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non-insense
non-insense
Ontem acordei e senti um leve cheiro de incenso no ar. Depois de alguns minutos detectei a fonte. A sala da minha casa. Nossa, foi como um golpe mortal. Espirrei na hora e me senti um pouco mal.
O cheiro passou. Mas estou lidando com as conseqüências até agora. Pegar o metro pro Aikido foi quase vergonhoso, já que tinha poucos lencos de papel. E depois da aula, varremos o tatami, levantando uma poeira federal. Estou um pouco melhor, mas ainda sim não está legal.
Por essas e outras, odeio incenso.
hey ho
hey ho
Ontem comecei no Aikido. Muito massa e sem stress. Primeira aula é light, uns lances de etiqueta, diferentes tipos de aquecimento e alguns movimentos simples. Mas é bastante informação de uma só vez, lembrar de tudo vai exigir um pouco de mim.
Mas o carinha que nos orientou (acho que chamava James) ficou impressionado com a minha elasticidade, acho que isso vai me dar uma facilidade pra aprender algumas coisas. Melhor pra mim
revolution in the classroom
Eu ando assistindo à NHK, canal estatal Japonês. Assisto ao noticiário em inglês e um pouco dos noticiários em japones, mesmo não entendendo patavinas. Ontem estava vendo como de costume e vi algumas cenas gravadas em uma escola, com uma mulher feia falando numa espécie de coletiva de imprensa. Em certo momento, mostraram essa foto:

Mas continuei sem entender a notícia. Falei umas bobagens como sempre, e fim.
Mas hoje, lendo a Folha me deparei com a mesma foto e a seguinte notícia:
Menina de 11 mata colega de classe de 12 no Japão
A estudante Satomi Mitarai morreu de hemorragia em sua colégio primário. Seu corpo foi encontrado por uma professora durante o horário de almoço em uma sala de estudos vazia.
A autora do assassinato, cuja identidade foi mantida anônima, retornou à sala de aula coberta de sange e, mais tarde confessou o crime à polícia.
O assassinato é mais um de uma série de crimes violentos cometidos por crianças, que vem chocando o Japão.
O país registrou um total de 212 crimes graves cometidos por menores de 14 anos em 2003. O índice representou um aumento de 47% entre 2002 e 2003. (…)
[do site da BBC Brasil]
Violência gráfica e falta de valorização da vida humana. Pelas informações que peguei, as meninas se comunicavam pela internet depois das aulas; e a assassina teria se zangado com comentários de Satomi e por isso a matou. Mas de maneira nenhuma estou julgando o Japão como uma nação de desalmados, o que muitos provavelmente farão. Basta lembrar que no Brasil toda semana temos casos de violência em nossas escolas e filhinhos de papai agredindo mendigos ou membros da classe trabalhadora; fora outros casos de maior projeção como os assassinatos em escolas americanas. Ou mesmo as peripécias dos Hooligans no Reino Unido e as torcidas organizadas brasileiras…
just like honey
Falarei em defesa do lindíssimo Encontros e Desencontros (Lost in Translation). Já falei o quanto gostei do filme aqui antes, e agora falarei um pouco mais sobre alguns aspectos (acrescendo que revi o filme recentemente com meus colegas da aula de Estudos Culturais na ECA e que a partir dele tivemos uma discussão sobre globalização).
