Archive for the ‘crime’ tag
2000 ad
Hoje li uma história do Juiz Dredd em que ele prendia um criminoso que tinha um equipamento de “dobra temporal”; permitia que ele esticasse o tempo em torno dele, assim, horas para ele seriam apenas alguns segundos para nós. Desse jeito ele conseguia realizar crimes como se fosse invisível e extremamente veloz.
Esse é um tipo de dispostivo que eu sempre quis ter. Como numa conversa com o Nisfer há muito tempo, seria na verdade um controle remoto do tempo. Onde eu poderia pausar, acelerar ou rebobinar à vontade. Como num DVD, poderia pular direto para cenas específicas e também colocar bookmarks nos momentos mais interessantes. Assim a vida seria um eterno aproveitamento de momentos. Eu não poderia alterar o tempo, nem pular para um tempo onde eu ainda não tenha vivido. Caso eu voltasse ao passado, estaria dentro de meu próprio corpo, mas incapaz de interagir de maneira diferente, não teria controle sobre mim; como em Quero ser John Malkovich seria apenas um espectador, nesse caso, dentro de meu próprio corpo.
Parece saudosista demais, mas não seria apenas para você reviver os melhores momentos. Mas nem tanto por isso, o recurso de pause seria de grandissíssima valia. Eu poderia estar em qualquer lugar em instantes, distâncias seriam totalmente insignificantes, jamais sentiria saudades de ninguém. Fora que manipulando essa ferramente corretamente, eu poderia ganhar uma grana boa. Eu iria aproveitar a vida como jamais seria possíel.
revolution in the classroom
Eu ando assistindo à NHK, canal estatal Japonês. Assisto ao noticiário em inglês e um pouco dos noticiários em japones, mesmo não entendendo patavinas. Ontem estava vendo como de costume e vi algumas cenas gravadas em uma escola, com uma mulher feia falando numa espécie de coletiva de imprensa. Em certo momento, mostraram essa foto:

Mas continuei sem entender a notícia. Falei umas bobagens como sempre, e fim.
Mas hoje, lendo a Folha me deparei com a mesma foto e a seguinte notícia:
Menina de 11 mata colega de classe de 12 no Japão
A estudante Satomi Mitarai morreu de hemorragia em sua colégio primário. Seu corpo foi encontrado por uma professora durante o horário de almoço em uma sala de estudos vazia.
A autora do assassinato, cuja identidade foi mantida anônima, retornou à sala de aula coberta de sange e, mais tarde confessou o crime à polícia.
O assassinato é mais um de uma série de crimes violentos cometidos por crianças, que vem chocando o Japão.
O país registrou um total de 212 crimes graves cometidos por menores de 14 anos em 2003. O índice representou um aumento de 47% entre 2002 e 2003. (…)
[do site da BBC Brasil]
Violência gráfica e falta de valorização da vida humana. Pelas informações que peguei, as meninas se comunicavam pela internet depois das aulas; e a assassina teria se zangado com comentários de Satomi e por isso a matou. Mas de maneira nenhuma estou julgando o Japão como uma nação de desalmados, o que muitos provavelmente farão. Basta lembrar que no Brasil toda semana temos casos de violência em nossas escolas e filhinhos de papai agredindo mendigos ou membros da classe trabalhadora; fora outros casos de maior projeção como os assassinatos em escolas americanas. Ou mesmo as peripécias dos Hooligans no Reino Unido e as torcidas organizadas brasileiras…
capturing the friedmans
Fui ver esse filme na sexta com a Myiuki e a
Written by fmafra March 27th, 2004 at 12:51 am
bury the evidence
Ontem à noite fomos eu, o Marcos, o Bears, a Debbie e o Muzza assistir Bully.
O filme é dirigido pelo Larry Clark, o mesmo diretor de Kids; e é baseado em fatos reais, que rolaram em 1993 com um grupo de jovens da Flórida.
Não quero ficar entregando muita coisa, mas o filme é muito bom mesmo e mais uma vez trata de sexo, drogas e violência na juventude norte-americana. Mas mais importante, trata da ignorância que cerca tudo isso. Os personagens são um excelente exemplo de white-trash com um pouco mais de grana (nenhum deles mora num trailer, temos até um mustang), mas isso não os torna mais nobres, pelo contrário, apenas mostra como as coisas são podres na terra de Bush.
A tagline do filme é “It’s 4 a.m… do you know where your kids are?”; e resume bem a idéia: Os pais vivem em uma ignorância tão grande ou maior que seus filhos. Todos aqueles da minha geração que se sentem incompreendidos pelos pais têm aqui um exemplo de que poderia ser bem pior. É difícil apontar os culpados dessa tragédia horrenda; onde crimes sérios são discutidos e realizados com a naturalidade e banalidade de um novo video-game.
Toda a violência sobre a qual Chicago faz músicas aqui entra como uma tacada de baseball em nossos narizes. Não que eu não goste das músicas do chicago, mas ele serve para nos distânciar da coisa real e crua, enquanto Bully nos trás de volta ao chão com uma realidade sofrida.
Femme Fatale
The Velvet Underground
The Velvet Underground & Nico (1967)
Here she comes, you better watch your step
She’s going to break your heart in two, it’s true
It’s not hard to realize
Just look into her false colored eyes
She builds you up to just put you down, what a clown
‘Cause everybody knows (She’s a femme fatale)
The things she does to please (She’s a femme fatale)
She’s just a little tease (She’s a femme fatale)
See the way she walks
Hear the way she talks
You’re put down in her book
You’re number 37, have a look
She’s going to smile to make you frown, what a clown
Little boy, she’s from the street
Before you start, you’re already beat
She’s gonna play you for a fool, yes it’s true
‘Cause everybody knows (She’s a femme fatale)
The things she does to please (She’s a femme fatale)
She’s just a little tease (She’s a femme fatale)
See the way she walks
Hear the way she talks
Abri minha segunda excessão para uma letra de música. E que excessão. Essa música é um clássico e é maravilhosa, ainda mais no vocal da Nico (recomendo o cover do REM). Se você nunca ouviu, está cometendo um crime, e deve corrigir logo isso pegando a música. Essa letra é excelente, o André me disse que ela descreve qualquer mulher, mas eu acho que não, apenas algumas filhas da mãe que conseguem deixar a gente louco.
O grande crime do filme foi não ter colocado essa música em parte alguma. Para os menos cultos, isso é como ter um filme chamado Doce Vampiro sem ter aquela música baranga da Rita Lee.