Archive for the ‘freak’ tag
iDork

Nos últimos dias de 2007 eu andei com minha fabulosa Katrina (um Ka, pra quem não decifrou esse nome super enigmático) paralelamente à uma Porsche a cinquenta quilômetros por hora em uma estrada. Sim, não estou mentindo, e estava a essa velocidade pois meu vidro estava estilhaçado e não queria que ele desmoronasse lançando cacos mortais sobre os ocupantes. Eventualmente a Porsche me deixou para trás em tremendos 70 mk/h. Tenho testemunhas.
Claro que não estou contando isso para me gabar, mas sim para ilustrar uma situação extrema em que uma incrível ferramenta é usada por um completo idiota que não sabe tirar proveito dela. Vemos isso o tempo inteiro: carros caros com motoristas terríveis; computadores velocíssimos nas mãos de operadores de Word ou, para as meninas, belas jóias enterradas em cabelos e maquiagem tenebrosos.
No mercado de trabalho isso também acontece muito. Claro que com o desenvolvimento tão rápido da tecnologia fica difícil explorar ao máximo todas as ferramentas disponíveis, mas ao menos uma ou duas devemos nos dedicar a compreender plenamente, mesmo que para descartar. Um bom profissional de qualquer área não depende de sua ferramenta, ele se vira com o que tem, e mesmo que o resultado saia cru, é possível ver nele a qualidade de alguém dedicado.
Boas ferramentas facilitam o bom trabalho, claro, todos sabemos. Mas se você é um fotógrafo porcaria, não adianta comprar uma câmera melhor. E se seu gosto musical é uma merda, ter um iPod não o deixará mais cool. E é por isso que estou escrevendo isso. Hoje no metrô havia um sujeito que era o típico analista de sistemas dos anos 80, daqueles que trabalha com mainframes em porões empoeirados e não têm discernimento suficiente para usar uma camisa não-xadrez ou colocar a cintura da calça em qualquer lugar que não acima do umbigo.
Ele possuia um iPod, ou ao menos o fone de um. E provavelmente estava ouvindo Enya, Mike Oldfield, Yanni, David Arkenstone ou qualquer coisa horrenda assim. Bom, só pra dizer isso mesmo: Não importa qual embalagem feita pelos outros você dê ao seu gosto ou seu trabalho, ele continuará sendo uma porcaria se você assim o fizer.
É como em Mateus 7:6 – “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas”
water4fuel
A imagem é ótima, mas o site é tosco demais pra ser verdade. Não dá pra acreditar. Pelo menos o tal gas mencionado é real. Quem quiser conferir tem também vídeos no YouTube.
quando se tem dinheiro, se é ridículo?
Para aqueles que acham uma pessoa estressada demais, elétrica demais e com hábitos estranhos e insanos; apresento Steve Ballmer, CEO da Microsoft com um patrimônio estimado de 15 bilhões de dólares:
Sei que muitos de vocês estão pensando da mesma maneira que a relatada no post abaixo: “Ah, ele pode.”
missão alias
Assisti o novo filme do Tom loucão essa semana. Achei bem legal. Boa ação, bom desenvolvimento de personagem e boa edição.
No entando, me senti assistindo uma versão anabolizada de Alias. Temos até um técnico nerd freak e mesmo o gorducho gente boa de todas as séries do JJ Abrams estava lá, pra nada, devo acrescentar. Se bem que ele desdenhou o Cruise, e isso é muito legal.
Pra quem tá por fora, o diretor é o criador de Felicity (aquela coisa mela cueca), Alias (aquela coisa doida que pode levar nerds a melarem a cueca) e co-criador de LOST (aquela coisa manía que levam alguns a mijarem na cueca).
O filme realmente lembra muito Alias, com seqüências de ação absurdas, disfarçes e mulheres em roupas reveladoras misturados com piadas, atenção a coadjuvantes e momentos melosos regados à música pop.
O que achei bem legal foi que finalmente temos uma equipe trabalhando nas missões, que é sobre o que a série missão impossível se tratava. No primeiro filme também tinha, mas durou pouco (como é do Brian De Palma eu perdôo), enquanto no segundo havia uma patética tentativa de tornar Ethan Hunt em um Bond americano com sorriso abobalhado.
Inclusive concluí que o único filme do John Woo que eu gosto é Face/Off, de resto, nada me agrada.
