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menina infinito!
Os saudosos leitores da revista Mosh devem se lembrar daquela personagem gordinha e moderninha que figurava por suas páginas. Quem nunca leu agora tem uma boa oportunidade para conhecê-la. Mônica é a Menina Infinito, uma garota tipicamente urbana que toca sua vida cercada do universo pop, no álbum recém lançado de Fábio Lyra.
Há alguns anos os quadrinhos brasileiros tem vivido um período interessante. Álbuns de diversos estilos e de boa qualidade saindo e encontrando espaço até em grandes livrarias. Não pesquisei o suficiente para saber se é o caso de Menina Infinito, mas encontrá-lo para comprar não deve ser difícil.
Claramente influenciado por artistas norte-americanos como Daniel Clowes e Terry Moore, Menina Infinito tem mais pé no chão, o que indica a influência do inglês Nick Hornby. Aliás, Hornby dá o tom básico do que se esperar de Menina Infinito, se você gostou de Alta Fidelidade, não há como dispensar esse quadrinho.
Mônica é uma garota moderninha, no estilo pós-punk anti-hippie e anti-emo como tantas que permeiam as grandes cidades do Brasil e do Mundo. Ela tenta segurar um emprego por tempo suficiente para saciar seus desejos de consumo de cultura pop enquanto troca confidências e se diverte com seus amigos. Fã de Amélie, ela não declara, mas se comporta como aqueles que acreditam no mantra “você é o que você gosta”.
Não há nada de fantástico em sua vida, nem de recriminável. Mônica e seus amigos não são perfeitos, mas também não são excessivas, embora Mônica saiba do que gosta e do que quer, não sabe bem o que ser. Um retrato sem julgamentos dos jovens adultos atuais, ela pode ser tanto uma filhinha de papai de 17 anos, como uma batalhadora de 25.
O quadrinho em si é executado muito bem, apesar de um pequeno erro de continuidade que percebi, existe bastante atenção à detalhes, inserindo referências pop à rodo sempre que possível. Não há pressa em contar a história ou textos em excesso (um problema em quadrinhos desse tipo).
O grande mérito de Menina Infinito é mostrar que existe diversidade nos quadrinhos brasileiros, algo além da profusão de clones de mangá ou poesias visuais auto-indulgentes. Algo de semelhante ao trabalho dos gêmos Fabio Moon e Gabriel Bá.
Mas há um perigo aqui. Fábio Lyra pode tomar diversos caminhos a partir desse ponto. Seria interessante vê-lo trabalhar outros universos, mesmo que com a mesma personagem. Caso haja continuação para o universo de Mônica, seria bom ver a personagem evoluir ou lidar com outras questões além dos meninos da vez ou em que apartamento morar. E obviamente Lyra é capaz disso, como demonstrou sua participação no álbum “Irmãos Grimm em Quadrinhos”, basta explorar a capacidade.
Veja mais sobre Menina Infinito no site oficial (há um preview em PDF para baixar)
OBS: Soltei essa crítica também no Overmundo e na minha comunidade Quadrinhos BR. Dê um pulo na comunidade para ver a promoção e ganhar uma cópia. A Promoção já acabou, super rápido! Quem levou foi o Sean.
campus party – o desfecho

Acabou! E como vai deixar saudades. Sou um cara carente. Adoro atenção, adoro ser paparicado e reconhecido. Com mérito, é claro, nada de falsidades por favor. Apesar dos problemas logísticos da minha chegada, logo de início fui calorosamente recebido pela Marina e pela Lu Freitas, bem como pelos inúmeros blogueiros lá presentes. Pessoas interessantes e estimulantes, que me deixaram embriagado (às vezes literalmente). Especialmente quando pessoas estranhas já sabiam (mais ou menos) quem eu era.
Fui esmigalhado pela quantidade absurda de informações simultâneas. Uma pessoa como eu, que gosta de prestar atenção em tudo (desde que seja interessante), socializar e produzir conteúdo, se fode lá dentro. E foi bem o que aconteceu. Me fudi. Em mais de uma ocasião minha cabeça quase fundiu. Por sorte consegui me soltar mais nos outros dias, pois o cansaço físico de noites mal dormidas e dias mal comidos poderia me mandar pro hospital.
