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battlefield earth part iii: dianetics
Dianética: a Ciência Moderna da Saúde Mental é um livro escrio por L. Ron Hubbard na década de 50 e contém diversos conceitos relacionados ao funcionamento da mente humana, bem como métodos de disciplina baseados nesse conceitos voltados para tornar os seres humanos pessoas melhores.
A idéia básica é que a mente humana é baseada em duas partes:
Analitica – que como o nome diz analiza cada situação em busca da solução apropriada.
Reativa – que apenas responde instintivamente à determinados instintos.
Até aí sem grandes problemas, inclusive são idéias bem parecidas com o Ego e o Superego de Freud. Mas agora é hora de expandir.
A questão é que a mente reativa grava todas as experiências (não tenho certeza, mas talvez ela grave apenas as situações de grande stress mental) pelas quais passamos em unidades de memória chamadas engramas. Isso é algo que ocorre desde que somos apenas um feto, gravando inclusive experiências ruins de nossa mãe e nossa vida uterina.
Tudo fica armazenado no subconsciente e não damos muita atenção para essas lembranças. Entretanto, deveríamos, já que todas as vezes que passamos por algo estressante ou ruim, nossa mente analítica se desliga deixando a reativa assumir.
O problema é que a mente reativa trabalha por associação. Se por exemplo fomos chutados no rim por nossos pais enquanto Bohemian Rhapsody tocava no rádio, toda vez que ouvirmos Bohemian Rhapsody futuramente sentiremos uma estranha dor renal. Possivelmente gerando problemas psicossomáticos graves como pedras ou insuficiência renal.
Para se livrar desses males terríveis Hubbard propõe uma solução fantástica: Realocar suas memórias para a mente analítica, desativando permanentemente a mente reativa. Para isso atende-se a sessões de “audição” (auditing). O indivíduo vai falando coisas para um “auditor” ou “ouvinte” (auditor) – geralmente um pastor ou pastor em treinamento da Cientologia – e com a ajuda de um e-meter (um aparelho que mede a atividade mental do sujeito) cada engrama é explorado e re-alocado. O auditor não aconselha a pessoa em maneira alguma – ao contrário do que se faz na psicologia – e fala muito pouco.
Uma pessoa que passa por diversas sessões de audição e consegue re-alocar seus engramas com sucesso é então chamada de “livre” ou “limpa” (clear) e pode se considerar um sujeito muito feliz e muito mais sortudo que milhões de pobres coitados que não conheceram os benefícios da Dianética.
Sem muitas bases científicas esse livro está corretamente classificado como auto-ajuda em grande parte das livrarias. O tal do e-meter é nada mais que um detector de mentiras bastante rudimentar.
É possível ler e praticar Dianética sem ser um membro real da Cientologia, sendo que a maioria dos leitores procede dessa maneira, mas a ligação existe e é bem forte. Como será visto mais adiante, Dianética é o ponto de partida para toda a mitologia Cientológica.
The Hubbard is Bare[inglês]: Ótimo artigo explicando de gênio Hubbard tem muito pouco, e de plagiador, tem bastante. Suas teorias “revolucionárias” da Dianética podem não ser tão suas.
amazon[inglês]: Veja opiniões (a maioria favoráveis) sobre o livro.
submarino: Opiniões brazucas.
religious movements homepage[inglês]: Site sobre diversos movimentos religiosos descrevendo os diversos aspectos da Cientologia.
battlefield earth – parte I: l. ron hubbard
Guarde esse nome, e sempre que ouví-lo saia correndo. Nascido em 1911, Lafayette Ronald Hubbard, como diversas pessoas, teve várias ocupações diferentes. Sempre se mostrando exímio em tudo que fazia, sempre se superando e deixando um legado de qualidade de serviços prestados.
Uma das ocupações, bastante destacada por seus seguidores, foi escrevendo contos e romances de ficção científica; outra também destacada foi ter servido na marinha durante a II Guerra.
Supostamente durante o serviço na marinha ele sofreu um acidente que o deixou com problemas na coluna e com um olho danificado (talvez completamente cego, não me lembro) e esse detalhe é importante pois foi a partir desse incidente que ele passou a se auto-doutrinar em um método desenvolvido por ele mais tarde conhecido como Dianética.
Com o tempo a Dianética foi crescendo, mais e mais pessoas a usavam para melhorar suas vidas (fiquem tranquilos, mais tarde vou explicar melhor o que é Dianética), mas ainda sim tinham dúvidas, portanto passaram a tentar esclarecê-las com Hubbard. Vendo o potencial ele passou a escrever mais livros com novas técnicas de melhoria de vida e passou também a dar cursos e palestras. Mais tempo passou e ele aglutinou tudo isso na filosofia da Cientologia, que mais tarde se tornou de fato uma Religião.
