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abóbora night

Outubro 27, 2009

Este é um anúncio de interesse semi-público.

Na próxima sexta-feira estarei brevemente revivendo minha carreira de DJ (sim, pra quem não sabe, já comandei as pistas) na festa Abóbora Night. Estou elaborando o set e prometo destruir seus ouvidos. Além de mim estarão regendo o som os célebres Andréa Hiranaka, Flávia Durante e Hector Lima.

Abóbora Night!

TEMA: Heróis e Vilões (vale filme, quadrinho, desenho animado, tv, livros, novela – TUDO!)

Discotecagem: Hector Lima, Flávia Durante, Andrea Hiranaka, Fmafra

Dia: 30/10
Hora: 23h30 às 5h50!
Entrada: R$40,00 – antecipado até o dia 28.10 depois só na porta por R$55,00
Av. Paulista 900 – [ mapa ]
Estacionamento com Manobrista e elevador para a festa com entrada pela Rua São Carlos do Pinhal, 303

Quer vir pra festa? Mande email para aboboranight@gmail.com com seu nome, telefone e RG.
GARANTA seu ingresso antes!

Twitter: @aboboranight
Blog: aboboranight.wordpress.com
Guarde no Facebook [ event link ]

Importante: Não sou um dos organizadores. Para maiores detalhes e aquisição de ingressos, favor mandar e-mail para: aboboranight@gmail.com.

IMGP4237

prova de que já "ataquei" de DJ

muito, muito, além dos quadrinhos

Setembro 22, 2009

É com grande prazer que aviso que o livro Muito Além dos Quadrinhos acaba de sair do prelo. Em tempo para o lançamento no próximo sábado, dia 26.

lançamento MUITO ALÉM DOS QUADRINHOS

flyer auto-promocional, com ilustração da Naomi Covacs

A lista completa dos artigos:

  • Margarida[bb] no Brasil: retrato de uma mulher pós-moderna, de Agda Dias Baeta;
  • A história em quadrinhos e a imagem como informação: a coexistência da ficção e da realidade, de Alexandre Barbosa;
  • Heróis no Brazil[bb]: uma (des)caracterização do espaço geográfico brasileiro, de Angela Rama; 
  • Um encontro de grafismos nos Pampas: breve histórico das histórias em quadrinhos na Argentina, de Eloar Guazzelli; 
  • Batman[bb] de Beethoven[bb]: um olhar sobre as adaptações televisivas do Homem-Morcego, de Fernando de Oliveira Mafra; 
  • O caipira de todos nós: a construção do sentido de um tipo brasileiro nos quadrinhos, de Gêisa Fernandes D´Oliveira; 
  • O uso da gíria nas histórias em quadrinhos, de Paulo Ramos; 
  • Influências religiosas e sobrenaturais nos quadrinhos nacionais de terror, de Túlio Vilela; 
  • Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais, de Waldomiro Vergueiro.
muitoalem

aqui, a capa

Veja nota no Omelete e no UniversoHQ

Compareçam:

Sábado, 26 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP [mapa]

pixelshow – be there, or be square

Agosto 20, 2009

Caros leitores interessados em Design. Em outubro teremos mais uma edição do PixelShow, e estarei lá. Querendo pagar mais barato, estou formando um grupo, já que assim rola um desconto.

Por isso, se estiver interessado, siga este link e preencha o formulário. Já tenho cinco interessados, mas se atingirmos dez o desconto será maior.

E eu realmente acho que você deveria ir, e contar pros seus amigos também.


muito além dos quadrinhos

Agosto 5, 2009

Fazemos um break da nossa programação reclamona normal para um anúncio especial

Muito Além dos Quadrinhos é o título do livro do qual participo com o artigo Batman[bb] de Beethoven. Isso mesmo, mashup de Batman e música erudita – na verdade uma tentativa de fazer um título intrigante e poético.

