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Nestlé Picolé Alpino – Tem Alpino ou não tem?
A bebida Alpino Fast tem gerado muitas críticas à Nestlé desde que um post no blog Coma Com Os Olhos chamou a atenção para a ausência de chocolate Alpino no produto. A história ainda se desenrola e pode render processo e multa.
Se não me engano, o picolé Alpino da Nestlé está no mercado ha mais tempo do que a infame bebida. Eu ao menos o consumo ha mais de ano, muito antes de ouvir falar dela.
Mas hoje, influenciado pela polêmica “fast” finalmente investiguei propriamente a embalagem do picolé e de fato encontrei o aviso de que não há chocolate Alpino na composição do produto.
O que torna a situação mais grave é que a descrição no site da Nestlé diz claramente que o picolé é feito com Alpino.
Afinal, tem Alpino ou não tem?
banalizando o oriente

Quando criança adorava comida chinesa. Ia sempre com meus pais no restaurante Golden Palace, em moema, ficava ao lado de um bizarro estabelecimento em forma de castelo – com fosso e tudo, que nunca entendi o que era. Foi lá que adquiri minhas habilidades com o hashi na tenra idade de 6 anos.
Com o passar dos anos fui conhecendo outras cozinhas, inclusive a japonesa. Essa que de uns tempos se alastrou como catapora pela cidade, com algumas especulações de que agora há mais restaurantes japoneses do que pizzarias ou churrascarias em São Paulo. Isso levou a uma queda considerável na quantidade e qualidade dos restaurantes chineses.
Hoje em dia chinês é quase sinônimo de fast food: quilo no shopping (nos quais só tive más experiências) ou China In Box. Fica cada vez mais difícil encontrar um chinês de qualidade, e quando se encontra não é raro o lugar estar às moscas.
Pois bem, hoje comi china in box. Considerando as limitações do serviço, cheguei a uma conclusão importante: Não peçam yakisoba (que por todo o direito é um prato japonês, o equivalente chinês seria macarrão chop suey). Considere os seguintes fatores:
1 – O Yakisoba tem grande tiragem no China In Box. Sem dúvida é o prato mais pedido.
2 – Existem várias opções de “mistura” nele: Com ou sem carne, camarão, frango, porco ou sei lá mais o que.
1 + 2 = 3 – Assim, o yakissoba é preparado da seguinte maneira: Uma panela cheia de macarrão, e panelas separadas com diferentes misturas. Quando chega o pedido eles tacam o macarrão na caixinha e depois cobrem com mistura. Isso é fácil de se notar quando o pedido chega.
4 – O tempero é muito doce e grosso, o que torna a refeição pesada.
5 – Não é raro o macarrão estar mole demais, passado do ponto.
Portanto recomendo o bifum. É um macarrão leve e branco, feito de arroz. A mistura é um pouco diferente e também mais leve. Como a tiragem é menor, as chances de ser preparado na hora são maiores, e como o macarrão é mais fino, está sempre mais bem integrado com a mistura na caixinha.
E jamais peçam o guyoza, sempre está uma droga.
churrasco grego
Kosta, o greco-libanês, está há uma semana em SP. Temos nos falado e nos encontrado bastante, vários programas e tudo o mais. E agora o André está aqui em casa também. A grande notícia é que graças a sua fascinação por picanha e o atraso/sumiço do Bruno na quinta feira acabamos sofrendo de intoxicação alimentar nessa sexta.
Enquanto isso as pressões para terminar o portfolio continuam, ai meu coraçãozinho…
you wanted the best, you got the best
Se Eric Hobsbawn escrever sobre a época atual, creio que a irá batizar de Era dos Excessos. Guerras arbitrárias, presidentes com mania de grandeza, cleptomaníacos e consumo desenfreado.
Agora com a digitalização de praticamente tudo tenho a impressão de que o grau consumismo retornou aos anos 80, quando as versões para consumidor de tudo que é tipo de produto começaram a surgir.
Mas não basta consumir, temos que ter o maior carro; o melhor mp3 player; a melhor comida; o DVD com mais extras; a melhor câmera digital. Posso estar enganado, mas há cerca de 10 anos o único produto em que nos preocupávamos (e mesmo assim nem tanto) em manter atualizado e no topo era o computador. Agora está em tudo, até quadrinhos são afetados por versões maiores e “edições especiais”.
Mas será que dá? Temos tempo de fazer tudo isso? Claro que um dos recursos laudeado em muitos produtos é a velocidade. Mas como bem observado em um comentarista do History Channel, quando gastamos menos tempo em uma tarefa temos o hábito de realizá-la mais vezes. Como vamos andar no nosso carro gigante enquanto tiramos fotos, ouvimos música, lavamos roupa, acessamos a internet e vemos os extras da edição super-ultra-colecionador-especial do Senhor dos Anéis?
Não sou um daqueles que acha que devemos retornar aos tempos de fogão à lenha e ferro de passar à carvão. Adoro tecnologia e novidades no ramo multimídia e do entretenimento. Mas também acho que as pessoas não estão preparadas para essa gama de opções.
É preciso entender qual é o produto certo para você antes de comprá-lo. Acho muito esquisito você gastar os tubos em um jipe muito louco pra depois aprender a andar em trilhas. Isso é colocar o carro na frente dos bois. Claro que você pode se quiser, mas será que vai conseguir? Você então compra o tal jipe, sai andando, vê que o treco é duro demais, ou tem opções demais, não sabe o que é torque, reduzida, diferencial, eixo cardã ou o raio que o parta. Então não consegue operar a porcaria do jipe direito, cujo manual você não leu porque nunca lê manuais, e acaba odiando o jipe e nunca mais coloca o pé na lama. Você aprendeu? Bom, se você vender o jipe para comprar uma moto em seguida eu acho que não aprendeu porcaria nenhuma.
É assim que as coisas funcionam hoje em dia, gasta-se primeiro e quem sabe, depois, quando tiver tempo, aproveita.
Cometo erros assim, mas até hoje em escala reduzida. Quem sabe com o tempo aprendo a não cometê-los mais.
SPAMALOT
Spam é um produto de carne em conserva vindo dos Estados Unidos. Ele ganhou muito espaço durante a segunda guerra, na forma de rações para os soldados e também como alimento para os civis em lugares envolvidos diretamente com a guerra, que sofriam com escassez geral de suprimentos em geral.
Foi uma fonte confiável e segura de proteínas para esses tempos difíceis.
Depois da guerra, em alguns lugares ele permaneceu popular, como no Havaí (que por sua natureza é um difícil de se conseguir carne de qualidade) e em outros caiu em desgraça, em termos, como na Inglaterra.
Ainda é vendido por lá (essa minha lata veio de lá) mas a população em geral estava de saco cheio da carne enlatada há algum tempo quando o Monty Python montou um sketch baseado em Spam.
Tratava-se de um casal indo a um restaurante e tentando em vão conseguir achar algum prato que não envolvesse SPAM, enquanto o garçom insistia em dar-lhes SPAM. Foi daí que veio o uso da palavra SPAM para e-mails não solicitados e outras formas mal-educadas de propaganda indigesta.
Quanto a digestibilidade da comida em si, ainda não experimentei. É válido até 2009, acho que vou fazer um mestrado primeiro e comer no jantar de comemoração da minha banca.



