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projeta brasil: besouro
Numa platéia desprovida de qualquer negro, acabo de retornar de uma seção de Besouro. O filme, dirigido por um branco (João Daniel Tikhomiroff), se propõe a celebrar um dos maiores expoentes da cultura negra brasileira: A capoeira. É de fato um objetivo nobre, reminiscente talvez de Clint Eastwood, ao filmar “Cartas de Iwo Jima
” – mas dele só resta a motivação da culpa, pois da qualidade artística nada é.
Na verdade a inspiração óbvia de Besouro são os filmes de kung-fu, tendo inclusive como coreógrafo Huen Chiu Ku, responsável pelas lutas em “Tigre e o Dragão” e outros filmes de luta. Mas falha também aí por não terminar o serviço.
Uma produção grandiosa, Besouro tem ótimos aspectos técnicos, como fotografia, direção de arte e cenografia. Mas na trilha sonora, as coisas já tomam outro rumo. Apesar da música incidental e do toque dos berimbaus serem de qualidade, a música principal do filme distoa tanto do resto da produção, que consegue quebrar totalmente o clima. As atuações, com a exceção de alguns bons momentos dos vilões coadjuvantes, é rasa. Mas nada disso chega perto do principal problema do filme: O roteiro.
Mal-construído, ele não consegue tecer um fio coeso que una os personagens e a trama em algo convincente. A história baseia-se numa lenda bahiana, rica em detalhes e bastante complexa. Mas o roteiro não consegue extrair desse material uma narrativa coesa. Sua proposta é mostrar como a lenda de besouro nasceu, mas pouco faz para realizar isso.
No filme, após a morte de seu mestre, Besouro se contenta em fazer pirraças típicas de um saci pererê enquanto seus companheiros continuam comendo o pão que o diabo amassou nas mãos do famigerado coronel e seus capatazes. Em diversos momentos há a oportunidade de explorar elementos dramáticos e de ação para conduzir a história, mas nenhum deles é aproveitado. Um exemplo é o momento em que o personagem Quero-Quero sente-se traído por seu amigo, ao mesmo tempo em que é manipulado pelo coronel – uma batalha épica parece estar sendo elaborada, mas não é o caso. As maquinações do coronel se resumem a satisfazer seu desejo por mulheres negras enquanto todos os outros personagens são apenas cenário. Besouro continua tão distante dos seus quanto a platéia dele.
Somos obrigados a engolir que, do nada, Besouro tornou-se uma lenda maior que a vida. E descobrimos que o filme não era sobre a aceitação dos negros como cidadãos, mas apenas a aceitação da capoeira.
E é nesse ponto em que ele se difere profundamente de sua inspiração em cinema de luta. Nos grandes filmes do gênero, a luta é mostrada como uma arte inigualável e uma ferramenta para a superação pessoal. Superação que na proposta de Besouro poderia ser de todo um povo, mas acaba por não ser de ninguém, apenas da arte pela arte.
É difícil não comparar Besouro a outros filmes como Tropa de Elite e Cidade de Deus
. Que da mesma maneira aplicaram uma estética moderna e dinâmica, quase globalizada, a histórias brasileiras com certa ligação com a vida real. A diferença é que esses filmes possuiam roteiros muito mais sólidos e não estavam preocupados apenas, embora também, em criar uma experiência plástica. Besouro foca demais nas lutas (que são muito boas) e em filosofia rala. Buscando inspiração em Ang Lee, Quentin Tarantino
e Paul Thomas Anderson, Tikhomiroff acaba se saindo um belo Michael Bay
tupiniquim.
É uma pena que um material tão rico, e com uma embalagem tão bonita, tenha sido mal aproveitado. Aqui fica a torcida para que seja apenas a primeira tentativa em resgatar mais da história brasileira e negra. E também que ao menos inspire a busca por uma compreensão maior da nossa História.
Site Oficial
Blog
A Lenda do Besouro Mangagá – CapoWiki
OBS: A afirmação que abre o texto foi feita em conjunto com Lúcia Freitas logo após sairmos da seção.
cheerleaders japonesas
Preciso dizer mais alguma coisa?É o Éden em forma de competição esportiva, sendo transmitido pela NHK em um sábado à tarde.
intravenous agnostic
Ontem comi no blackdog. Nada como um cachorro quente do tamanho da sua cara.
Depois peguei um documentário sobre artes marciais no cinema narrado pelo Samuel L Jackson; mas num consegui assistir até agora pq o povo num sai da sala nem fudendo e com certeza não vão querer assistir isso. O pior é agora minha irmã usar a sala como cabine telefonica e simplesmente ignorar totalmente minha presença ao expressar minha vontade de ver DVD.
Voltando, ainda fui pro Marcos com a Michelle e o Ricardo. Foi divertido, ficamos tirando várias fotos com as wakisashi que ele ganhou da Debbie. Assim que a Michelle disponibilizá-las eu coloco aqui. Mas o mais importante foi discutirmos sobre o curta de ação e termos várias ideias boas.
Então, eu quero armas de aniversário. Mas não réplicas. Réplicas são bonitas demais, dão dó de brincar. Eu quero é quebrar as coisas. Armas orientais de treinamento nem são tão caras, e são divertidas.
Ao invés da Wakisashi pode ser um Tanto, e ao invés do Bo pode ser um Jo…
então, meu b-day tá chegando…
Hoje rolou a provinha de ingles lá na PUC; dia 16 sai o resultado. Fazia tempos que eu não fazia uma prova, foi meio estranho, mas acho que me dei bem. Depois almocei com o Bruno (q veio aqui em SP esse fds), o irmão e a mãe dele lá no Vitória. No esquema rodizio, excelente, claro. Ainda rolou aqueles doces fantásticos árabes de sobremesa. Sinto muito oriental-fans, mas manju é um nojo de ruim, as nozes árabes rolam muito mais.
Depois uma Comix com meu amigo mineiro que reside no Rio. Comprei várias coisas legais: Capas na Areia; Subversivos (uma HQ sobre a ditadura); um Hentai e alguns zines interessantes. Claro que rolou aquela vontade de comprar a loja inteira.
Quero assistir logo aquele DVD…
My Generation
Esse Pete Townshend é mesmo um danadinho….Tarados de lado, amanhã vou com o Marcos e a Débora ver uma exposição de jogos no SESC Belenzinho. Parece ser mto interessante, jogos nunca são demais. E o melhor: Depois, à noite, vou finalmente assistir à edição extendida do Senhor dos Anéis, aí serei um ser humano muito mais completo.
E falando nisso, estou pesquisando seriamente o Kendo, e um dos lugares já respondeu com mais informações, parece tentador, 20 pratas de mensalidade e a principio nenhum equipamento fora o Shinai. Fazer algo físico vai me fazer bem. Eu entro num certo conflito pq kendo, como toda arte marcial oriental, tem um pano de espiritualismo por trás, no qual eu não acredito. O aprimoramento pessoal realmente pode valer, mas num tenho uma fé na energia. Caso eu siga o caminho da espada, entretanto, vou me esforçar.
Também fechei com o LF sobre recauchutar o 6eMeia, e beleza, já estou começando a fazer umas coisas aqui. Não vou encher de frescuradas, não gosto disso, só vou dar um “revamp”
