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da amizade e da inteligência
“Devem-se escolher os amigos pela beleza, os conhecidos pelo caráter e os inimigos pela inteligência”, o site Pensador credita esta frase a Oscar Wilde, embora eu não encontre outra fonte confiável para corroborar. Eu usava tal frase em certas ocasiões para justificar algumas companias e desafetos, e se pararmos para pensar ela tem de fato uma lógica louvável.
Mas a longo prazo a verdade é que ter amigos apenas bonitos cansa. A estupidez é banal, nos cerca a todo momento, tanto que sequer a notamos mais. A inteligência se sobressai muito mais, e então ela nos salta aos olhos.
Em uma linha do tempo mais longa, é mais estimulador ter amigos inteligentes, e agradeço muito a sorte que tenho, pois tenho um bom punhado deles.
Quando digo inteligentes, não estou me referindo ao quanto eles sabem sobre determinado assunto, mas sim a capacidade e disposição que têm para desvendar qualquer assunto que lhes interessar.
O Bruno está no estagio final de sua tese, e publicou o início de sua introdução. Confesso que não compreendi completamente, mas acredito que tenha captado a mensagem. Tanto que ousei fazer comentários editoriais gramaticais e de conteúdo, que para minha satisfação pessoal foram levados em consideração. Mesmo eu, um leigo vindo da área da estética (de fato um esteta) que trabalha no ramo da publicidade, tive capacidade de interpretar algo de alto nível acadêmico e me senti capaz de elaborar críticas (além de dúvidas) – algo a se orgulhar.
Assim, o texto cosmológico levou a um pequeno debate entre eu e um amigo da área de programação com parcos conhecimentos no assunto do qual ele se trata. Um debate saudável e produtivo, entre eu e um amigo que como eu, aprecia sentir-se desafiado por mundos inexplorados. Mesmo diante do fracasso do aprendizado, há o deslumbre e a empolgação de desvendar novos mares, e aí está a beleza dos amigos inteligentes, eles não se intimidam pelo fracasso, se deixam levar pela aventura.
Assim, a todos vocês recomendo uma outra citação de Wilde: “Não tenho nada a declarar exceto minha genialidade.” (embora haja dúvidas sobre se ele realmente teria dito isso em uma alfândega).
guerra no asfalto
Uma faixa “preferencial”. É assim que procuram apaziguar a guerra no trânsito de São Paulo. Isso mostra a total falta de conexão com a realidade que o poder público tem. E é de fato uma guerra, de um lado motoqueiros, que aumentam em número a cada dia, muitos deles trabalhando sem qualquer segurança trabalhista ou física, se enchendo de rancor e nesse sentido se unindo cada vez mais contra o outro lado, os motoristas, que se acham os donos da rua (a maioria de uma maneira ou de outra utiliza hipocritamente serviços de motoboys).
O problema, como sempre, é educação e fiscalização. Uma regulamentação mais rígida para motoristas e motociclistas profissionais, embasada com o devido treinamento e fiscalização ajudariam em muito a resolver essa situação desagradabilíssima onde ninguém sai ganhando.
Enquanto aqueles os profissionais do trânsito não derem o devido exemplo, ninguém irá respeitar absolutamente nada. Eu como ciclista veicular tenho todos os dias algum tipo de experiência desagradável que resulta do puro e simples desrespeito por parte dos motoristas, e digo sem pestanejar que a maioria desses respespeitosos são motoristas de táxi ou de ônibus. E como ciclista não tenho o menor desejo de ciclovias, não vejo como segregar os veículos em áreas restritas irá ajudar um trânsito já afogado e soterrado, eu desejo respeito.
Há uma questão de física. Tenho a consciência de que se eu sofrer algum tipo de acidente, eu levarei a pior da situação, e portanto ando equipado e faço tudo dentro da lei, pois quero no mínimo ter a razão.
E nesta situação em que nos encontramos, ninguém a tem, motoristas, motociclistas ou poder público. Todos querem encontrar a solução que mais os favoreça e não que resulte em um bem coletivo.
oh vader, where are though?
Bem, ontem eu disse pura e simplesmente que o filme era ruim. Mas talvez não seja tão simples assim.
Meu ranking Star Wars em ordem decrescente é:
Império Contra-Ataca
Nova Esperança
Retorno de Jedi
Vingança dos Sith
Ataque dos Clones
Ameaça Fantasma
As seqüências de ação são muito boas, com destaque para a luta no planeta vulcânico, não só uma boa luta, mas com um fator dramático que conseguiu se salvar no meio do roteiro mal acabadinho. A história é boa quanto os diálogos são horríveis. O amor entre o casal principal ainda não dá pra engolir e Amidala não faz nada além de engravida e parir. A revelação de Sidious é legal mas tem uns detalhes que podem instigar risadas. A transformação definitiva em Vader é decepcionante, já que culmina em um xilique.
