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sobre controle de blogs

Irei corrigir um erro meu e aproveitar a oportunidade para desenvolver um assunto. Na terça-feira à noite ocorreu um mini blogCamp envolvendo alguns membros do CampusBlog e do BarCamp aqui na CampusParty. Um dos assuntos na pequena desconferência foi a ética no universo de blogs. Como isso seria possível? Quem estabeleceria as regras? Quem seria a polícia?
A conferência já tinha começado a algum tempo quando me juntei. Quando vi o anuncio dela no liveStream o assunto era a monetização de Blogs. E até me embalar no assunto, ele já tinha mudado umas quatro vezes. Basicamente peguei o debate sobre blogues corporativos e a tal ética blogueira.
Uma crítica minha fica ao destaque dado ao circo em volta. A roda era grande, e mal se ouvia os falantes do outro lado. Blogueiros precisam aprender sobre impostação e projeção de voz. Havia várias câmera e alguns microfones. Um deles um boom gigantesco empossado por uma loira alta e bonita (que eu estupidamente não fotografei) que atrapalhava os que estavam ali para ver e mesmo participar.
Voltando ao debate em si, o grupo já estava se debandando quando fiz uma colocação que acabou não sendo ouvida até o final. O que mencionei tem a ver com uma notícia que vi à um tempo atrás sobre a possibilidade da criação do Bloggers Guild of America, uma espécie de sindicato de blogueirs nos moldes da Writer`s Guild of America (aquela que estava em greve à pouco tempo, para o desespero dos viciados em séries de TV). Seria uma possível ferramenta para responder a questões coletivas, monetárias ou não, dos blogueiros nos EUA.
Minha colocação foi justamente a possibilidade da criação de uma espécie de “cooperativa”, da qual os blogueiros poderiam fazer parte, voluntariaente. A adesão à essa suposta associação estaria sujeita a certas regras de conduta, e renderia uma espécie de selo atestador. Algo simples. Mas não consegui desenvolver o assunto, e meu uso da palavra cooperativa foi levado ao extremo.
O que eu quis dizer é que, independente da palavra usada para descrever essa associação, é que não tenho certeza se aprovo a idéia – provavelmente não. Esse tipo de iniciativa tem um grande potencial de criar uma elite blogueira, uma panelinha. Blogueiros que por uma razão ou outra não a integrassem poderiam entrar em um estado de ostracismo digital. Joguinhos políticos e favoritismos poderiam facilmente entrar em jogo.
Como exemplo disso temos o Overmundo. Que desde o começo sempre teve um escritório que dita as regras gerais, que são simples, benevolentes e abertas. Estando dentro da proposta temática do site, e usando boas maneiras, você é livre para usar como quiser. Mas o sistema de pontuação empregado pelo site causou alguns problemas, em especial no final de 2007. O objetivo dos pontos é dar mais força àqueles que são mais votados, com a premissa de que quanto mais qualidade no conteúdo, mais votos ele receberá. O problema se deu quando um grupo de membros estabeleceu um esquema informal de troca de votos. Muitos se votavam mutuamente e aumentavam a pontuação de seus amigos astronomicamente, em contrapartida, aqueles fora desse grupo acabavam escandeados no site. Isso gerou muitas brigas e acredito que ainda não foi resolvido completamente.
É o exemplo de como uma boa idéia na teoria pode sair pela culatra. Fora que um grupo regulamentador é algo que vai contra a própria essência da natureza dos blogs. Só para deixar claro, isso não tem nada a ver com coletivos de blogs e esse tipo de inciativa – nada mais natural que um grupo em sintonia se juntar para fazer algo em conjunto para tentar ganhar mais destaque. Mas nenhum coletivo se deu o título de agencia regulamentadora de blogs, nem deve e tenho certeza que não fara. Blogs são livres, e devem permanecer assim.
O que deve acontecer, ao menos por enquanto, é continuar o diálogo entre eles, para que a qualidade do conteúdo e a conduta ética sempre estejam em foco. Apontar o dado ao formato blog como uma mazela da informação é um erro grave, é querer tapar o sol com a peneira. O problema dos blogs de (suposta) má qualidade não está no fato de ser um blog, é conseqüência de outros problemas sociais dos quais padece o dono do blog. Se uma pessoa sem escrúpulos inicia um blog, ele será com certeza problemático, mas não por ser um blog.
clean air
Agora que o MacBook Air saiu, todos estão debatendo se ele vale o preço abusivo que tem. Pessoalmente não tenho utilidade para um notebook que depende total e completamente de outro computador. Querendo ou não, ou você gasta ainda mais comprando acessórios que no fim das contas derrotam o propósito de ter algo pequeno e leve; ou regularmente precisará estar perto de outro computador para suprir a falta de um drive de DVD e a presença de uma única porta USB (e nenhuma porta de rede, apenas wi-fi).
Como regra, não acredito em pagar mais caro por algo apenas por ser pequeno (especialmente quando ele tem menos recursos que outros mais baratos). Talvez abra excessões no caso da pequeneza ser algo que de fato mude minha interação. Cabendo em um envelope ou não, o Air ainda é carregado e usado da mesma maneira que qualquer outro notebook, pode ser mesmo mais leve, mas eu não costumo sair em caminhadas com computadores à tira-colo. Se fosse algo absurdamente mágico, como um notebook que dobra todo e cabe no meu bolso, aí sim eu o consideraria mais.