E isso é mais ou menos a história oficial dada pela Cientologia.
Entretanto o que eles não falam é que todas essas ocupações nada mais eram do que tentativas de Hubbard de achar uma ocupação real na vida. Nada mais normal, muitas pessoas pulam de atividade em atividade. E o que eles também não falam é que ele era no máximo medíocre e ordinário em tudo o que fazia, resultado de suas flutuações de humor e outros problemas psicológicos mais graves.
Inclusive, ele era um autor bem fraco. Seus livros são ingênuos demais e se levam a sério demais. Se fossem curtos e ingênuos, poderiam ser infantis; mas são todos pomposos. A título de comparação entre fantasia e ficção; imagine que os cientologistas elevem Hubbard ao mesmo nível de Tolkien quando ele na verdade não chega nem a ser uma J.K. Rowling (que é uma autora razoável). Ele é de Paulo Coelho pra baixo.
E essa história da Guerra. Bem, não sei se o tal acidente realmente aconteceu e ele realmente ficou detonado. Todas as fotos que vejo ele parece normal e saudável dos olhos. É bem provavel que seja uma história inventada. E um incidente que nunca é mencionado por seus discípulos é que ele quase disparou contra um navio amigo, e que seu posto era bem irrisório. Existem documentos da marinha comprovando o fiasco.
Com a Dianética e a Cientologia Hubbard não apenas conseguiu vários seguidores como conseguiu grandes quantias de dinheiro. Com um time de advogados, sonegando impostos, destruindo documentos, se refugiando na Inglaterra e mais tarde em um navio (onde passou os ultimos anos de sua vida) ele se esquivava da justica e da receita federal.
A história não termina aqui, aguarde as continuações….
alguns links úteis sobre Hubbard
Instituto de pesquisas Imagick [português]: Site de uns místicos ae que puxam saco do Hubbard pra caramba.
Bare Faced Messias [inglês]: Pedaço de um site muito interessante que desce a lenha na Cientologia.
imdb [inglês]: Listagem das realizações em cinema e vídeo do grande mestre. Notem como a esmagadora maioria está relacionada à cientologia e dianética.
battlefield earth – prelúdio
Seguindo a tendência do ultimo post, vou começar agora um serviço de utilidade pública aqui no fotolog. Vou então postar, ou talvez apenas começar a postar, já que o assunto é extenso, a respeito da Igreja da Cientologia (The Church of Scientology).
Alguns de vocês já me ouviram falar nela, outros nem um pouco e mesmo aqueles que ouviram podem estar se perguntando: Que porra é essa? Bom, galerinha, vocês num tem nem idéia de como a coisa é bizarra, pra dizer o mínimo.
Pelo nome alguns podem pensar que é algum tipo de culto onde a ciência e/ou o método científico são exaltados e seguidos como um dogma inviolável e inalienável. E que por isso, eu, como um bom cético, faço parte da parada. Ledo engano! Pois as coisas que a Cientologia prega são recheadas da mais picareta pseudo-ciência e enganação pura. E isso é apenas um dos problemas.
E agora já percebo que a história vai dar pano pra manga. Então vou dividi-la em partes, que a priori serão:
L. Ron Hubbard
Dianética
Cientologia
Terror
Celebridade
Os tópicos se entrecruzam, e talvez eu encontre a necessidade de criar novos ou apagar alguns, ai vou ter que dizer: Paciência. Lembrando que o que farei aqui é apenas a ponta do Iceberg, existe uma extensão enorme de material sobre o assunto, mas muito pouco em português; quem quiser saber mais, recomendo que cace na net.
ocean spray
Assisti ao documentário sobre artes marciais (A Arte Marical no Cinema – The Art of Action: Martial Arts in the Movies)e ele serve perfeitamente pra eu tratar aqui de um assunto Oriente/Ocidente que eu já andava pensando e que uma hora ou outra teria que surgir aqui por conta dessa temática
Filmes de e com Artes Marciais.
Artes Marciais começaram a penetrar nas artes interpretativas atravéz da chamada Ópera Pequin; aquela em que só tem homens, inclusive nos papéis femininos. Uns shaolins ensinaram atores pra poder propagar o conhecimento e ir contra o governo repressor que queria acabar com toda aquela filosofia de vida. Deu certo, e coreografias marciais passaram a fazer parte da ópera.