O que me deixou meio confuso foi o tempo transcorrido no filme. Alguém que for assistir podia prestar mais atenção nisso e me iluminar, a barriga de Amidala incha em questão de minutos e as viagens interplanetárias são praticamente instantâneas (sempre foram assim na saga?).
Agora, se quiserem mais detalhes, eis alguns pitacos sobre questões específicas:
A trama: É boa. Tudo faz sentido. Até aquele engodo de midi-chlorians parece ter um propósito (apenas não digo que era realmente necessário). O arco realmente se fecha e é plausível entender como uma República bonitinha virou um Império impiedoso e como aquele que deveria ser o maior Jedi de todos os tempos acabou caindo pro Lado Negro.
Os diálogos: Seria novidade dizer que são uma porcaria? Eles realmente quebram o clima e tiram a força da história, você acaba tendo que ouvir coisas tão mal escritas e mal interpretadas que se sente incomodado.
Cenas de ação: Todas muito boas, as tretas Jedi são eficientes e as vezes meio confusas e talvez desastradas (o Mace Windu solta umas caretas), mas eu conto isso como positivo.
General Grievous: Pra quem não viu o desenho animado Clone Wars ele é algo totalmente novo, pra quem viu, pode haver um grau de decepção. O visual do bicho está realmente muito legal, os movimentos e tudo o mais, e o close-up do olho dele talvez seja o melhor enquadramento de todo o filme. Mas ele passa a maior parte do tempo fujindo e pulando do que de fato lutando sujo, mas quando a luta acontece é legal.
Darth Sidious: Se você é tão cego quando o conselho Jedi e não percebeu o óbvio ululante eu não estou aqui para entregar a trama e dizer quem é a figura. A revelação dele é interessante, e eu fiquei meio em dúvida quanto a transformação física pela qual ele passa. Só acho que o biquinho adiciona um fator cômico totalmente desnecessário.
Padmé Amidala: De uma política inexperiente ela passou pra uma gostosinha que dava tiros para terminar como a dona de casa chorona porque o marido não vem pra casa. Ela não vaz muito além de engravidar e parir. O que é extranho é que logo depois de contar a notícia pro maridão ela já está com um bucho considerável.
Obi-Wan Kenobi: Eu conclui que toda essa nova trilogia na verdade mostra o quanto ele é massa. Ele é o personagem que realmente se desenvolveu durante os três filmes e teve uma trajetória convincente. E Ewan McGregor parece tirar proveito dos bons momentos e passar por cima dos diálogos ruins como um trator.
Yoda: Ele precisa mesmo soltar a bengala e puxar um sabre de luz?
Anakin Skywalker: É um pobre coitado. Depois de se comportar como um adolescente mimado de hormônios à flor da pele (como ele continua fazendo) ele fica pulando de um lado pro outro como uma bolinha de pingue pongue e na verdade ninguém dá a mínima pra ele, todo mundo só quer saber de mantê-lo na coleira com seus poderes absurdantes. O que em termos de trama é bom, mas o roteiro faz de uma forma chinfrim. E Hayden Christensen tem as mesmas qualidades de interpretação quanto a porta do meu banheiro.
Treta no planeta vulcânico: Muito legal. Boa mesma, até o diálogo de despedida de Obi-Wan ficou legal, ajudado em muito por McGregor.
E agora o momento que todos esperavam, Darth Vader: Quando finalmente o vemos de roupa e capactece, ele anda como o monstro de frankenstein e em seguida dá um xilique!
Tentei ser o menos estraga prazeres possível. O filme merece ser visto, tirem suas próprias conclusões, e depois posso debater mais com quem viu para chegar a novas. Bom filme.
pérolas
pérolas
Eu fico impressionado com a pacidade de algumas pessoas de falar asneira. Asneira da mais pura, não destilada. Algo interessante é que algumas delas, pegam a ponta de fio de um assunto, tomam-o para si, piram na batatinha e acham estar falando das coisas mais sábias do mundo.
E acabo de me deparar com exemplos fantásticos concentrados em uma só pessoa, em uma só entrevista. Irei colar abaixo uma seleção maravilhosa para o deleite dos meus poucos leitores:
Fiz balé clássico até os 19 anos e ioga por mais dezessete. Sempre me preocupei mais com o corpo do que com o espírito. Agora, quero encontrar o caminho da verdade. Comecei a fazer aikidô. Um sensei me dá aula particular. Ele tem uma energia fortíssima. Para você ter uma idéia, o sensei arremessa os alunos faixa preta ao chão com seus golpes. Depois, estende o braço e lhes mostra a palma da mão. Os alunos ficam congelados no lugar onde caíram só pela energia que sai da sua mão. É igual ao filme O Último Samurai. Aprendi coisas incríveis com o aikidô.
Veja – Que coisas?
Yara – A dar cambalhota, por exemplo. É mais ou menos a representação da vida. Nascemos com a possibilidade de fazer uma infinidade de coisas, mas, com o tempo, criamos arestas. O aikidô nos ajuda a aparar essas arestas e ficar mais redondos. Veja bem: redondo no contexto energético. Fisicamente, é o contrário. Aikidô emagrece e afina a cintura.