Batman and Batgirl

Pra quem nunca me ouviu falar dessa história que levou anos para ser concluída, trata-se de um artigo sobre as adaptações para a televisão do homem-morcego. Faz tanto tempo que escrevi que não me lembro de muitos detalhes, mas gosto de pensar que ele serve para discutir adaptações em geral.

Outros pesquisadores de quadrinhos muito mais graduados que eu também participam com ótimos artigos discutindo vários temas relacionados a quadrinhos.

Teremos lançamento em setembro, ainda há tempo. Irei refrescar a memória de todos, mas estou postando agora apenas como marco. Se já quiserem adicionar em suas agendas, por favor:

Sábado, 19 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP

update:
Sábado, 26 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP

And Now for Something Completely Different

a internet é o diabo até você fazer um pacto

Junho 22, 2009

ou Petrobrás patrocina show do Metallica em Teerã

As notícias da crise dos jornais nos EUA e no Reino Unido continuam saindo. Não passa uma semana sem que um jornal esteja a beira da falência, até o New York Times está com problemas. Com jornais parando as máquinas indefinidamente, um culpado logicamente é preciso ser encontrado.

E como todo mal dos anos 2000, o culpado é a internet. Serviços como Google e Huffington Post recebem acusações de terem seu dedo fundo na ferida dos jornais e estarem contribuindo ativamente com suas mortes; por estarem apenas repassando conteúdo de propriedade dos jornais. Blogueiros, twitteiros e outros “eiros” da web também recebem parte da culpa.

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Para as redes sociais e outros tipos de geração de conteúdo colaborativo a acusação é mais grave: Não estão apenas roubando a atenção dos meios tradicionais (não só jornais mas também rádio e TV), como estão fazendo isso com um conteúdo de “qualidade não comprovada”.

São duas acusações básicas espalhadas a esmo:

  • Copiar seu conteúdo e passar pra frente
  • Produzir conteúdo porcaria, porque você não tem diploma é profissional e não tem uma instituição de renome por trás

E então veio a crise no Irã. E o fim da obrigatoriedade do diploma. E aconteceu isso aqui com a imprensa e os jornalistas:

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De repente, jornalistas não podem mais fazer seu trabalho e são impedidos de reportarem, com ameaças às suas vidas. Aparentemente segundo o governo do Irã, jornalistas não produzem conteúdo de “qualidade comprovada”. E quem ajuda? Exatamente, as mídias sociais. Aquelas mesma que estavam roubando a atenção dos jornais com conteúdo porcaria. Agora estão ajudando a alimentá-los. De repente o Twitter é o herói. Com seu novo canal, CitizenTube, o YouTube é praticamente vanguardista. Sem essas ferramentas, inúmeros protestos não seriam organizados e nós jamais saberíamos o que está acontecendo, apenas boatos.

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Notícia de qualidade comprovada segundo o governo Iraniano

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o pau comendo

Para o break, vamos ao mundo da música, lá em 2000:

Lembram disso? Eu lembro, com um gosto bem amargo na boca. Agora o Metallica disponibiliza shows em um site dedicado a isso, que requer um arcaico cadastro para download ao invés de fazer um streaming com opção de download. E ainda por cima, Lars Ulrich, a estrela do vídeo acima tenta sair por cima da carne seca como visionário do conteúdo gerado por usuário:


“This is the next logical step in a process that began back in 1991 when we first implemented the ‘Taper Section’ at our shows, where the fans were encouraged to bring in their own gear to record the show, and then take home their very own ‘bootleg’ of the concert they had just seen.

Infelizmente a idéia dele não é criar uma comunidade onde fãs possam trocar vídeos e áudio dos shows a vontade em adição ao conteúdo oficial. E sim fazer com que os fãs parem de gravar e vão ao site comprar o material oficial (a partir de US$9.95, pelo MP3).

“This technology will enable our fans to get the best possible recording of the show, without having to hold a microphone in the air for the entire night!”

Revolucionário, não? Também, o que esperar de uma banda que tem um site pior que uma página de MySpace e com gifs animados?