Quando surgiu o cinema no começo do século XX; ele era considerada uma forma mais baixa de arte, e portanto os homens das Óperas se recusavam a atuar neles, assim a maioria esmagadora das estrelas de filmes eram mulheres. Isso incluia filmes com artes marciais, que não demoraram a aparecer, houverfam diversos filmes desse tipo mudos.
E isso aí é o começo. Não vou continuar dando aula de história aqui, isso tudo que eu falei e muito mais está no documentário. Quem curte o gênero deveria pegar e dar uma sacada.
O interessante é que várias vezes o Ocidente toca o Oriente e vice-versa durante a evolução das artes marciais no cinema. Influências narrativas e estéticas do cinema americano tocam diversos filmes; assim como diretores Chineses (destaque pra John Woo) que entraram no mercado Ocidental ainda trazendo consigo diversos elementos do cinema chinês marcial. Ou mesmo o Jackie Chan que não é diretor mas que agora faz um monte de filmes hollywoodianos usando suas seqüências de tretas.
E claro que não posso deixar de mencionar Matrix.
O interessante é que eu conheço fãs declarados de Matrix que acham filmes de artes marciais uma coisa chata (me pergunto quantos desses filmes eles assistiram). Eu lembro quando a Bianca e o Guilherme (que eu sei que adora Matrix, ao menos o primeiro) quiseram me convencer que “O Tigre e o Dragão” era uma produção holywoodiana (!), e que estava no vácuo de Matrix (!!)
Bom, é bem o contrário. Filmes com treta são algo comum e que rola à tempos no cinema chinês (mais em Hong Kong, mas tb fora). A única coisa é que Tigre teve mais abertura pra entrar no mercado ocidental depois de Matrix, mas sua história e seu estilo são perfeitamente chineses. Existiu sim uma relação de distribuição com Hollywood (atravéz da Sony Pictures que na verdade é japonesa) e o próprio diretor (Ang Lee) tinha dirigido alguns filmes ocidentais. Mas termina aí.
Querer que algo seja totalmente auto-contido, especialmente nos dias de hoje, é ser muito pentelho. Referências e inspiração (como disse mais acima) vêm e vão de cá para lá. Acho isso natural e ótimo.
Uma outra coisa a mencionar é que filmes de artes marcias não são apenas uma vitrine de golpes. Claro que esses casos no-brainer existem, embora o documentário queira elevar esses filmes como uma filosofia de vida profunda (hmmm, onde já vi esse papo antes?). Na minha opinião nem é tão lá nem tão cá. Quando vejo esses filmes eu me empolgo com as lutas e quero sair repetindo os movimentos que nem o Star Wars Kid. Eu não tenho vontade nenhuma de me trancar num templo com uns shaolin e ficar meditando em busca do sentido absoluto da vida.
Pra mim, a questão mais profunda das artes marcias está expressa nos personagens, como eles se relacionam e como isso conduz a história. Isso deve ser observado para buscar um filme de qualidade com artes marciais.
Quer um exemplo prático? Compare “O Tigre e o Dragão” ou “Tai Chi”(tem na blockbosta) com “As Panteras”.
Nenhum dos três me tornou uma pessoa melhor, mas a qualidade dos personagens e a dedicação deles à uma filosofia de vida que inclui as artes marcias está presente nos dois primeiros, mas totalmente ausente no terceiro filme.
Pra mim o mérito de Matrix foi mostrar a Hollywood que uma série de coisas legais existem por aí. Mas como já disse uma vez, tem gente que acha que foi Matrix que inventou td….
Pesquisa é a chave, galera.
here comes your man
Eu sou um bisbilhoteiro, admito! Eu entro no google e digito nome das pessoas pra descobrir qualquer coisa a respeito delas. Algumas vezes sai um blog, raramente sai uma notícia de jornal, e sempre me aparece uma lista de vestibular. Nas palavras do ilustre Nisfer, eu sou um stalker.Sou mesmo, e daí? Na privacidade do meu lar eu uso as ferramentas ao meu alcance pra fuçar na vida alheia.
E que melhor ferramenta existe que espiar nos blogs dos outros. Especialmente daquelas pessoas que você não gosta, ou é inimiga, ou simplesmente adora tirar um sarro.
Numa das minhas bisbilhotices, me deparei com a seguinte frase poética: “senti ontem, sob a casquinha seca. tinha cheiro de saudade.”; para a qual Nisfer prontamente criou uma antítese do mesmo nível: “meti o dedo no cu. tinha cheiro de bosta”
(no caso do autor estar lendo meu blog e ficar bravinho com minha menção aqui, eu digo o seguinte: não estou nem aí; quem tá na chuva é pra se molhar – isso sim é poesia!).