Archive for the ‘comida’ tag
caché
O título pouco tem a ver com o conteúdo do Post. Mas acabo de assistir a esse filme com a Xú. E tão logo saímos do cinema fomos abordados por um sujeito perguntando se falávamos inglês.
Me esqueci o nome da figura, mas sua história é de que era um sul-africano que foi assaltado na Praça da República (nos mostrou o B.O. datado de 20 de Abril) e perdeu dinheiro e passaporte. Tendo ido ao consulado, eles só conseguiriam emitir os papéis na segunda feira, e sem os documentos não consegue tirar dinheiro no banco.
Então ele nos humildemente, como os garotos que fazem malabarismo nos sinais, pediu algum dinheiro pra comprar comida e arrumar um lugar pra dormir. Depois de trocarmos algumas impressões sobre o centro de SP, o Rio de Janeiro, cachaça e caipirinha, sermos interrompidos por um pedido de cigarro, uma distribuição de folhetos de teatro e um cara perguntando se ainda estava passando ônibus, acabei dando dois reais pro cara, a Xú não deu nada.
Segundo ela o inglês dele era muito limpo, ou muito certinho para engolir a história. Eu discordo, ele tinha sim um sotaque, um que eu não era capaz de identificar a origem (podendo muito bem ser sul-africano, afinal ouvi pouquíssimos sul-africanos falando na vida – devo acrescentar: Afrikander, pois ele era branco). A minha teoria é que ele foi na república comprar crack e levou a pior, e agora precisa de dinheiro pra comprar mais crack.
Todo esse movimento na Av. Paulista as 2 horas da manhã.
gen
Todo esse papo de bomba pode ser bastante desgastante. Cheguei a me sentir mal com uma das respostas que tive, pensei até em apagar meu posta atômico. Mas nunca achei certo isso, o que foi dito foi dito, mesmo que se retrate depois, é parte da evolução do pensamento (por isso sempre achei ridículo quando alguem zera o blog ou fotolog).
É tudo mesmo uma questão de honra, seguindo o bushido, você deve se responsabilizar por aquilo que fez.
Não sou militar, não tenho nenhum parente militar, nem algum parente que tenha vivido a guerra.
Taopouco sou Japonês, aliás, como já falei, não tenho nenhuma herança histórica clara, embora eu tenha algumas vezes estabelecer conexões com meus antepassados. E já choraminguei por conta das minhas questãoes de falta de identidade.
Mas foi justamente no Japão que encontrei um lugar que admiro, com todas as suas belezas e defeitos, a história, a arquitetura, o povo, a cultura, a comida e a língua, tudo me atrai. E eu sempre tive um enorme respeito por eles. Não é a toa que quero tanto ir pra lá e compreender exatamente como eles funcionam e o que é de fato ser um japones (algo que jamais serei, e tenho plena consciência disso antes que me chamem de louco).
O que quero dizer é que eu de fato fiz uma análise fria dos eventos, pois tenho uma certa curiosidade com relação à estratégias de guerra, e acho a segunda guerra mundial um assunto fascinante e multidisciplinar. Não a endosso, mas não viro a cabeça para ela.
Eu entendo o horror, nunca cheguei perto de algo assim, e muito menos quero. Mas já vi relatos, vídeos e fotos demonstrando bem o que de fato deve sentir alguém nessa situação: desespero. Foi de fato algo horrível, e que seja assim, algo sempre no passado.
ilusão bélica
ilusão bélica
Sua mãe é uma juiza. Assim, ela tem dinheiro mais que suficiente para sustentar a família. E também tem direito a porte de arma, direito que ela exerce.
Ao mesmo tempo, ele não bate muito bem. Sempre foi um aluno problemático, já teve problemas por dever dinheiro a traficantes, e passou a noite na cadeia algumas vezes. Chegou até a passar algumas semanas fora de casa, nas ruas, pagando boquete em troca de comida e drogas.
Mas a mãe, negligente, sempre passava a mão em sua cabeça. E também, não dava muita atenção para onde estava a arma.
Hoje em dia, ele vive em casa, não faz nada da vida. Fica em casa, come muito, assiste TV e ocasionalmente sai para rever os amigos de outrora. Os de escola, não o aturam mais, e o evitam, interagem mais por pena do que por qualquer outro sentimento.
E tem aquela garota, que mora na mesma rua. Há muito tempo ele é apaixonado por ela, e uma vez, quando mais novos, chegou a ficar com ela. Mas ela seguiu em frente. Tornou-se outra pessoa, mais madura e mais segura de si. Hoje ela mal se lembra do episódio.
Ou não. Afinal, ele fez questão de lembrá-la. Passou a seguí-la quando esta ia pegar o ônibus para trabalhar, ligava na madrugada para falar obscenidades, tocava em sua campainha e saía correndo, entre outras atividades mais e menos vis.
