Archive for the ‘quadrinhos’ tag
muito, muito, além dos quadrinhos
É com grande prazer que aviso que o livro Muito Além dos Quadrinhos acaba de sair do prelo. Em tempo para o lançamento no próximo sábado, dia 26.
A lista completa dos artigos:
- Margarida
no Brasil: retrato de uma mulher pós-moderna, de Agda Dias Baeta;
- A história em quadrinhos e a imagem como informação: a coexistência da ficção e da realidade, de Alexandre Barbosa;
- Heróis no Brazil
: uma (des)caracterização do espaço geográfico brasileiro, de Angela Rama;
- Um encontro de grafismos nos Pampas: breve histórico das histórias em quadrinhos na Argentina, de Eloar Guazzelli;
- Batman
de Beethoven
: um olhar sobre as adaptações televisivas do Homem-Morcego, de Fernando de Oliveira Mafra;
- O caipira de todos nós: a construção do sentido de um tipo brasileiro nos quadrinhos, de Gêisa Fernandes D´Oliveira;
- O uso da gíria nas histórias em quadrinhos, de Paulo Ramos;
- Influências religiosas e sobrenaturais nos quadrinhos nacionais de terror, de Túlio Vilela;
- Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais, de Waldomiro Vergueiro.
Veja nota no Omelete e no UniversoHQ
Compareçam:
Sábado, 26 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP [mapa]
muito além dos quadrinhos
Fazemos um break da nossa programação reclamona normal para um anúncio especial
Muito Além dos Quadrinhos é o título do livro do qual participo com o artigo Batman de Beethoven. Isso mesmo, mashup de Batman e música erudita – na verdade uma tentativa de fazer um título intrigante e poético.
Pra quem nunca me ouviu falar dessa história que levou anos para ser concluída, trata-se de um artigo sobre as adaptações para a televisão do homem-morcego. Faz tanto tempo que escrevi que não me lembro de muitos detalhes, mas gosto de pensar que ele serve para discutir adaptações em geral.
Outros pesquisadores de quadrinhos muito mais graduados que eu também participam com ótimos artigos discutindo vários temas relacionados a quadrinhos.
Teremos lançamento em setembro, ainda há tempo. Irei refrescar a memória de todos, mas estou postando agora apenas como marco. Se já quiserem adicionar em suas agendas, por favor:
Sábado, 19 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP
update:
Sábado, 26 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP
And Now for Something Completely Different
menina infinito!
Os saudosos leitores da revista Mosh devem se lembrar daquela personagem gordinha e moderninha que figurava por suas páginas. Quem nunca leu agora tem uma boa oportunidade para conhecê-la. Mônica é a Menina Infinito, uma garota tipicamente urbana que toca sua vida cercada do universo pop, no álbum recém lançado de Fábio Lyra.
Há alguns anos os quadrinhos brasileiros tem vivido um período interessante. Álbuns de diversos estilos e de boa qualidade saindo e encontrando espaço até em grandes livrarias. Não pesquisei o suficiente para saber se é o caso de Menina Infinito, mas encontrá-lo para comprar não deve ser difícil.
Claramente influenciado por artistas norte-americanos como Daniel Clowes e Terry Moore, Menina Infinito tem mais pé no chão, o que indica a influência do inglês Nick Hornby. Aliás, Hornby dá o tom básico do que se esperar de Menina Infinito, se você gostou de Alta Fidelidade, não há como dispensar esse quadrinho.
Mônica é uma garota moderninha, no estilo pós-punk anti-hippie e anti-emo como tantas que permeiam as grandes cidades do Brasil e do Mundo. Ela tenta segurar um emprego por tempo suficiente para saciar seus desejos de consumo de cultura pop enquanto troca confidências e se diverte com seus amigos. Fã de Amélie, ela não declara, mas se comporta como aqueles que acreditam no mantra “você é o que você gosta”.
Não há nada de fantástico em sua vida, nem de recriminável. Mônica e seus amigos não são perfeitos, mas também não são excessivas, embora Mônica saiba do que gosta e do que quer, não sabe bem o que ser. Um retrato sem julgamentos dos jovens adultos atuais, ela pode ser tanto uma filhinha de papai de 17 anos, como uma batalhadora de 25.
O quadrinho em si é executado muito bem, apesar de um pequeno erro de continuidade que percebi, existe bastante atenção à detalhes, inserindo referências pop à rodo sempre que possível. Não há pressa em contar a história ou textos em excesso (um problema em quadrinhos desse tipo).
O grande mérito de Menina Infinito é mostrar que existe diversidade nos quadrinhos brasileiros, algo além da profusão de clones de mangá ou poesias visuais auto-indulgentes. Algo de semelhante ao trabalho dos gêmos Fabio Moon e Gabriel Bá.
Mas há um perigo aqui. Fábio Lyra pode tomar diversos caminhos a partir desse ponto. Seria interessante vê-lo trabalhar outros universos, mesmo que com a mesma personagem. Caso haja continuação para o universo de Mônica, seria bom ver a personagem evoluir ou lidar com outras questões além dos meninos da vez ou em que apartamento morar. E obviamente Lyra é capaz disso, como demonstrou sua participação no álbum “Irmãos Grimm em Quadrinhos”, basta explorar a capacidade.
Veja mais sobre Menina Infinito no site oficial (há um preview em PDF para baixar)
OBS: Soltei essa crítica também no Overmundo e na minha comunidade Quadrinhos BR. Dê um pulo na comunidade para ver a promoção e ganhar uma cópia. A Promoção já acabou, super rápido! Quem levou foi o Sean.
300 de Gotham
Felipe Meyer me convidou para escrever sobre o ARG do batman/coringa no Nanquim. O relato estava disponível aqui, mas agora já está publicado no Nanquim: Confiram.
vivendo o clichê
Acabo de regressar da USP, de uma reunião do antigo NPHQ, que tecnicamente não pode mais ser chamado de Núcleo.
Pois bem, depois da reunião, eu e alguns colegas fomos até a FFLCH tomar cerveja em uma festinha – no Centro Acadêmico partilhado da Filosofia e da Sociologia. Como lá todas as cervejas estavam quentes, andamos até a Letras, que também estava dando uma festinha, ou melhor: uma festona.
Na primeira, além da cerveja quente, havia vários grupinhos sentados na grama fumando (não necessariamente tabaco) e conversando ao som de um amplificador estouradíssimo tocando Chico Buarque. Entre eles, vários cabeludos, barbudos e meninas de saias longuíssimas daquele tecido leve que parece canga e eu não sei o nome. Além disso, testemunhei vários penduricalhos hippongos, uma camiseta do Raul Seixas e outra com uma enorme citação do Lenin.
Na segunda havia um som profissional, cerveja gelada, toldos e muita gente em pé misturada. A música era totalmente eletrônica pseudo-modernosa, mas aceitável, todos conversavam alto e no chão de um dos toldos corria aquela espuma ridícula de balada tosca. Havia gente de todo tipo misturado, diversas idades e gostos, mas interagindo entre si. Fora a espuma, da qual fiquei longe, o lugar estava legal.
Depois reclamam das piadinhas que o povo faz com a FFLCH (menos a galera de Letras)

Estava sem câmera, mas essa foto vale.





