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tecnologia a favor do desperdício
Desde pequeno fui ensinado a fechar a torneira enquanto escovo os dentes, e conforme cresci, lavar o rosto e fazer a barba. Ao mesmo tempo, aperto o botão do elevador apenas em uma direção: a que me interessa ir.
Aliás, isso é algo que poucas pessoas parecem compreender. O elevador sabe onde ele está, e sabe de onde o estão chamando. Não sabe apenas para onde você quer ir. E ele irá buscá-lo quando estiver indo na mesma direção para onde você vai, assim economizando energia. Ou seja, se você vai ao 5º andar, o elevador está no 20º, e você no primeiro; não precisa apertar para baixo para ele descer, ele sabe que o térreo é para baixo, aperte para cima, pois é pra onde vamos. Já até saí no tapa com minha irmã por isso.
Dito isso, recentemente meu prédio instalou displays de andar em todos os andares. Assim você sabe qual dos elevadores está mais próximo e pode chamar apenas o que está mais próximo, assim economizando energia. Entretanto, esse simples conceito ainda não foi captado por todos do meu condomínio, já que muitos continuam chamando dois elevadores, a ponto de papel ter que ser gasto pedindo para que não se faça mais isso.
Enquanto isso, em uma determinada agência em que estou temporariamente, o mictório possui detectores de pinto para dar descarga automaticamente, e a torneira é daquelas de botão. Mas hoje mesmo testemunhei um sujeito já possuidor de cabelos brancos, segurando o botão da torneira enquanto escovava os dentes.
Moral da história: Não há tecnologia que barre o desperdício por ignorância.
namoro sobre rodas
Estou de novo namorando scooters à distância, em especial as elétricas. Depois desse video fiquei ainda mais curioso para fazer um test-trive, ainda mais abendo que a motor-z está para lançar um modelo mais potente, de 1000W.
o que é nosso por direito

Me lembro de uma amiga que viveu por um tempo na Inglaterra, e depois de ter voltado ao Brasil recebeu uma grana do governo inglês referente aos impostos que pagara mas dos quais não tirara proveito. Não sei bem como isso funciona, mas lembro que fiquei triste (mais uma vez) pelas coisas no Brasil não funcionarem dessa maneira.
Entretanto o Estado de São Paulo começou a caminhar nessa direção. Desde o ano passado foi lançado o programa Nota Fiscal Paulista, sobre o qual eu ouvira falar marginalmente. Basicamente basta fornecer seu CPF ao pedir a nota fiscal em qualquer restaurante, e acumular créditos no estado que futuramente poderão ser utilizados em descontos no IPVA, crédito em cartão e outros usos.
Trabalhando fora de casa essa semana, tenho comido fora bastante, e no Shopping Villa-Lobos a maioria dos estabelecimentos estão já treinados para pedir seu CPF na hora da compra. Foi então que resolvi olhar melhor o programa, e embora não seja o ideal, já é algo do qual sinto orgulho de ver por nossas terras.
Uma das belezas do programa é que o consumidor não precisa fazer nada para participar fora fornecer seu CPF. Apenas para consultar e utilizar os créditos existe um pouco de trabalho, mas que pode ser realizado on-line. Residentes em outros estados fazendo compras por aqui também podem participar. Além dos restaurantes, há um cronograma de implementação para outros estabelecimentos, confira:
Outubro/07: Restaurantes
Novembro/07: Padarias, Bares, Lanchonetes e outros
Dezembro/07: Artigos Esportivos, Óptica, Fotográficos, Viagem e outros
Janeiro/08: Automóveis, Motocicletas, Barcos, Combustíveis e outros
Fevereiro/08: Materiais de Construção
Março/08: Produtos para Casa e Escritório
Abril/08: Produtos Alimentícios e Farmacêuticos
Maio/08: Roupas, Calçados, Acessórios e outros
Agora é sair cuspindo o CPF por São Paulo e denunciar os estabelecimentos que não estiverem dentro do esquema. É bom mesmo ver alguma coisa de fato voltar às nossas mãos.
piu piu
Na cozinha logo que acordei ouvi alguns passarinhos piando e cantando. Minha mãe colocara algumas sementes de manga perto da janela para secarem, então pensei: “vou deixá-las do lado de fora, assim os passarinhos virão comer e alegrar o dia!” Logo depois de executar a manobra ouvi outro piado, mas esse parecia próximo, vindo de dentro da cozinha. Depois de mais um percebi que não se tratava de um pássaro, mas sim da tampa da cafeteira…
dois pesos, duas medidas
Quando Marília, a insane, entrou no escritório, logo no começo a peguei bebendo na minha caneca de café. No melhor estilo de deboche, falei alto: “Quem está com a minha caneca?!”; em seguida me proximei dela e disse “Se minha namorada souber que você está tomando da minha caneca, ela te mata.”
Pobre Marília assustou-se e logo me devolveu-a.
Um novo funcionário cometeu esse mesmo erro semana passada. E eu delicadamente (mesmo) disse “com licensa, mas essa caneca foi presente da minha namorada.”, e ele também rapidamente devolveu. Mas os outros funcionários ficaram horrorizados com minha atitude, como se eu tivesse sido um monstro em pedir minha caneca de volta (de uma maneira simples e original, devo acrescentar) e ficaram me enchendo o saco.
Pois bem, hoje o chefe fez a mesma coisa com o tal funcionário novo, também a respeito de uma caneca. Ninguém comentou nada…