Mesmo morando em SP, e até próximo do Parque, mal estive em casa. No máximo para uma dormida rápida, um banho e meia refeição. Foi praticamente uma semana viajando. Campus Party foi um mundo paralelo, em que eu estava constantemente nas nuvens. Com câmera e computador emprestados espremi tudo o que pude do evento.
Até o ultimo instante do evento estava aprendendo nomes e conhecendo novas pessoas. Mas o domingo foi mesmo um dia de ir embora. Poucas pessoas na bancadas e bastante movimento de mochilas e CPUs.
Depois da tempestade, sempre vem a bonança. Agora é hora de se esforçar para manter os novos contatos, descobrir como tirar as manchas azuis do meu carro, aplicar conhecimentos adquiridos (e não esquecidos) e ansear pela próxima edição.
nerds pra que te quero

Na Folha de hoje saiu uma matéria tratando da nossa queria CampusParty. Havia as informações básicas de sempre, inclusive considerando baixo o número de mulheres presentes (cerca de 20% – que foi considerado alto pelos organizadores espanhóis) – na minha opinião, o número pode sempre ser maior.
De qualquer maneira, na reportagem o evento era chamado de festa nerd. Foi assim também que um amigo a classificou quando descrevi, e é como muitos se referem à Campus Party afinal. Hoje cedo mesmo minha irmã comentou “puta coisa de nerd isso”.
E é verdade. É super nerd mesmo (ou geek se preferir, o debate sobre a diferença dos dois termos continua). Li em algum lugar, e agora vou pedir perdão pois não lembro se foi na Folha, que mal havia conversa entre os participantes, todos ficavam se comunicando exclusivamente pelos computadores – Fiquei revoltado, uma mentira deslavada, ontem, na área do CampusBlog todos estavam interagindo fisicamente (interprete como quiser). Já hoje, quando circulei mais e mudei de lugar percebi que realmente há muitas áreas em que a interação fisica é deficiente.
Isso me entristesce um pouco, já que acredito que o propósito de pagar 100 reais, se deslocar, ficar dias dormindo numa barraca e (talvez) tomando banho em um banheiro coletivo é fazer algo diferente daquilo se faz em casa. No momento testemunho de longe a grande movimentação no BarCamp e no CampusBlog, enquanto que por razões contratuais tenho que ficar nessa inexpressiva área de Criatividade.
Voltando aos nerds, hoje estão circulando pelo Campus alguns agentes do Jornal de Debates com camisetas dizendo “Para que serve um nerd?” justamente para dar uma chacoalhada no ego dos presentes. Para tirar a foto que vocês vêem aqui paguei com um depoimento para o site respondendo à pergunta (e burramente não divulguei o blog na mesma).
Na minha opinião os nerds servem para levar o mundo adiante. Ou quase. No fundo mesmo nerds são pessoas dedicadas, quando escolhem um assunto eles se entregam de corpo e alma. Esquecem convenções pequenas e vão até onde quiserem. É assim que pessoas ficam horas na fila para o ingresso de um jogo, dias acampados para um show, e uma semana acamapados com seus computadores.
Claro que há um elemento de ridículo nessas situações, mas ao se entregar o nerd escolhe dois caminhos: Percebe o ridículo e o inclui na diversão ou cria uma racionalização paranóica e leva tudo a sério. Gosto de pensar que me enquadro na primeira opção (hoje em dia, ao menos). O nerd se comporta como uma criança quando o assunto é o seu eleito, e muitas vezes aje de acordo.
Se entregando dessa maneira é que ele é capaz de levar algo ao seu máximo potencial, de fato impulsionando o mundo.
campusParty balanço inicial, marimoon & vontades
Bom, o primeiro dia foi o dia de zanzar. Já contei do meu drama para entrar, depois disso ainda continou o drama para assegurar minha credencial e conseguir uma máquina na qual trabalhar.
Depois de quase 12 horas de luta e muito vai e vém entre responsáveis de diferentes níveis consegui tudo de que precisava. A piada final foi pegar o computador novamente essa manhã e descobrir que haviam removido o WindowsXP e instalado o Vista, que já está causando uns empates.
