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shareie bem para sharear sempre

Quinta-feira, Janeiro 8th, 2009

Se você não sabe o que são termos como sharear (um jeito metido e idiota de dizer “compartilhar”), feeds, RSS ou GoogleReader, assista ao vídeo abaixo e em seguida continue lendo:

Uma das coisas que eu acho mais interessante no meu Reader são os ítens compartilhados. Especialmente quando estou muito ocupado, é uma ótima maneira de rapidamente relaxar e pensar em outra coisa sem ter que decidir sobre qual assunto quero ler no momento. Além disso, é um bom termômetro para saber quais assuntos andam bombando pela web e entre meus conhecidos. Fora que é uma ótima oportunidade para conhecer novos sites e blogs.

O problema é que nem todos sabem usar essa preciosa ferramenta corretamente. Confesso que já fui viciado em compartilhar feeds, mas depois de alguns toques de conhecidos creio que atingi um bom meio termo entre tagarela e mudo. Assim, vou passar algumas dicas do que considero ser um bom uso da função “share”:

1 – Compartilhe o que interessa aos outros
Essa é a regra mais importante de todas. Eu sei que grande parte da idéia de sharear é divulgar seus interesses, mas é preciso critério.

Se você é um filatelista doente não compartilhe posts falando sobre as tecnicalidades de uma série específica de selos, ninguém exceto outros filatelistas doentes estarão interessados. A não ser que você só tenha esse tipo de pessoa como contato no gReader, não adianta de nada. Ao invés disso compartilhe posts mais leves sobre o assunto, como imagens de belos selos, histórias interessantes ou mulheres nuas cobertas de selos (não achei nenhuma pra ilustrar este post, alguém topa posar?.

2 – Não compartilhe um site inteiro
Acontece muito com os novatos no universo GoogleReader. Se empolgam e começam a sharear tudo que encontram naquele site super legal. E devo dizer que é muito desagradável.

Shareie alguns posts do site que você gosta, sempre seguindo a regra acima. Se as pessoas gostarem muito do que foi compartilhado, irão entrar no site e assinar o feed elas mesmas.

3 – Diversifique os assuntos
Extensão da dica acima. Ainda que de blogs diferentes, mostrar sempre o mesmo assunto cansa e parece que você toca uma só nota. Não importa se é algo importante ou não, você vai parecer um chato e perder leitores.

4 – Share with note
Recurso sensacional que ou é sub-aproveitado ou mal-utilizado por muitas pessoas. Não perca a chance de fazer um comentário sobre o assunto do post se ele for algo importante, ou uma piada (engraçada!) se ele for cômico (voluntariamente ou não). Só não use a ferramenta para choramingar ou pagar de dono da verdade, como já vi.

Ela é especialmente útil em posts longos onde seus contatos podem desencanar de ler por preguiça.

5 – Cuidado com posts longos
Posts de texto não são um problema. Coloque seu note propagantístico e será um sucesso. Mas posts do tipo “50 posterês de cinema mais legais do século” são complicados. Mesmo sendo extremamente interessantes, são uma faca de dois gumes, pois podem ser um saco também. Afinal, demoram para carregar e ao tentar passar pra frente os feeds ficam “pulando” enquanto cada imagem é carregada – claro que há macetes para o usuário burlar isso, mas macetes também são um saco. Você gosta quando interferem na sua experiência na web? Eu não, e isso também vale para o Reader.

Não deixe de compartilhar se for muito legal, apenas tenha cuidado.

6 – GoogleReader não é seu blog
Essa resume as outras dicas combinadamente. Se você sente que precisa muito que outros leiam sobre determinado assunto, não seja o chato do Reader compartilhando e espalhando notes indiscriminadamente. Muito menos torre a paciência no twitter.

Monte um blog, lá sim você tem o espaço e recursos necessários para explorar o assunto sem parecer um chato. Convide os amigos a lerem e se eles gostarem, irão te assinar e, vejam só, te sharear.

FIM

Não tenho mais nada pra dizer, exceto que você deve compartilhar este humilde post, de preferência com nota.


inventando moda

Terça-feira, Outubro 7th, 2008

Acho que já demorei pra falar sobre isso aqui. Além do Orientalize, inventei mais um blog temático:

O assunto da vez é Fotografia[bb]. E agora tenho uma equipe maior, junto comigo estão Adriano, Fábio, Belle, Celinho e Natalie. Já tem um conteúdo legal rolando, e fiquem ligados nos concursos que andei postando por lá.

blogcamp 2008, eu vou (fazer)

Quinta-feira, Agosto 28th, 2008

Eu me lembro claramente de ter fala do mal do BlogCamp 2007 por ser uma bagunça. Basicamente não consegui me inscrever porque o site era uma porcaria e fiquei emputecido. Entretanto não encontrei essa reclamação nos meus arquivos, então vocês vão ter que confiar na minha palavra de quem reclama.

Sabe quando você critica alguma coisa, qualquer coisa, seja filme, música, uma receita, uma placa mal colocada e sempre algum defensor babão diz “faz melhor, então”? Pois bem, ninguém me falou isso quando reclamei do BlogCamp, mas estou fazendo melhor. Quer dizer, estou fazendo, se é melhor é outro problema. Como é possível ver aqui não só irei como sou parte da produção.

