Archive for the ‘show’ tag
Vulva
O menor espaço interno da categoria.
Tive a idéia enquanto ia pro escritório e vi um outdoor da Volvo. Mas como estava sem tempo pra executar, mandei para o Celinho e ele mandou ver e cunhou o slogan. Show de bola, estamos concorrendo no Desencannes.
Enjoy…
counting backwards
Está um pouco atrasado, mas acho que ainda vale a pena postar:
Counting Backwards – The Velvet Teen
maybe tomorrow marks the end
of this painful phase we’re in
maybe the sunrise shows the way for us
maybe the stars that fill your eyes
are the stars that have been
leading me my whole life
just to end up with you
but when you get too close
i run and hide
close your eyes, count backwards
i don’t give up
without a fight
here i come, i’ll find you
and love, i’m yours
if you’ll turn me out
when you need me, i’ll be there
we hide and seek, but always leave
hand in hand
maybe this chapter marks the start
of no more broken hearts
maybe the letters all spell out happiness
maybe the words aren’t always kind,
but they’re never meant
to make you feel alone,
just to stand up to you
and i’ll carry you
if you promise to carry me
we’ll carry we
it’s a simple thing
you and me
you and me
a grande virada mikada
Estava ciente da Virada Cultural desde quinta-feira, mas não pesquisei o assunto até depois que ela já tinha começado (18:00 de ontem). E foi então que achei aquilo que me empolgou total de participar, uma peça chamada A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos, baseada no Dream Hunters do Sandman, que começaria à 1:30 da manhã.
Continuei caçando companhia até que a Aline topou ir comigo. Como eu tinha que ir na peça de qualquer maneira, não me importei com o que faria no resto do tempo lá e não fiz muito cú doce, portanto quando encontrei com ela e um bando de amigos dela, topei ir num show de hip hop. Vou dizer que me diverti, não sei porra nenhuma de hip hop, mas de vez em quando esbarro em umas músicas realmente legais, e o evento lá era real, não era hip hop da MTV. Perifa na veia, mano! Tirei até umas fotos, confiram o flickr.
Então andamos um bocado até chegar no Casarão, onde rolaria a peça. CANCELADA pelo grupo teatral. Que grande saco de merda. Desse ponto em diante nada mais me importava e acabei seguindo por inércia, devia mesmo ter ido pra casa.
Acabamos vendo uma apresentação teatral na Ladeira da Memória, que na verdade nem era teatro, eram uns sketches de comédia, com humor mediano.
Valeu por ter conferido essa manifestação de disposição cultural, ver gente andando pela madrugada no centrão, ainda mais depois dos ataques da semana passada. Tivesse eu me programado melhor, e até mesmo ido sozinho de bicicleta, teria me divertido mais. Inclusive, na próxima, se a Mi não vier pra cá, vou conferir de bicicleta, em constante movimento.
uma linda surfistinha
Sim, eu acabo de ler o livro da Bruina Surfistinha. E não me arrependo de maneira alguma. É curioso notar que, ao falar-se do livro, logo pensamos apenas em literatura barata e/ou putaria desenfreada. Quando surfistinha é na verdade uma mistura de Christiane F. com Memórias de uma Gueixa dos pobres.
O livro não é ruim, mas também não é excepcionalmente bom. Sou longe de crítico literário, e demoro pacas pra ler um livro (surfistinha foi quase um recorde, dois dias, só perde pro “Menino do dedo verde”, um dia). Mas eu fiquei satisfatóriamente surpreendido com a história e a maneira como ela é contada, e a putaria também está lá para quem quer. Recomendo, acho uma leitura válida sim.
Eu sempre achei curiosíssimo o quanto algumas pessoas (especialmente mulheres) acham lindo o filme “Uma linda mulher”. Eu acho um porre. A idéia básica do filme tem potencial, mas só seria bom mesmo se fosse dirigido pelo Tarantino ou pelo Kubrick (por méritos diferentes, naturalmente)
A questão aqui é: enquanto todos torcem pela Vivian (sim, eu lembro o nome dela) no filme; muitos torcem o nariz para a Surfistinha. Na febre de reality shows em que vivemos, a fábula nesse caso prevalesce.
Realmente não podemos comparar os méritos de uma ficção holywoodiana contra as crônicas da alameda franca. Mas o que me deixa indignado é a hipocrisia do publico em lidar com duas peças que tratam de um mesmo assunto.
Mas a hipocrisia não é exclusiva do público, ela também cabe aos autores de ambos exemplos. Pois a mensagem que tiramos no final dos dois é: “Puta só é feliz quando deixa de ser puta.”
mostra mafra de cinema – filme 3: Marcas da Violência
Ok, a mostra de cinema já acabou. Mas este filme estava nela, e se repararem nos arquivos do blog verão que estava em meus planos assití-lo então; e depois não estavam mais pois fiquei afim de ver outras coisas que não entrariam em cartas; e depois não consegui assistir mais que dois filmes. Fica aqui só pra engordar meu currículo.
Filmão. David Cronenberg é o cara e Viggo Mortensen provou que sabe atuar pra cacete. Ed Harris e William Hurt dão um show à parte. O roteiro está amarradíssimo, a fotografia não é espetacular mas funciona perfeitamente, assim como a edição, a as demais atuações são ótimas (só não gostei do filho mais novo). As nojeiras cronenberguianas estão lá, mas são bem esparsas. O que não é parco é a tensão e algumas cenas muito impactantes (interprete impactante como quiser). Como o final, que pode passar despercebido por uma pessoa sem a menor sensibilidade, mas se visto com atenção é perfeito.