Foi então que ela arrumou um namorado. Ele continuou seguindo-a, inclusive quando ela estava com o seu companheiro. O companheiro não sabia como lidar com a situação, sentia-se mal por não poder tomar uma atitude, não que ela exigisse uma da parte dele, mas mesmo assim, era uma situação que não agradava ninguém.
Foi então que ele decidiu tirar satisfações, foi à casa dela, tocou a campainha e dessa vez não fugiu. Quando o namorado abriu a porta, recebeu rispidez e ofensas. Logo a garota veio ao socorro dele. Mas foi recebida com um tapa na cara. Então o namorado decidiu agir em defesa da honra, e deu um soco no estômago dele.
Mas havia um motivo especial para o garoto estar confiante o suficiente para não fugir depois de tocar a campainha. E ele logo revelou o motivo, descarregando a arma de sua mãe no casal à sua frente.
seven lakes city, gonna be the death of me
seven lakes city, gonna be the death of me
Estando ainda em BH passei o carnaval na Mansão Raposo em Sete Lagoas. A necessidade da presença da Mi era tamanha, que a Clá e a Lets relevaram o fato dela estar sem um puto e ainda por cima me emprestaram o carro pra que a gente pudesse chegar lá com todo o conforto.
A coisa começou meio torta, já que comecei a achar um pouco estranho a excelente e calma estrada propagandeada pela Lets ser uma merda de pista simples cujo número de caminhões só era superado pelo número de buracos e quantidade de chuva torrencial. Então foi que alguém notou que estávamos indo na direção errada da BR 040. Então depois de desperdiçarmos uns 40 minutos gastamos mais 50 para chegar de fato na Mansão.
Ótima casa, ótimas pessoas, boa e saudável comida e muita cerveja. Isso tudo serviu como pano de fundo para uma disputa pelo maravilhoso botton dos Canastras do Bem, que eu estou obviamente pleiteando.
Para ser condecorado com essa altíssima honra é necessário realizar uma série de tarefas de cunho social, que são extensas demais para enumerar, e mesmo que o fizesse, de nada adiantaria pois um pré-requisito é ter estado presente no Carnaval Seven Lakes Anti-Social Club.
Além de ótimos papos, muitas piadas, jogos adolescentes, álcool e quedas; a viagem ainda rendeu ótimas jam sessions para elaborar um plano de sobrevivência contra os zumbis. A vinda deles é iminente e inevitável, o que temos que fazer é nos preparar para este momento e garantir a perpetuação da raça humana. Sendo presidente do CCZ (Conselho de Controle de Zumbis) e General da MAZ (Milícia Anti Zumbi) já tenho um plano detalhado que não apenas garantirá a nossa sobrevivência, mas a nossa supremacia no futuro não tão distante. E um aviso: Sejamos realistas, pessoas que ficarem no extra não tem a menor chance contra os mortos-vivos.
E uma excelente nova amizade foi criada. Ninguém menos que Kate Moss estava presente por lá. Dormia muito, mas quando estava desperta, era insaciável. Não há como competir. Ela com certeza será condecorada com o botton.
E sem mais delongas termino aqui.
beat acelerado
Ainda estou aqui, aqui em BH, digo. Acho que volto amanha, não sei. Trouxe trabalho comigo, e trabalho aqui. Pra que voltar pra SP, mesmo? Não sei bem ainda.
Não fiz grandes planos, apenas criei algumas especativas e algumas metas. Por enquanto tem funcionado. Encontrei várias pessoas, inclusive conhecendo duas que jamais tinha visto em carne osso na vida. Como isso é BH, conexões surgiram instantaneamente. “Gabi vamos comigo na Cafeteria preu encontrar minha amiga digital, Camila?” – Vamos! Chegando lá: “Camila?!” – Gabriela?! – “Ah, Fernando, era essa Camila?” Isso é estar aqui.
Andando de um lado pro outro, cada hora durmindo em um lugar, quando durmo. Varios estranhos, pessoas das quais não lembro o nome mas acho que são sensacionais. Me pergunto se pareco muito antipático às vezes. Tento ser legal. Sou legal com quem me é legal. Parece justo.
Viver nessa república multi-etnica e multi-cultural é sensacional. Alastair, Sara e André, com constantes visitas do Rafa e Calanguinho. Até o Bruno surgiu do Rio! E prontamente cozinhou um macarrao à carbonara no jantar e um lombo ao curry com mais alguma coisa que esqueci para o almoço; ambos excelentes. Naira e Lucas voltaram para SP, e eu fiquei.
A grande questão é: Chamei pessoas pra ir ao Café, e agora surgiu uma incógnita a respeito do Comida Di Buteco. O que faço? Eu fui convidado, afinal? Não posso dar o cano no povo que vai ao café, questão de honra.
Claro que pra quem não sabe o que é BH, não tem idéia do que estou falando. Os dois são coisas legais, ainda mais que a Gabi vai discotecar.
BH é assim, a sintese do que eu não gosto: Escolhas. Mas sempre são boas escolhas, e deve ser por isso que eu adoro.
Vejo vocês quando voltar, se voltar. Voltar pra onde mesmo?