Foi meio por acaso, a Lúcia precisava de uma mão com os logos em vetor e eu ajudei. E assim foi. Tudo meio correria. Claro que não será o maior evento do ano, mas eu acho interessante participar ativamente (mesmo que não tanto como algumas pessoas acreditam) de algo do qual reclamei.

Antes que digam que fui comprado pelo BlogCamp vou deixar claro que estou fazendo tudo de grátis. No meu tempinho livre ajudo como posso, como muitas coisas que faço por aí. O que ganho com isso? Não sei direito, atividade (mente vazia, casa do diabo), amigos, satisfação de participar de algo, ver pessoas contentes com o seu trabalho, esse tipo de coisa. Recomendo que todos façam isso, mesmo que de vez em quando, algo pelo prazer de fazer, de participar.

A lição aqui é, abrace seus críticos. Eles podem te ajudar muito. Agora, se o desse ano for pior do que o do ano passado, reclamem (mas não só comigo). Nos vemos no sábado.

nome próprio: uma porno-digitada

Domingo, Maio 11th, 2008

Começo declarando que não sou leitor de Clarah Averbuck, portanto não posso contrapor o filme Nome Próprio com suas obras, sejam os livros ou andanças digitais. Dito isso posso declarar com sinceridade que o filme é ruim.

Depois de uma seção cheia de carinhas conhecidas (pelo público e por mim) e desconhecidas (só por mim) nos dirigimos a um bar e o filme causou tão pouco impacto que demorou a surgir como assunto. É de minha opinião que um filme de impacto não pode esperar tanto tempo, seja ele sensacional ou uma grande porcaria. Nome próprio não é uma grande porcaria, mas que é ruim, isso é.

Em primeiro lugar, a personagem principal, Camila Lopes, é um saco. Não estou falando daquela conversa fiada de “não me identifiquei”, não preciso me identificar com um personagem para gostar dele. Camila é o tipo de personagem, que obviamente existe no mundo real, já encontrei alguns clones, que não me apetece. Concordo que isso pode ser um problema meu, e não do filme, mas considerando que o filme gira total e completamente em torno dela, fica difícil fazer uma análise objetiva.

Camila pertence à safra de adoradores de Bukowski. Filhinhos de papai que acham que a vida tem que ser muito muito louca; no melhor estilo Hunter Thompson estereotipado. Viajar muito, beber muito, transar muito e usar drogas muito. Tudo é muito, inclusive ser mala. Camila é uma mala sem alça e não posso deixar de simpatizar com todos os homens que a usam durante o filme; o triste é que no fundo mesmo é isso que ela quer.

Sua ânsia de escrever me parece sempre em segundo plano de suas loucurinhas. É uma desculpa esfarrapada para florear seus reais objetivos. Tanto que quando ela finalmente resolve escrever seu livro ela não escreve porra nenhuma, liga a picaretagem no último e manda ver. Nada de errado com isso, mas no caso de Camila saiu como hipocrisia.

Tecnicamente o filme tem seus altos e baixos. A atenção a alguns detalhes da produção são louváveis, especialmente no computador: como ela usar um sistema operacional de verdade, ter problemas de conexão, dar comandos reais no teclado e vários e-mails verossímeis. A perspectiva de dentro do monitor, mesmo que estilizada, foi um belo toque que poderia ter sido mais explorado como linguagem. Aatemporalidade foi interessante também, com tecnologias diferentes se misturando, não sei se foi intencional, mas gostei.

Já as outras personagens não possuem qualquer profundidade. Temos a amiga louquinha reprimida, a amiga conservadora que deu certo na vida, o chifrudo, o pai tosco e é claro, o nerd. Com certeza o que irá causar maior revolta. É um sujeito feio, com cara de bobo que usa óculos, tem um Nintendo 64 e aplica um “boa noite cinderella” light. Para os paranóicos a mensagem fica: “Nerds são tarados perigosos”.

Já os intermináveis momentos em que textos surgiam na tela ao som de teclas batendo dessincronizadas com o ritmo de Leandra Leal foram de uma pobreza impar. Misturar letras e imagens é uma arte delicada. Bons quadrinhistas sabem que uma deve complementar a outra, que não farão o menor sentido sozinhas. Isso vale para qualquer meio que for aplicar essa combinação. E ter a atriz teclando com o que ela escreve estampado na tela não acrescenta em nada. Se não é possível buscar imagens que complementem as palavras, coloque então as palavras num fundo preto e me poupe do barulinho chato. O poder das duas formas de comunicação ficou completamente diluído.

Com várias cenas longas demais os outros aspectos técnicos como fotografia, iluminação e edição são problemáticos. Não desmereço o esforço dos envolvidos, não sei as circunstâncias em que o filme foi produzido, mas quando há poucos recursos, a dificuldade de ser bem-sucedido é dobrada.

O ponto positivo é Leandra Leal, que apesar de ter que carregar uma mala ao longo do filme, mostra que é capaz de explorar vários estados emocionais e situações físicas. E que situações, ela fica pelada por boa parte do filme e transa muito. Na mesa do bar até questionamos se não houve uma ação real.

A sinopse do filme para mim é: Camila Lopes é uma garota acabou de ser chutada de casa depois de trair o namorado. Ela entra em um mundo de cerveja quente, anfetaminas e muita putaria. Com uma boca suja de dar vergonha, ela deposita sua mente em um blog. Ou seja, é uma pornô-chanchada com um vocabulário mais amplo.

não ao bloqueio

Quarta-feira, Abril 16th, 2008