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indy gets whipped
Há quase 20 fui em um dia friorento ao cinema com meu pai e minha irmã mais velha assistir a Indiana Jones e a Última Cruzada. Depois da seção no extinto Cine Chaplin (na Av. Sto. Amaro) fomos para casa tomar um choconhaque.
Acabo de voltar de uma seção de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Algumas horas antes minha irmã mais nova havia ido com minha mãe (provavelmente por inveja de ser excluída do programa), e a mais velha ficou trabalhando – afinal, alguém precisa ganhar dinheiro nessa casa. Antes da seção, um choppinho. Trocando Chaplin pelo Kinoplex; ao qual nunca havia ido – só chegando lá me lembrei que tem THX, boa escolha, ou assim pensei.
Assim como as vinhetas da Dolby, a do THX está toda arranhada e precisa ser renovada. Pra mim era nova e divertida, mas quem vai muito ao Kinoplex deve sofrer. Já o filme, bem, é mezzo mezzo.
Por muito tempo O Templo da Perdição era em minha memória o preferido. Depois de rever uma vez, comecei a ficar na dúvida. E antes de ir ao filme agora revi os outros (sendo Cruzada uma cortesia da Temperatura Máxima regada à SAP). E de fato, Templo fica pau a pau com Caveira, difícil saber qual o mais bobo. Não que Caveira seja um desperdício. Mas não é indispensável. Há boas idéias na trama, como o uso dos russos (apesar de Cate Blanchet parecer uma boneca que fala esquisito); a paranóia anti-comunista na dose certa (traçando sutis paralelos com a paranóia anti-terrorista atual – parece que Lucas aprendeu depois de Sith, ou foi corrigido por David Koepp). A seqüência inicial já puxando o link com o primeiro filme foi feliz, mas já entregou a natureza da Caveira. Um pouco mais de suspense sobre o passado da caveira teria sido interessante – Indy demora muito mais para entender do que se trata do que o público. Apreciei a origem da caveira, e é algo que funciona bem no filme; só fico com o pé atrás em quem pensa que esse tipo de coisa aconteceu no mundo real, me faz questionar se há vida inteligente na Terra. Em termos negativos há os exageros. A “cena da geladeira” é completamente desnecessária, embora engracadinha inicialmente e com um desfecho bombástico. Diversas seqüências sem importância podiam ter sido cortadas ou simplificadas, e há algumas falas completamente perdidas que não fazem sentido algum. E o final, apesar de ter uma ligação narrativa com de outros filmes de Indy, é também exagerado, nova era e um pouco ingênuo. Faltou a acidez que havia em Caçadores da Arca Perdida
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A trama familiar tem um potencial enorme que é desperdiçado. Ao contrário de Cruzada, onde até o final temos um bom humor apimentado, mesmo com coisas mela-cueca. Aqui a pimentinha fica só no começo e vai ficando cada vez mais mela-cueca. Até descambar para um Indy totalmente whipped.
drama adolescente

Quando você retomar o amor por algo então perdido, você sempre pode contar com sua família para cortar o seu barato homericamente.
figuras paternas

Nessa semana, além do meu aniversário, passou o aniversário de José Antonio Mafra, meu avô, que morreu em 1997. Quando pequeno me lembro de sentir medo da hora em que meus avós morressem, pois eu gostava muito deles.
Depois que aconteceu, metade tornou-se verdade. Não tenho mais contato com minha “avó” desde a morte dele, mas dele eu sinto muita falta. Gosto da minha família, especialmente minha família extendida, e se há alguém de quem eu gostaria de dar orgulho e receber aprovação é dele. Já infernizei vários amigos contando as circunstancias da morte dele e falando o quanto eu tenho saudades.
Estou falando tudo isso pois hoje é dia dos pais nos EUA, e o postsecret está “especial dia dos pais”. Um segredo que me chamou atenção foi esse:
Isso porque acho de suma importancia estimular a imaginação infantil. Participar na construção das ilusões. Lembro-me que um vizinho nosso, tio Sérgio me fazia acender um isqueiro perto do assento traseiro do carro pra “ligar o turbo” e ao mesmo tempo ele ligava o ventilador e pisava fundo. Além disso há a clássica história que minha mãe me contou no meu aniversário de 8 anos, de que éramos alienígenas e que meu vô era um cúmplice nosso que escondera nossa nave sob a represa da fazenda – fato que ele me confirmou ao telefone.
Essas bobagens nos ajudam a enxergar quando mais velhos que ainda é possível pensar em bobagens e passá-las para frente. E a quem melhor passar do que nossos filhos?
No caso já está tudo arranjado para passá-las ao meu afilhado, que receberá muitas pílulas de sabedoria direto do prof. Xavier.
the game in rio
Bom, já escrevi meu super texto sobre o Rio, foi uma jogada meio arriscada no Overmundo, beirando um blog pessoal, vamos ver a receptividade, ainda mais com esse novo piso de 60 pontos para a publicação pode ser meu primeiro texto não publicado. Por mim beleza.
O feriado foi excelente, fora a parte do Rio em si, passar um tempo direto assim com a Ceci, o Bruno e o Gabriel foi ótimo. Logo que eu e a Mi chegamos já fomos botando a banca e mostrando pro afilhado quem é que manda, e ele está ótimo, muito risonho, brincalhão e receptivo.
Chegou ao ponto d’eu descer no prédio para brincar com ele sozinho. No meio da empreitada ele caiu feito uma pedra e desatou a chorar, daqueles choros com uma tomada de fôlego enorme e silenciosa, que assusta parecendo que a criança nunca mais vai respirar. Foi emocionante, ele chorou abraçado em mim e dali pra frente toda vez que ficava assustadinho ficava junto de mim. Já no final da estada, ele ter tentado chamar minha atenção repetidas vezes dizendo “tio” foi extra-fofo.
Como se isso não bastasse eu a Mi saímos com ele sozinhos pelas ruas e praia do Leblon, enquanto os pais da criança dormiam. E ele não deu trabalho em momento algum, até dormiu nos braços da Padrinha.
Pra variar fizemos uma comilança excelente, com uma nova versão da minha Salada Oriental. Só bobeei mesmo de não gravar um CD da Tigarah para ser a trilha sonora da viagem.
starbuck no more
Achei que ia ter um carro essa semana, ele foi semi-meu por dois dias. Tinha um nome, Starbuck, e tinha até um CD especialmente pra ele.
Mas não foi. Com meu gosto peculiar para automóveis fiquei ansiosíssimo com a expectativa da retaliação por parte da família, mas no final meu pai olhou o carro e deu uma opinião sincera, lógica e abalizada. Se eu estava preparado para combater preconceitos bestas com lógicas para justificar minha emoção, eu tinha que aceitar argumentos lógicos também.
E assim Starbuck por enquanto foi o mais perto que cheguei a ter um carro.
Agora pode ser a vez do Apollo, mas depende do dono.


