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azeredo 2.0
Há algum tempo eu já vinha recebendo mensagens eletrônicas não solicitadas (i.e. SPAM) com os dizeres:
“Esta mensagem atende os princípios estabelecidos em Projetos de Lei em tramitação no Poder Legislativo, que regulamenta o envio de mensagens por e-mail. ENVIAR UM EMAIL NÃO É CRIME, desde que o seu conteúdo não cause danos ao destinatário e não poderá ser considerado SPAM quando inclua uma forma de ser removido. Se você deseja ser removido de nossa lista, simplesmente responda este e-mail com a palavra remover no campo Assunto.”
Era meio difícil de engolir já que não tem o número do projeto na dita cuja. Mas era verdade. E quem saiu na pior foram eles. Lembram-se de nosso ilustre senador Eduardo Azeredo?
Pois bem, além da lei para cadastrar usuários de internet, ele é relator da lei que Disciplina o envio de mensagens eletrônicas comerciais. E ela foi aprovada hoje pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (eu achei que era só Justiça, que não tinha nada de cidadania).
Ainda há outras etapas para que ela entre em vigor. Mas já é um passo adiante para facilitar nossas vidas de usuários intensos de e-mail. Na teoria funcionaria para limar e-mails insistentes programações culturais em gerais e divulgações de comércio local, ao menos temporariamente. Já as famosas mensagens com promoções de viagra, curas milagrosas e heranças oportunas continuariam impunemente, já que são enviadas de outros países.
Na verdade não tenho certeza de como funcionaria as questões legais em se tratanto de cidadãos ou empresas brasileiras manipulando servidores estrangeiros. Nesse aspecto vale lembrar da polêmica causada pelo Senador José Sarney ao censurar um blog que mostrava uma caricatura ofensiva à ele. A solução encontrada pela jornalista Alcinéa Cavalcante foi mudar para um serviço internacional, e continua blogando com a caricatura do movimento “Xô Sarney” sempre visível.

Talvez devessemos providenciar uma caricatura “Xô Azeredo”. A lei do SPAM não o redime aos meus olhos, especialmente porque ela será de pouco efeito quando implementada. A lei que terá um grande efeito será justamente a de cadastramento de internautas.
apple, shut me up
Bom, se a Apple quiser fechar meu blog, lá vai:
“I believe in January will be seeing a brand new device from Apple: A multi-touch notepad to wipe-out Microsoft’s UPC. It shall be called MacNote”
Aguardo o contato dos advogados
another one bites the apple
Resuminho da situação: A Apple entrou num acordo com o site Think Secret, um site de fãs que fofoca sobre possíveis lançamentos da companhia. Uma batalha judicial tem sido travada desde que os sites PowerPage, Apple Insider e Think Secret vazaram informações sobre o lançamento do MacMini em 2005. A Apple queria desesperadamente que as fontes dos sites fossem reveladas. No acordo foi estipulado o desligamento do site e provavelmente uma polpuda soma em dinheiro.
Não discuto que manter segredos industriais seja importante para a sobrevivência de uma companhia, assim como o boca-a-boca/hype. A questão era que os blogueiros citavam o direito jornalístico de manter suas fontes em sigilo, enquanto a Apple argumenta que blogueiros e donos de sites não são jornalistas e portanto não têm os mesmos direitos.
Desenvolvo esse argumento(canalha) para concluir que quem não está protegido pelos mesmo direitos não está atrelado às mesmas obrigações. O que para mim é algo pior ainda, e que coloca aqueles que levam a sério sua posição como jornalistas livres em uma posição vulnerável e de maior descrédito.
Até grandes veículos se pronunciaram em favor dos autores durante o caso. O que pra mim é uma notícia feliz que ajuda a colocar essa história sob um ponto de vista agridoce.
Serem reconhecidos e defendidos por veículos tradicionais é uma conquista importante para os fornecedores independentes de informação (proclamo direitos autorais sobre este termo!). Infelizmente isso se deu sob a luz de um processo feio, onde uma corporação mais uma vez se coloca à frente do direito de um indivíduo. Essa é a diferença entre um jornalista tradicional e um fornecedores independente de informações, ele dá pessoalmente sua cara a tapa constantemente, e não tem uma empresa por trás que pode ajudá-lo (se caso for de seu interesse, claro).
Outro problema desse caso é que ele pode gerar um precedente legal (no caso dos EUA) ou moral (no caso do resto do mundo), estipulando que blogueiros, donos de site e jornalistas cidadãos em geral, não são jornalistas e são obrigados a revelar tudo que uma grande companhia quiser (A Apple chegou a ter acesso a e-mails). Todo tipo de situação em que o poder de corporações é legitimado em detrimento do poder e liberdade individual me assusta e me enraivece, especialmente num caso como esse, contemplando uma atividade da qual (mesmo que levemente) faço parte.
Como foi feito um acordo, não há precedente legal. Mas a mensagem que a Apple manda é “te dou uma grana, e você cala a sua boquinha pra sempre“. De fato colocando uma etiqueta de preço na liberdade de expressão de um sujeito que só queria partilhar sua curiosidade por algo que gosta.