Com tais recursos, o Air mais parece uma plataforma para executivos em salas de embarque ou um visualizador de slideshows em reunião. Claro, que numa roupagem ultra-chique. Na batalha entre os notebooks ultra-light, o vencedor, por incrível que pareça, é o Dell XPS.
Claro que admiro as conquistas do produto, a engenharia por trás é admirável. Em especial por um fato que as pessoas parecem não estar falando o suficiente. o MacBook Air é o computador mais amigável ao meio ambiente produzido pela Apple até hoje. Ano passado a Apple sofreu bastante no ranking de eletrônicos montado pelo Greenpeace (agora é a vez da Nintendo sofrer). O Air é uma boa reação à isso, com menos PVC e mercúrio e livre de bromo
Assim, a maior conquista do Air não é ser mais leve na sua mochila, mas mais leve na sua lata de lixo.
SPAMALOT
Spam é um produto de carne em conserva vindo dos Estados Unidos. Ele ganhou muito espaço durante a segunda guerra, na forma de rações para os soldados e também como alimento para os civis em lugares envolvidos diretamente com a guerra, que sofriam com escassez geral de suprimentos em geral.
Foi uma fonte confiável e segura de proteínas para esses tempos difíceis.
Depois da guerra, em alguns lugares ele permaneceu popular, como no Havaí (que por sua natureza é um difícil de se conseguir carne de qualidade) e em outros caiu em desgraça, em termos, como na Inglaterra.
Ainda é vendido por lá (essa minha lata veio de lá) mas a população em geral estava de saco cheio da carne enlatada há algum tempo quando o Monty Python montou um sketch baseado em Spam.
Tratava-se de um casal indo a um restaurante e tentando em vão conseguir achar algum prato que não envolvesse SPAM, enquanto o garçom insistia em dar-lhes SPAM. Foi daí que veio o uso da palavra SPAM para e-mails não solicitados e outras formas mal-educadas de propaganda indigesta.
Quanto a digestibilidade da comida em si, ainda não experimentei. É válido até 2009, acho que vou fazer um mestrado primeiro e comer no jantar de comemoração da minha banca.
mostra mafra de cinema – filme 1: Dumplings
Hoje vi meu primeiro filme da mostra esse ano: Dumplings. Aqui vão algumas palavras sobre ele…
Uma mulher chinesa madura, entre 40 e 50 anos, com cabeilo e pele impecáveis, roupas de grife novíssimas, unhas perfeitas e uma bela bolsa entra em um cortiço. Ela chege de táxi, obviamente, e após pedir informações em uma barbearia fétida chega ao seu destino: Uma pequena loja de bolinhos (os dumplings do título).
Uma jovem sexy com roupas de mal gosto responde e rapidamente a recebe. Ela desafia a visitante a adivinhar sua idade, o que não consegue.
Então ela começa a preparar os bolinhos, nada sutilmente, com um cutelo e mãos rápidas.
Após serví-los, a freguesa hesita e acaba por derrubar um dos bolinhos. Ela exita pois ainda pensa no recheio dos bolinhos, e não no resultado que irá adquirir com seu consumo: Fetos humanos.
O filme é sensacional, tem uma edição boa e algumas tomadas muito bem pensadas. Os efeitos especiais são excelentes e totalmente convincentes. A trilha sonora é boa, embora algumas deixas sejam um pouco bestas, e a sonoplastia é totalmente perfeita. O roteiro pode ser meio estranho, mas eu gostei. Ele não faz sensacionalismo imbecil sobre o conteúdo dos bolinhos, as personagens têm reações verossímeis e condizentes com suas personalidades; a única tentativa de susto besta é manifestada na forma de um pintinho.
Há uma mistura de cenas fortes (especialmente para mulheres – não digo isso por machismo, mas pela natureza das cenas), momentos de humor negro, frieza e humor incidental.
Valeu a pena, é bem o tipo de filme que estava afim de ver (em termos de temática) e uma das razões para se ir a mostra (em termos de inusitado). Recomendo. E que venham outros!

crunch, crunch, crunch
OBS: Foi legal também a companhia, depois de reencontrar Paulinha e Praia no Orkut, fomos juntos ao cinema depois de muito tempo, e ainda encontrei a Prof. Lucilene na fila!
espinafre
No fim de semana fiz uma visita relâmpago a BH. Foi muito boa. Não só encontrei com a Mi (obviamente) como ainda tive ilustres momentos com Rafa; Zecão; Gabi; Fofa; Serginho; Lets; Clá; Ti; Lucas; Zubreu; Bárbara e muito mais.
Além disso fui no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) onde vi as exposições e comprei o lançamento “O Espinafre de Yukiko” do Frédéric Boilet. Acontece que ele estava por lá (ia dar uma palestra à tarde) e aproveitei pra pedir um autógrafo e explicar que sou “pesquisador” e gostaria de contactá-lo futuramente.
Então na segunda, logo que cheguei em casa, vi no jornal que teria o lançamento as 19:00 na FNAC. Me empolguei e nem fui de bicicleta pro trabalho, pensando em ir direto pra lá depois. Só que quebrei a cara, já que fiquei até as 18:50 trabalhando. Fiquei preso no escritório justo no dia em que tinha compromisso. Ô zica.
Mas eu recomendo muito o quadrinho. É parte do movimento que chamam de Nouvelle Mangá. Na verdade dá pra notar claramente que o estilo é muito mais franco-belga do que japones. De japão o que marca é a natureza da história, não a linguagem. Quero ver mais coisas dessa nova onda…

