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pixelshow – be there, or be square
Caros leitores interessados em Design. Em outubro teremos mais uma edição do PixelShow, e estarei lá. Querendo pagar mais barato, estou formando um grupo, já que assim rola um desconto.
Por isso, se estiver interessado, siga este link e preencha o formulário. Já tenho cinco interessados, mas se atingirmos dez o desconto será maior.
E eu realmente acho que você deveria ir, e contar pros seus amigos também.
cartões de visita
Estive caçando referências de cartões de visita nos últimos dias e vi tantos que tive até uma overdose. Os que mais me chamaram a atenção foram aqueles que tinham alguma conexão com o ofício do sujeito apresentando-o. Tanto que resolvi partilhar com vocês minha seleção:
figure out how cool i am
Que clipe sensacional. Mostra como uma idéia simples pode ter uma execução complexa. Explora ao máximo a temática de “seqüências de títulos de filmes dos anos 80″ (embora tenha um typeface da SEGA). Adoraria ver um making of.
serviço na campus party: body adds
Na CampusParty, uma das melhores coisas a fazer é networking. Conhecer gente, divulgar seu trabalho e exercitar suas paixões. Levando isso em consideração, porque não usar seu próprio corpo para fazer auto-propaganda?
Estou fornecendo esse serviço. Tenho pincel atômico e caneta com ponta de feltro, e me disponho a escrever propagandas no corpo de quem quiser. Basta me achar. Lembrem-se, tenho letra bonita e o material. Tudo que peço é que me divulguem também ao mostrarem suas fotos
Os primeiros clientes foram a Kakah e seu concurso de tatuagens junto com o Apocalypse. É bom que eles me divulguem também.
banalizando a imagem
Uma amiga acaba de me dizer que quase me passou um freela para desenvolver uma marca. O que seria uma notícia deliciosa, já que desenvolver marcas é a epítome do que um programador visual faz, e é algo que eu gosto de fazer e tive poucas oportunidades para tal.
Mas o chefe dela pediu que ela utilizasse um serviço on-line do qual eu não tinha conhecimento. Algo como marcas remotas por demanda: você manda o briefing para um site, eles te dão algumas opções, você dá uma opinião e voilá! Sua marca está pronta.
O negócio começou a feder pra mim quando a palavra “opções” surgiu na conversa. Ao desenvolver uma marca, deve-se encontrar soluções, uma marca de fato é o resumo de uma série de conceitos em uma imagem e/ou palavras. Se o conceito está bem-definido, o resumo é apenas um, não há inúmeras opções.
Embora os sites que ela tenha me mandado como exemplo (esse e esse) não sejam o fim da picada, e de maneira geral integrem as etapas do proçesso que eu considero correto para o desenvolvimento de uma marca, ainda sim o banalizam. Afinal, cobrar 300 dólares por algo que pode chegar a valer bilhões (como a Nike – um exemplo extremo, confesso) me parece uma depreciação do seu próprio trabalho.
Uma marca bem-resolvida e sólida pode ganhar asas próprias e se tornar um bem por si próprio. Uma marca pode ser basicamente uma empresa que se concentra em direcionar os rumos a serem tomados, e para a execução desses rumos terceiriza fábricas e instalações de pesquisas – tal como a Nike faz. Supondo que alguém comprasse a Nike, compraria apenas o nome, o desenho e alguns escritórios aqui e ali, não fábricas de tênis.
Embora eu concorde que serviços desse tipo possam ser uma ótima solução para pequenos negócios que não podem arcar com profissionais timbrados (como Alexandre Wollner); um profissional de fato timbrado sabe medir e reconhecer o porte e potencial de seus clientes a ponto de oferecer orçamentos e soluções condizentes com ele. Não existe uma fórmula pronta ou tabela de preço para desenvolver a imagem de uma empresa, cada situação é única, assim como toda marca deve ser única.
O que me leva à extensão do problema. O caso extremo desse tipo de atitude seriam os sites que oferecem uma vitrine de logos e layouts prontos, onde o cliente escolhe o que acha mais bonitinho, enfia seu nome e pronto!
Você consegue angariar tanto respeito quanto confere a si mesmo. Portanto se você trata a sua marca com banalidade, ela será exatamente isso, uma banalidade. Da mesma maneira não devemos contratar alguém para criar a nossa imagem de uma forma banal. É como foi resumido aqui, no ramo de identidade visual, um trabalho profissional e de qualidade jamais será gratuíto, exceto em casos de filantropia e amizade.
Escolher sua imagem baseado únicamente no quanto será gasto (seja escolhendo o menor ou o maior preço) demonstra falta de visão. Uma boa imagem não é gasto, é investimento, pois se bem-feita renderá excelentes frutos. Afinal, porque os medicamentos genéricos são mais baratos? Justamente por serem isso, genéricos, sem marca. Sua empresa é genérica ou única?




