Meu ponto principal é: Qual o problema das pessoas que dizem que o filme fica atacando a cultura japonesa? Já ouvi esse papo mais de uma vez e vou dizer que é papo de gente chorona. Em vários momentos vemos algumas esquisitices nipônicas sim, e Bob Harris (o personagem de Bill Murray) também dá algumas alfinetadas extras. Mas qual é o problema? O personagem do cara não é livre para ser maldoso? Não é justamente o sarcasmo e ironia dele que tantos gostam? E mais, vai me dizer que a sociedade Japonesa é perfeita? Não há nada de cômico em nada do que os japoneses fazem ou produzem? Claro que há! Existe isso em toda cultura, e é mais cômico ainda achar que não. Eu adoro o Japão e a cultura japonesa, mas nem por isso deixo de notar algumas coisas que fogem do meu padrão, o que também não significa que elas estejam de todo erradas. É claro que quando se vai para um pais tão fisicamente distante, e onde não se fala patavinas da língua, você se sentirá o maior alienígena do planeta, porque simplesmente você o é; isso não torna você ou as pessoas daquele país melhores ou piores, apenas realçam-se as diferenças, e acho que isso é bem mostrado no filme. E, ainda por cima, o filme retrata bem justamente o que discutimos nas aulas, os efeitos da globalização.
E outro ponto é: Falta de história. Pessoas reclamam de falta de história no filme. Bem, eu digo ele tem muito mais história do que o interminável Pearl Harbour (com “u” mesmo, viva a Britânia – aliás um ótimo exemplo de como a cultura de um pais, de novo o Japão, pode ser estereotipada e caricaturizada negativamente em um filme). Uma coisa muito importante é compreender a estrutura básica de roteiro hollywoodiana, que segue a chamada “trajetória do herói” (pessoalmente não concordo com a utilização desse termo para algo tão limitante quanto essa estrutura, mas quem sou eu?) e ela segue assim: Primeiro ato (apresentação dos personagens) – 1º plot point (um problema a ser solucionado pelos personagens) – Segundo ato (inicio da resolução do problema) – 2º plot point (um problema inesperado) – Terceiro ato (conclusão, onde a resolução do 2º problema se mostra eficiente para resolver também o primeiro e todos vivem felizes para sempre).
Existem pequenas variações nessa porcaria mas a idéia é essa. Existem bons filmes que usam essa estrutura, mas a maioria varia entre médio e grande saco de merda. Encontros não segue essa estrutura. Não vou aqui contar o filme. O equívoco de achar que todo filme feito por americanos é holywoodiano contribui ainda mais para uma interpretação totalmente equivocada de Encontros. É um ótimo filme que fala de vários problemas em diferentes camadas, diz a que veio e cumpre o que promete.

subterrenean homesick alien
Então, acabou que até agora não vi a versão original de Dawn of the Dead. Mas já já chego lá. A cada momento aparece uma coisa diferente pra fazer que num tem nada a ver com nada mas que eu tenho que fazer.
E também acabou não dando tempo de colocar Kill Bill e Dawn em pauta na aula de ontem. E tenho bastante certeza que não dará tempo de fazer o mesmo semana que vem, que será a ultima aula, depois vai haver um recesso de duas aulas pra preparação dos seminários do fim do curso. Adiantando já que a data da minha apresentação será terça-feira, dia 08/06.
Eu andei falando que o tema era homem-aranha, e bem; realmente é homem-aranha, mas não só ele. E esse é o problema, não estou fazendo o seminário sozinho, é um dupla, e fazer esse recorte do aranha me pareceu uma idéia muito boa, que daria pra detalhar bem. E honestamente estou meio pessimista com o rumo que a coisa está tomando. Agora vamos falar da evolução dos super-heróis e como eles são afetados por suas épocas, e então exemplificar. Meu grande problema é que isso é material demais para pesquisar, e material que eu não tenho assim à mão; eu falarei dos anos 80-00, e muita coisa que “sei” eu não lembro bem de onde tirei, provavelmente foi do documentário do history channel, só que eu não tenho uma cópia.
Bom, quem tiver palpites e puder me emprestar material ficaria imensamente agradecido. Por sorte não tenho que entregar nada escrito por enquanto, mas tenho que fazer uma apresentação sólida. Não quero falar coisa errada pra depois ter que me contradizer na parte escrita (que vai me fuder horrores, já estou vendo).
Mas ao menos eu curto Super-Heróis.
Mas que bosta, esqueci de uma coisa legal que eu queria falar…