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300 de Gotham
Felipe Meyer me convidou para escrever sobre o ARG do batman/coringa no Nanquim. O relato estava disponível aqui, mas agora já está publicado no Nanquim: Confiram.
libertas (digitalis) quae sera tamen
Na última noite da CampusParty houve um protesto, que até onde eu saiba, foi o primeiro liderado por um robô (ou nem tanto, já que ele não anda tão rápido quanto seus companheiros ativistas humanos). A faixa empunhada pelos manifestantes reclamava do Senador Eduardo Azeredo (ex-governador abobalhado de Minas Gerais) e seu infame projeto de lei para cadastro de usuários de internet.
Por essa lei, todos os usuários de internet terão que fazer um pré-cadastro nos provedores identificando-se antes de poder ter acesso à rede. O “argumento” é que isso aumentaria a segurança na internet, inibindo fraudes e golpes. Na verdade, a lei foi elaborada para satisfazer os lobbystas dos bancos e de empresas de verificação on-line; que teriam seu trabalho dimunuido enquanto o trabalho dos provedores e cidadãos aumentaria.
É mais um caso claro do governo, com preguiça de trabalhar, resolver repassar suas responsabilidades ao cidadão comum, aumentando a burocracia e atrapalhando sua vida. Essa lei vai totalmente contra os projetos governamentais de inclusão digital e à própria natureza da internet. Sua elaboração mostra uma falta de compreensão de como a internet funciona, tecnica e socialmente.
Sendo que, assim como projetos de controle de armas, não irá inibir em maneira alguma os criminosos, que utilizarão laranjas, fantasmas, acessos internacionais e sabe-se lá o que mais para conseguir tocar seus “modelos de negócios”.
Voltando à natureza da internet, o que quero dizer é que ela é fluída e em constante movimento. Uma prova disso é justamente o protesto na CampusParty, que conforme passava pelas diferentes áreas do evento ia tomando outras formas. Em questão de segundos o protesto também tratava de Software Livre e da liberação de Counter Strike.
Isso me fez pensar na frase estampada nos cartazes “porque lutamos?”. O que leva alguém a se levantar e expressar indignação. Muitos diriam que preocupar-se com um video-game é um motivo fútil pelo qual protestar. Eu diria que não. A proibição de Counter-Strike é uma atitude retrógrada, arbitrária e sem qualquer embasamento. Se Counter-Strike pode ser censurado hoje, o que será amanhã? Pela “lógica” do juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz, inúmeros filmes e novelas jamais seriam aceitáveis.
A questão é que o protesto tomou um aspecto de clamar por liberdade em geral: De acesso (Azeredo), de escolha (Software Livre) e de expressão (Counter Strike). Dentro e fora da internet buscamos exatamente isso, liberdade, e qualquer tentativa de limitá-la por razões torpes será respondida à altura. Em especial no que se trata a rede, um lugar cheio de idéias e opiniões, onde por mais que tentem, não seremos calados.
O curioso é que Azeredo governou um estado que tem justamente a palavra liberdade estampada em sua bandeira (o mesmo estado de atuação do juiz Simões). Ele deveria dar uma voltinha em ouro preto e rever a história da inconfidência. Quem sabe depois da mineira, não teremos a digital?
katamari na sapucaí
Soh pra avisar que ainda tenho esse blog.
E que ando jogando muito Katamari e Poderoso Chefão. Dois jogos incríveis pro PS2. katamari e Shadow of The Colossus são dois jogos que entraram pra história dos video games.
à sombra de um colosso
Shadow of the Colossus é um dos jogos mais impressionantes na história dos video-games.
Não sou um especialista em video-games, mas conheço boa parte dos principais títulos das diferentes plataformas que já passaram por aqui.
Esse jogo é de fato fabuloso, não é RPG, não é puzzle, não é de tiro, nem de horror, mas ele é isso tudo e mais.
Tudo que você tem que fazer é matar 16 colossi. E só. Não há mais nada para matar ou correr atrás (na verdade você pode matar uns lagartinhos e comer umas frutas pra ficar mais forte, mas não precisa). Não há fases (um conceito que de longe não é regra em video-game há muito tempo) nem “loadings”.
Tudo transcorre uniformemente, em um cenário maravilhoso e com uma trilha sonora estonteante.
O desafio não está no ato de matar o colosso, mas sim de como fazê-lo. Cada um apresenta um desafio nos quesitos encontrá-lo; encontrar seu ponto fraco e depois como chegar ao ponto fraco.
É o mais próximo de arte que já vi um video-game chegar. E recomendo a todos com um playstation por perto que experimentem.
Na foto tem o seu carinha, aquele pingo no lado esquerdo da tela, e o terceiro colosso, o guerreiro. Adivinhem o que ele faz com aquela espada gigante de pedra…