No lado humano da coisa, tive o grande prazer de conhecer fisicamente Lúcia Freitas, uma figura muito simpática e prestativa. Em volta dela vários blogueiros com os quais já esbarrara realmente e virtualmente. Justamente pelo clima simpático, com um bom equilibrio entre conversa e quietude, além de diversas afinidades; acabei me colocando na área CampusBlog, ao invés da minha área designada de Criatividade. Junto comigo estava Daniel Duende, com o qual já tinha trocado algumas figurinhas e sua ilustre companheira. Eles se tornaram meus companheiros constantes em tentar compreender o que diabo acontece aqui e onde estaria nossa querida Marimoon.
Só para esclarescer: eu, Marimoon e Duende compomos os blogueiros da área de Criatividade. Entretanto, sou obrigado a ser honesto, e digo: Marimoon não é blogueira, não por excelência ao menos. Ela não é famosa por escrever, ela é famosa por tirar fotos de si mesma em roupas divertidas, cabelos coloridos e poses engraçadinhas. Ela preenche as fantasias do público nerd que adorariam uma noite com Rei Ayanami. O assunto que Marimoon trata é Marimoon, ela é famosa por ser famosa, como qualquer um dos participantes do Big Brother. Não vou dizer se essas coisas são boas ou ruins, mas não me colocaria na mesma categoria que Marimoon jamais.
Dito isso, ela só deu o ar da graça depois das 20:00, deu uma voltinha pelas dependências, conversou com a equipe espanhola, comeu pipoca e usou o compuador dos outros e sumiu! Questiono aqui e agora qual foi a contribuição dela para o evento. Já é 13:00 do segundo dia e ela ainda não deu o ar da graça. Teoricamente somos membros de uma mesma equipe e não fomos apresentados. Claro que ela pode estar ocupada na faculdade, ou no emprego, as possibilidades são infinitas. Vou dar uma chance para ver se ela é digna do meu respeito.
Mas tudo está bem. Tenho algumas intenções exploratórias, espero que meu marasmo não me impeça de criar posts interessantes baseados nessas intenções. E lembrem do encontro de twitters as 16 no stand da telefonica.
campusParty começa devagar
Bom, cheguei as 11:00 em ponto no Campus Party sem diversas informações básicas, sendo que algumas dúvidas foram enviadas por email há mais de uma semana. Mas tudo bem, cheguei na cara e na coragem e fui tentar descobrir como entrar e pegar minha credencial.
Depois de duas horas zanzando em três entradas diferentes, falando com seguranças e meninas da confusa assesoria de imprensa fui resgatado por uma das meninas da produção.
A situação atual é a seguinte: Estou no notebook da Marina Vieira emprestado enquanto a minha máquina não aparece. Ao mesmo tempo estou tentando fazer com que minha máquina apareça no livestream do evento, o que após uma hora ainda não aconteceu. Imagino que seja uma questão de tempo. O twitter também está estranho no liveStream por culpa da própria equipe twitter que não garantiu o funcionamento. E já tenho uma reunião de pauta com o pessoal das TVs do evento as 16:00.
Nem preciso dizer o quanto fiquei puto de ficar esperando na porta do lugar sem que ninguém soubesse quem eu era ou me indicar à pessoa correta. Não que eu me ache o máximo, mesmo sendo, mas pelo que entendi meu trabalho e do Duende aqui é parte das atrações, e eu nunca vi um evento em que as atrações tem que ficar panguando por duas horas na porta do lugar.
Graças à Lu Freitas estou conseguindo me virar um pouco. Estou inclusive instalado na área do CampusBlog só pra conseguir um pouco mais de ajuda, sendo que na verdade eu deveria estar na área de Criatividade.
A questão toda é que o evento ainda está sendo montado. A organização não deixou tudo pronto para quando os colaboradores e campuseiros chegassem já pudessem usufruir de tudo plentamente. Estão terminando de montar o evento enquanto os usuários (de todas as esferas) estão montando suas máquinas.
Se eu tivesse sido informado que o esquema seria esse talvez ficasse menos indignado, mas eu não curto bagunça. Não esse tipo pelo menos.
Pode parecer que estou odiando tudo. Só pra esclarecer que não é o caso. De fato o clima agora é ajeitar as coisas, queria ter feito isso antes, mas até o fim do dia tudo deve se acertar. Ainda mais que meus amigos ficam aparecendo no msn e no gtalk querendo saber de tudo e eu nem sei de tudo. Mas sei que vai ser divertido. E espero que esse post saia no livestream. Por via das duvidas vou twittar um link pra ele.