Veja – O que mais o aikidô lhe ensinou?
Yara – Aguçou meu feeling. Tenho boa intuição, mas só dei atenção a ela depois de uma experiência aterrorizante no aeroporto em Paris. Senti um frio na barriga na hora em que peguei na esteira de bagagem uma maleta Louis Vuitton, que tinha umas bobeirinhas dentro, como meu passaporte – o brasileiro, porque o italiano estava na bolsa –, um reloginho Cartier, uma maquininha digital e uns creminhos. Não dei bola para essa sensação e fui para o carro que me esperava no terminal. Você acredita que roubaram a maleta? O aikidô me fez enxergar minha parte de culpa nisso. Pressenti que iam levar a maleta e não fiz nada.
Percebam como ao mesmo tempo que desfere asneiras de pedigree, é possivel perceber a absoluta futilidade e falta de noção da realidade mundial impressas nessa mulher.
Essas declarações ridículas diminuem o Aikido à uma crendice qualquer do novo milênio. Eu pratico e não tem nada de ficar segurando os outros com a palma da mão. Com ela você empurra depois de dar uns belos chacoalhões no sujeito. E acrescento: Eu também jogo faixas-pretas longe, inclusive o Sensei. Isso não é para me gabar. Isso é o Aikido. Não existem melhores ou piores, vencedores ou perdedores. Você se supera e assim supera os obstáculos que aparecem. Não tem nada a ver com pressentir roubos de bolsas de dondoca.
Mas ela não termina no Aikido. Ela se aventura por outros terrenos da experiência humana, que tornam-a uma figura ainda mais imbecil:
Veja – Que mulheres a senhora mais admira?
Yara – Uma é a Marilyn Monroe. Ela adorava o glamour. Também me identifico com Diane de Poitiers e Aspásia. Diane viveu no século XVI e ampliou a cultura na França. Sua família tinha títulos de nobreza, como a minha. Aos 60 anos todo mundo lhe dava 30. Além disso, protegia pintores e divulgava encontros culturais. Já Aspásia foi a professora de Sócrates.
Marilyn Monroe era uma porta de tão burra. Era a típica Bimbo, não há mais nada a dizer. Notem como ela achou importante destacar os títulos de nobreza que possui. E sua humildade parece infinita, ao comparar-se com a professora de Sócrates.
Veja – A senhora é religiosa?
Yara – Fui católica até os 14 anos. Um dia, quando estava me confessando, o padre me deu uma bronca porque não havia ido à missa. Na hora, tive certeza de que o catolicismo não era o meu caminho. Quem era aquele homem para me criticar? Passei a acreditar na natureza. Creio nas árvores, nos bichos e na água. O canto do passarinho é a representação pura da energia que existe no cosmo. Daí o meu cuidado com o meio ambiente. Só uso spray de cabelo que não prejudica a camada de ozônio. Ando tendo muitas preocupações com o mundo.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAH.
Logo nota-se que ela é uma pessoa muito engajada com os problemas do planeta, afinal, o spray sem CFC para o cabelo dela balanceia bem a gasolina que o carro de 300 cavalos que ela anda queima. Isso sem mencionar as fábricas que ela e o maridão possuem.
A propósito, eu atambém acredito em água e em bichinhos. Acho que eles com certeza existem.
Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos…
Veja – Como a senhora definiria a física quântica?Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?
Eu realmente acredito que ela deveria presidir o próximo encontro internacional de física quântica e que Stephen Hawking deveria ceder sua cadeira e rastejar no chão em humildade por partilhar o mundo com uma mente tão brilhante no campo.
Isso foi só um gostinho. Quem quiser na íntegra, entre aqui. Tem muitos outros momentos fantásticos.
Esse tipo de merda me faz pensar em como o mundo é injusto. Não só o poder e o dinheiro está concentrado na mão de poucos, mas desses poucos, tantos são completos imbecis.
cold gin
Fiz o teste pra ver o quão alcóolatra eu sou. Achei um exagero, nem bebo tanto assim, até gostaria, mas tenho preguiça e pouco dinheiro. De qualquer jeito, fui classificado como
Categoria 3: Bebedor Social Excessivo.
Os benefícios que o álcool traz ao bebedor social excessivo s?o mínimos e, mesmo assim, somente para o estado psicológico, já que ainda promove a descontraç?o social, melhorando a aproximaç?o entre pessoas e o relacionamento interpessoal. Contudo, n?o faz bem à saúde física, pois ao longo dos anos poder?o surgir problemas de saúde relacionados ao uso do álcool em excesso.
Independente de sua idade, já é o momento de você começar a “policiar-se” para n?o atingir a Categoria 4. A melhor maneira de controlar-se é fazer um compromisso sério consigo mesmo de n?o ingerir mais bebidas destiladas, já que neste nível de alcoolismo isso é possível.