A boa atenção aos cadjuvantes é um trunfo, especialmente com atores que eu curto (Jonathan Rhys-Meyres, Lawrence Fishburne, Billy Crudup, Philip Seymour-Hoffman e Ving Rhames). Fora quer uma das personagens que quebra pau é nada menos que a própria Felicity. O ponto fraco fica por conta da namoradinha/mulher de Cruise no filme, que tem cara e aje como uma retardada.
Vale o ingresso pra quem gosta de ação.
he took her to a movie
Estava aqui conversando com a Kaori sobre Quadrinhos e preconceito e achei legal o que eu disse (embora eu já tenha dito inúmeras vezes) e vou colar aqui um pedaço da conversa:
kaori:
Ah sim… mas este eu nem pensei em te dar… odeio hulk…
hal_jordan:
num fala besteira. o filme do hulk eh uma dos melhores do mundo. e nao soh de filmes de quadrinhos
kaori:
Ah… aquele primeiro sim… este último.. sei lá! Tá mais para uma mutação de Golias do que Hulk!!! hehehe
hal_jordan:
q primeiro, guria? soh existe esse filme do hulk
hal_jordan:
aquilo era serie de TV
kaori:
Isso isso isso!!! Eu jurava que era filme!!! Viajei!!! hahahaha
hal_jordan:
cara, vc tah falando mta besteira.
julgar o filme soh pq vc num gostou de um efeito especial é a maior prova de falta de capacidade de julgamento q tem
kaori:
Não… não é por causa do efeito… sei lá… eu não curto muito mesmo, bem os quadrinhos, nem o filme!!!! X men eu assistí só porque meu irmão comprou o DVD… nem fui no cimena para assistir! Pq se fosse assim, eu teria odiado matrix e todos os outros filmes que sei lá… usaram efeitos… entende? Não né… fica difícil explicar…
hal_jordan:
isso se chama preconceito
kaori:
Não uai… isso chama não gosto mesmo uai!!!! Tenho certeza que tem algo que não gosta e que fala pros outros que não gosta uai!
hal_jordan:
quais quadrinhos vc leu?
kaori:
Nenhum! Por isso que falo!!!! Não é algo que me atrai… algo que não gosto!
hal_jordan:
se vc nunca leu, como pode saber? isso é preconceito.
julgar algo sem conhecer
kaori:
Não… então vou me corrigir: Algo que não me chama a atenção! Igual batman! Nunca lí um quadrinho, nunca ví um desenho animado… mas assistí altos filmes!!!! É só questão de chamar ou não minha atenção!!!
hal_jordan:
tá. isso eh diferente. mas hulk eh um puta filme. num falo do quadrinho dele pq nunca li.
tem varios quadrinhos q num gosto tb. só q o q as pessoas nunca sabem eh que existe um universo MUITO mais amplo do que disney, monica e super-herois.
eh como dizer que desenho japones eh só olho arregalado pq japones eh traumatizado.
kaori:
Realmente… e tem gente que acha um absurdo eu não gostar de Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e coisas do gênero!!!
hal_jordan:
eu num gosto de dragon ball tb. cavaleiros tem um lugar no meu coração.
hal_jordan:
esse eh o problema q HQ, manga, anime e animação enfrentam.
todos julgam pelos esteriotipos, num é totalmente legitimado. Aquela minha frase eh justamente sobre isso. Assistir novela todo dia nao te torna um fanatico por TV, mas ler UM mangá te torna um NERD bizarro.
hal_jordan:
e dentro desses meios, existem varias coisas que realmente soh interessam aos fas. Mas existem tantas outras de uma qualidade tão impar, que se tornam simplesmente cultura de massa de qualidade, que pode ser apreciada por qq um, desde que abaixe a guarda.
Pra vocês não ficaram totalmente por fora, vou colar aqui a tal frase que falei, eh um trecho do meu trabalho do Batman:
“É comum ouvir falar de “fãs de quadrinhos”, e uma pessoa ser referida como tal, ainda que apenas acompanhe um ou dois títulos, ao passo que raramente se ouve o termo “fã de televisão”, mesmo no caso de alguém que diariamente assiste uma telenovela ou telejornal.”
E o que eu disse aí também vale para qualquer outra coisa, como cinema, rádio e jornal. Eu leio jornal todos os dias praticamente, mas ninguem fala que sou um fã de jornal. Uma pessoa que esporadicamente vai ao cinema, também não é considerada uma movie freak. Quadrinhos, uma cultura de massa tão ou mais antigas que algumas dessas que falei, e uma linguagem mais antiga ainda, continua sendo tratada como coisa de nicho, inclusive pelos próprios integrantes do nicho.