No universo musical há bandas muito mais espertas que isso que conseguem usar bem a internet a seu favor e a favor dos fãs. De cabeça vêm Radiohead e Nine Inch Nails. E eles são tão bons que nem vou postar links, gente foda não precisa de link, é só googlar.

Apagando incêndio com petróleo

Ao divulgar na íntegra perguntas e respostas de entrevistas feitas a ela, a Petrobrás bem que tentou usar a internet a seu favor de uma maneira simples e ao mesmo tempo inovadora. Ao menos para os padrões da imprensa brasileira. Longe de mim defender corporações, elas têm defesa o suficiente. Mas, acuada, acreditando que o “furo” ainda é seu maior trunfo, a imprensa esperneou tanto que a petrolífera acabou cedendo parcialmente e só irá publicar a informação depois da publicação no respectivo veículo. Numa época em que um celular é ferramenta de notícias, acreditar que furo é um trunfo é dar tiro no pé.

remember the hudson

remember the hudson

Uma entrevista é um acordo. O entrevistado tem tanto direito a divulgar as perguntas e respostas quanto o entrevistador. Nas poucas entrevistas que dei, fiz questão de gravar por completo, para no caso de me sentir prejudicado, ter os meios de me defender. Claro que minha imagem já não é lá essas coisas, então não senti a necessidade de colocar a tática em prática.

O que importa é o papel

Enquanto os veículos em si vêem sua hegemonia ameaçada; jornalistas crêem que estarão no olho da rua até o fim da semana -- em especial agora que no Brasil não é preciso diploma para exercer a profissão de jornalismo. O Estadão começou uma nova campanha, que apesar de ter um principio interessante e positivo, cai na mesmice ao fazer jogos semânticos dizendo separando informação de conhecimento:

Curioso ver o contraponto entre o sujeito usando a internet para adquirir “informação” e o outro pegando um diploma para adquirir “conhecimento”. Isso cai como uma luva para os jornalistas e estudantes de jornalismo que ainda dizem que o valor está no papel que eles receberam, não o que eles produzem. Se conhecimento fica, vale lembrar outra campanha do Estadão, essa, bem menos positiva:

Eu não tenho nada contra jornalistas ou seus diplomas. Gostaria inclusive de dar-lhes as boas-vindas, agora que se juntaram a mim em uma das inúmeras classes onde diploma universitário não é exigido. Eu sou a favor é de trabalho bem-feito. Vou dar uma dica: É assim que vencemos os não-diplomados que só fazem porcaria. Os não-diplomados que fazem um bom trabalho merecem um grande parabéns. E os diplomados que fazem porcaria que por favor se retirem.

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Prelo digital

A transição de um negócio “tradicional” para um modelo que comporte a internet me parece ser composta dos seguintes passos:

  1. A internet está acabando com meu negócio/emprego
  2. Vou processar/protestar contra a internet
  3. Não adianta, são muitas pessoas/entidades
  4. Essa internet não vai embora mesmo, né?
  5. Ok, vou fazer negócio com essa tal de internet

Inúmeros negócios de comunicação, cultura, informação e produção estão lutando com essa adaptação. Em diferentes estágios. E sempre o que causa mais barulho é o segundo, mas o que dá menos retorno. De maneira nenhuma é uma transição fácil, se fosse, todos viveríamos na Alegrolândia digital. Embora muitos estejam, não é trabalho do usuário ou do consumidor descobrir o caminho. É sim do produtor, de acordo com a demanda do usuário.

O caso do Irã é curioso pois o fornecedor se tornou o consumidor e repassador. Segundo os defensores do diploma, absolutamente nada que eles dizem ou gravam tem valor como conhecimento. E pela lógica de Ulrich, eles estão roubando o que é dos twitteiros por direito, um abuso.

Tentei encontrar o texto em que Arianna Huffington diz que o que importa não é salvar jornais, mas sim jornalismo. Vocês terão que confiar em mim. E não poderia concordar mais. Não importa o meio ou formato que a informação toma, desde que seja passada adiante.

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Parto então com uma citação de Huffington no Weeby Awards:

“i didn’t kill newspapers, ok?”