No fim das contas, com o acordo o ThinkSecret conseguiu manter sua fonte anônima, ao custo de sua “vida”. Espero que essa decisão tenha sido considerada como a única alternativa para proteger uma fonte (a alternativa nobre) e não como uma chance de tirar uma grana extra (a alternativa podre). Mas parece que estou enganado, já que o advogado do ThinkSecret está falando por aí que a Apple saiu perdendo e a liberdade de expressão venceu, não consigo entender como aceitar um suborno para calar a boca é uma vitória. Honestamente, me parece que ninguém saiu ganhando, já que o site foi calado e a Apple não conseguiu a informação que queria.
Como disse, concordo que o vazar de informações constitui um problema para a Apple (como para qualquer empresa), mas esmagar um agente externo por causa de um problema claramente interno me soa bastante injusto. A Apple deveria de fato rever internamente como a informação e o treinamento de seus funcionários atua para evitar que esse tipo de coisa se repita, já que ela preza tanto pelo sigilo.
Jornalistas por opção, uni-vos!
liane martins é um travesti
Escolher um título para falar sobre o assunto não foi fácil. Pensei em algo mais poético como “culpem a eva”, mas essa vagabunda não merece nada nobre conectado à ela. Acabo de ler na versão impressa da Folha de SP essa delegada da corregedoria falando absurdos dos quais eu espero que ela se envergonhe muito depois de lembrar que é uma mulher.
Vamos partir de dois princípios básico:
- Quando você tem algo a perder, você tem boas chances de mentir para se resguardar.
- Quando você já perdeu sua dignidade, seu tempo e a integridade do seu corpo, o que você busca é justiça, e para isso, fala a verdade.
Liane diz que os “policiais foram levados ao erro” pela garota que teria mentido sua idade. Pois bem, em primeiro lugar, um policial deve AVERIGUAR declarações feitas por suspeitos, pois esse tem algo a perder, e portanto pode estar mentindo. Busca-se documentos e testemunhas para assegurar-se de que o suspeito está dizendo a verdade. Segundo, qual possível vantagem a garota teria em mentir sua idade? O que ela exatamente ganharia com isso? Então o motivo para ela ter mentido, ao meu ver, não existe. Terceiro: Não importa a idade! Não se colocam mulheres e homens na mesma cela, nunca.
Ainda lembrando o princípio que propus: E se os policiais estiverem mentindo para a srta. Liane? A garota já perdeu tudo, não tem porque mentir, já os policiais podem (leia-se: deviam) perder o emprego e a liberdade. Puxa, será que eles combinaram uma história para contar para a delegada?
Mas Liane não pára por aí. Além disso, pinta a menina como se fosse uma máquina manipuladora e maligna, que se insinuou e provocou os presos, se ofereceu. Diz que apenas um dos atos sexuais foi abuso – quantos é preciso para se perceber que algo está fora do normal? Talvez devêssemos fazer uma fila e nos revesar com Liane Martins até ela descobrir. Vou contar uma novidade: Quando se está preso, não se pode transar, e homens ADORAM transar, se você colocar uma cabrita na cela é capaz dos presos dizerem que ela se insinuava para eles.
Mesmo que a menina tivesse se insinuado para todos os presentes, sexo com menor ainda é crime. Menores já se insinuaram pra mim, a infância e a inocência estão acabando, e os únicos que as usam como defesa são os marmanjos; numa cara de pau sem tamanho.
O mais horrorizante dessas declarações da delegada é que ela é uma mulher. Ao menos diz que é, na minha opinião, só pode ser um travesti. Depois de anos de lutas por direitos não é possível que uma mulher enxergue essa situação dessa maneira. Agora só falta descobrirmos que ela tem um caso com esse juiz ignorante de sete lagoas.
PS: Peço desculpas aos travestis por compará-los ao esse monstro. Usei a palavra apenas em sentido alegórico.
that great love sound
Acabamos gravando o programa na segunda. Ficou melhor do que eu esperava, considerando minha total inexperiência. A seleção de músicas também é boa, afinal, no meu programa não tem porcaria.
As gravações serão toda segunda, e o Nisfer me deixou a cargo do roteiro pra semana que vem, que eu já preparei quase totalmente (ele precisa dar umas opiniões e sugestões de som também). Mas vocês terão que esperar sentados porque a rádio só entra no ar ano que vem.
Só um adendo: O estúdio é absurdo, muito grande, com várias salas e tudo muito arrumado e legal. A casa é linda, e fica no Bexiga, ao lado do Mexilhão.
Agora estou ando mexendo no iTunes, em mais uma tentativa de organizar meus mp3s. E ele na verdade conseguiu perder alguns dentro da biblioteca, eles estão aqui, mas não aparecem na biblioteca, tenho que manualmente editá-los para que entrem. É um trabalhão, mas vai valer a pena pra ter tudo bonitinho, jogar fora porcarias, arquivos corrompidos e repitidos.
E também estou usando-o para tostar uns CDs pra tocar na Festa Canastra no dia 5. Pois é, além do casamento dia 4, dia 5 tem festa canastra onde eu e o Dartchio (escreve assim?), no mínimo, iremos discotecar, e parece que vai ser uma discotecagem longa, por isso nem estou fazendo setlist.
Além disso tudo, ainda tenho que terminar meu artigo para QuadrECA e revisar meu antigo artigo do Batman, a pedido do Waldomiro (espero ter boas notícias sobre isso em breve, veremos). E a M. Gabi ainda não me respondeu sobre o Festival da Cultura Inglesa, o que por enquanto é bom porque não tenho como desenvolver isso, não essa semana pelo menos.
