RSS, Atom ou FireFox, não sei que diabos está fazendo aqui. Crie vergonha na cara, leia na Wikipedia e corra atrás. Agora, se você não sabe o que é Google, se mate, agora.
pac mac
Eu gosto de macintosh, e gostaria ainda mais de ter um. De maneira alguma eu questiono a qualidade de um produto Apple, de maneira geral. Claro que eles já pisaram na bola, mas isso faz parte. Não duvido que em termos gerais um computador Apple seja melhor que um PC em termos de performance.
Entretanto, eles são muito caros. Principalmente os que fazem a maior diferença no desepenho. O único apple com boa relação custo benefício, na minha opinião, é o iBook (acho inclusive que é o notebook com a melhor relação custo benefício de todos). E um notebook é justamente o tipo de produto onde uma plataforma fechada dá a confiabilidade necessária. Talvez o macmini também seja uma boa, embora não conheça bem a máquina.
O que realmente me tira o tesão em Macintosh’s são os macmaníacos. Haja paciência pra ficar ouvindo buzinação na orelha. Um professor meu disse uma vez que o pior tipo de público que se identifica com um produto são os macmaníacos, e concordo plenamente. Há raras exceções. Mas mesmo pessoas que gosto muito conseguem ser muito chatas quando o assunto é Macintosh.
Dito isso vou elocubrar aqui o motivo pelo qual tenho um lugar no meu coração para os PC’s: Anarquia.
PC é uma plataforma aberta. Você pode montar o seu da maneira que quiser. Qualquer empresa pode desenvolver software e hardware diferenciado para ele. Isso gera competitividade, o que sempre traz produtos cada vez melhores e/ou mais baratos. O desempenho, claro, sofre com isso, pois a falta de padrões em alguns aspectos não permite o total aproveitamento do hardware, mas é um dos preços que você acaba pagando pela “liberdade”.
Enquanto a Apple é uma ditadura. Ou você paga o preço da etiqueta, ou não tem um. Um ótimo exemplo disso é o iPod, cujo preço é um assalto.
Quando a Microsoft fez uma parceria com a Apple alguns applemaníacos disseram algo como “Jobbs fez um pacto com Darth Vader.” Acho o oposto, claro que Bill Gates não é flor que se cheire, mas ele não é dono da PClândia, você pode ter um PC sem windows, embora isso signifique que você estará de fora do maior círculo de usuários e de compatibilidade de programas e jogos, mas isso não é inerente ao PC; já com Macs, você estará sempre sujeito à Apple. Ou a apple faz, ou autoriza, ou você não tem.
Se todos tivessem Mac, como os macmaníacos teoricamente gostariam (mas no fundo não, pois assim não seriam pessoas tão superiores) teríamos um belo monopólio.
É como diz aquela comunidade do orkut: Designer macho usa PC.

