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mafra in hell
Nada de inferno astral, isso é bobagem pura. Vai ter sim balada, ao menos em BH, aqui em SP ainda não resolvi o que fazer.
Discotecagem na Mary In Hell, de meu querido Fael. Começo a tocar 23:30, não se atrasem pois não tocarei a noite inteira.
surtos literários
Sou um péssimo leitor, demoro horrores pra terminar um livro e leio vários ao mesmo tempo misturado com quadrinhos e revistas. Hoje conclui que os livros que leio mais rápido (que demoram umas duas semanas) são justamente os livros que eu não planejo ler, que por algum impulso ou apenas para ter algo pra ler eu pego emprestado e acabo ficando preso.
Foi o caso do livro que terminei de ler hoje cedo quando voltei de BH, “O Dia em que o cão morreu”, do Daniel Galera; que conheci pessoalmente numa seção de autógrafos do livro novo em que fui obrigado a dizer que não tinha nenhum livro dele, apenas lia emprestado da namorada, para quem os autógrados eram afinal.
No fim das contas é um livro bem rápido e gostoso de ler, e o personagem central é, apesar de nulo em vários aspectos, bem interessante, e me identifiquei especialmente com seu talento para nomear cachorros e admissão de que não sabe ler direito.
para o alto e avante
Este sou eu escalando um paredão. O mais alto que já escalei (não que tenha escalado muitos). Resultou em dores musculares profundas sentidas até hoje.
Outro feriado em BH. Encerrado com escalada e katamari damacy na casa do Colchão.
Próximo feriado: Mi em SP. Liguem-me e vamos sair!
jogo dos 7 erros
Se você é de BH, esteve recentemente no bar do Gibi e se deparou com um postal da festa CENSURADA todo rabiscado, quem rabiscou fui eu. Sinto um certo desdém pelo CENSURADO e sua companheira CENSURADA (e o fato de já terem me perguntado várias vezes se eu sou ele não ajuda).
CENSURADA é uma relaxada. Ela é uma designer badaladinha em BH, e tem bastante envolvimeto na noite mineira. Entretanto, apesar de alguns momentos de inspiração, ela sempre se envolve em erros crassos de falta de atenção, falta de esmero, falta de consistência, falta de conceituação e sobra de arrogância.
Paralelamente trabalho em um pequeno escritório que lida com clientes grandes e agências grandes. Uma em particular (puxa, será que um dia mencionarei seu nome aqui?) é bastante confusa. Essa semana em particular tive que fazer um projeto que foi e voltou varias vezes por problemas de decisão e hierarquia da agência, que pouco ou nada tinham a ver com a minha capacidade de realizar o trabalho.
No longo tempo que fiquei sem trabalhar realmente na área de design, e também no começo desse emprego me questionei muito. Ficava me perguntando se eu realmente sabia o que estava fazendo, se eu tenho algum talento ou disciplina necessários na área. E honestamente ainda não sei, o que me orgulho é da minha consistência e ética, e da constante necessidade de fazer algo embasado.
Independente disso o que mais me revoltou em toda essa questão foi o fato de que eu fiz o meu trabalho bem constantemente, mas tinha que refazê-lo pois desde o primeiro momento ele saiu da agência confuso e mal acabado. Tentei apenas manter a consistência que achei necessária para que tudo ficasse coeso. Mas nada disso adianta quando aqueles que estão “acima” colocam o carro na frente dos bois. E que autoridade eles tem de questionar minha dedicação e qualidade se o nível de excelência exigido de mim é muito maior do que o exigido deles mesmos?
Por isso creio que na verdade minha implicância com CENSURADA é valida, e pretendo continuar com o Jogo dos 7 erros até que eu encontre algo que realmente me satisfaça.
Da agência, além de serviços constantes, eu pelo menos ganhei um elogio pela qualidade e agilidade do trabalho. Ainda bem que alguém reconhece que sou bom.
meu amigo playstation
Depois da Mi, que é minha namorada e portanto, au concour, meu melhor amigo chama-se PlayStation 2. Mesmo com ela morando longe, é a pessoa com quem mais interajo, converso e me divirto, e depois dela, vem o PS2 (com o qual obviamente não converso, apenas xingo esporadicamente).
Antes de julgarem-me, não pensem que troquei meus amigos pelo PS2, eu fiquei sem o anterior antes de adquirir o posterior.
Em BH tenho alguns grupos de amigos, mais notadamente dois: Os Canastras e o Pendragon. Duas pontas em uma linha do tempo de 10 anos. Uma linha com altos e baixos, participações especiais e protagonistas diversos, mas uma linha sem qualquer falha.
Quando voltei a morar em São Paulo, continuei com inúmeros amigos mineiros. Em contrapartida, em SP passei um longo inverno, digno de Nárnia, sem rumo fraternal. Tinha conhecidos com os quais interagia espóradicamente, e um colégio inteiro que me ignorava completamente.
Batalhei mas conseguiu arrebatar algumas amizades muito boas, e um grupo à moda mineira até surgiu. Não tinha nome, mas chamarei aqui de Daltonettes. Mas o tempo passou e o grupo se dissolveu, eu arrumei dois namoros e parei de investir o quanto deveria nas supramencionadas amizades.
Ainda tenho sim um grupo de pessoas que gosto muito e encontro bastante. Mas eles estão englobadas por um grupo maior com o qual falo pouco e encontro menos ainda, e sinto falta. Não por uma razão maior do que simplesmente me fazerem boa companhia.
Assim, perco os filmes que entram em cartaz, pois não quero ser o chato que liga sempre, mais uma vez retrocedendo aos 17 anos, e alimento uma tola esperança de que irão me ligar. Puxa, mal consigo lembrar da última vez que me ligaram para um programa, ou quando fui numa balada. Não gosto de ir ao cinema sozinho, logo, fico em casa jogando Grand Turismo.

