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seagul screaming marry him, marry him!
Se não entendeu o que Neil Gaiman escreveu no livro da garota, veja aqui.
ignorância imortal
Para um futuro projeto Overmundiano meu, acabei indo parar no site da Academia Brasileira de Letras. E lá conferi a lista dos imortais. E foi então que descobri alguns nomes que muito me surpreenderam, apenas entre os atuais temos:
Ivo Pitangy
José Sarney
Marco Maciel
Agora, se formos buscar na lista completa, temos outro Presidente da República entre os imortais, o suicida Getúlio Vargas.
Bem, me surpreenderam não apenas pela presença deles, mas por minha ignorância do fato. Para jogar sal na ferida, dentre os Atuais, tenho certeza de ter lido textos apenas de Lygia Fagundes Telles, Zélia Gattai e Carlos Heitor Cony.
O conforto é que em terra de cego, quem tem um olho é rico. Eu ao menos sei quem são essas pessoas, mesmo que por outros “méritos”.
amores estressados
O universo literário nacional está balançadinho por conta do tal projeto Amores Expressos. Para quem está por fora vou resumir: Enviar 16 escritores para 16 cidades do mundo, e de lá devem voltar com histórias de amor que serão publicadas pela companhia das letras.
O projeto é de Rodrigo Teixeira, que usou a lei de incentivo à cultura para angariar fundos, e para quem também não sabe: Com ela empresas patrocinam projetos culturais e ganham abate do imposto de renda. Em essência os contribuintes subsidiam projetos culturais dos quais não necessariamente tirarão proveito, e em muitos casos têm que pagar de novo para tirar proveito.
Tem vários escritores (todos não convidados para o projeto) achando tudo um absurdo, acusando de abuso e de panelinha, falando que os idealizadores só chamaram os amiguinhos. Mas não é assim? Quando você vai realizar qualquer projeto você vai chamar quem? Os caça-fantasmas? Vai fazer concurso público pra selecionar o cenografista do seu filme? Ou o curador da sua mostra? Não! Você convida alguém cujo trabalho conhece e confia e pronto! Sua obrigação dentro da lei é prestar contas. Enquanto isso estiver sendo feito eu não estou vendo nada de absurdo.
O que eu acho um absurdo são pessoas como Guilherme Fontes que usurpam milhões e não produzem nada! O que eu quero é ver Amores Expressos nas prateleiras!
Agora, a outra discussão que deveria haver é justamente o que falei: Nós pagamos duas vezes! Assim como patrocinar um projeto abate imposto de uma empresa, eu deveria poder mostrar meu IPVA na bilheteria e ver o filme de graça! Enquanto não tivermos QUALQUER industria cultural solidificada seguiremos assim, pagando tudo duas vezes.
au au
Acho que foi o Higor Assis que disse no encontro do Overmundo que postar colaborações numa quinta feira é uma má idéia, pois ela entra em votação no fim de semana e o número de votantes sempre é baixo.
Ele tem toda razão, soltei dois textos lá, um sobre o Cão Sem Dono e o outro sobre Até o dia em que o cão morreu, e estão correndo o risco de não serem publicados.
O esquema é mesmo publicar na sexta pra ser votado a partir de segunda.
É calculista, mas o importante é ser lido, e não tem nada como um bom timming para atingir esses objetivos.
sou do povão
Graças à Mi estou meio imerso no Daniel Galera nesse momento. Depois de ver “Cão Sem Dono” na segunda passada, nessa quinta fui no lançamento da nova edição do livro no qual ele é baseado: “Até o dia em que o cão morreu“.
Além disso agora estou elaborando umas perguntinhas para uma entrevista que resolvi fazer com ele para publicar no Overmundo. Mandei um e-mail falando disso pra ele, e não recebi resposta, o confrontei no lançamento e ele jurou que respondeu positivamente, sei…
Estou no cursto de Tableless e para matar o tédio estou me adiantando nessa “pauta”, lendo um monte de coisas no blog dele e espiando o da mulher(ou namorada?) Tainá, tudo isso de uma vez só me fez novamente pensar em como minha vida poderia ser mais emocionante, cheia de coisas interessantes e curiosas para contar para os outros. Por enquanto fico vendo o que há de interessante na vida alheia e desejando pra mim, fica um gosto amargo na boca (acentuado pelo café da Impacta) e aspirações melancólicas voltam à mente.
Em paralelo, o lugar onde ocorreu o lançamento, a tal Mercearia São Pedro, é meio tricky de chegar, mas me pareceu um lugar bem interessante, mesmo que rapidamente, uma livraria/botecão. Não é taaaanta novidade para quem conhece o Café com Letras em BH, mas o Café é muito mais pedante e chiquetoso do que a Mercearia, espero voltar lá, de preferência num dia menos lotado.