Caros leitores interessados em Design. Em outubro teremos mais uma edição do PixelShow, e estarei lá. Querendo pagar mais barato, estou formando um grupo, já que assim rola um desconto.
Por isso, se estiver interessado, siga este link e preencha o formulário. Já tenho cinco interessados, mas se atingirmos dez o desconto será maior.
E eu realmente acho que você deveria ir, e contar pros seus amigos também.
Fazemos um break da nossa programação reclamona normal para um anúncio especial
Muito Além dos Quadrinhos é o título do livro do qual participo com o artigo Batman de Beethoven. Isso mesmo, mashup de Batman e música erudita – na verdade uma tentativa de fazer um título intrigante e poético.
Pra quem nunca me ouviu falar dessa história que levou anos para ser concluída, trata-se de um artigo sobre as adaptações para a televisão do homem-morcego. Faz tanto tempo que escrevi que não me lembro de muitos detalhes, mas gosto de pensar que ele serve para discutir adaptações em geral.
Outros pesquisadores de quadrinhos muito mais graduados que eu também participam com ótimos artigos discutindo vários temas relacionados a quadrinhos.
Teremos lançamento em setembro, ainda há tempo. Irei refrescar a memória de todos, mas estou postando agora apenas como marco. Se já quiserem adicionar em suas agendas, por favor:
Sábado, 19 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP
update:
Sábado, 26 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP
As notícias da crise dos jornais nos EUA e no Reino Unido continuam saindo. Não passa uma semana sem que um jornal esteja a beira da falência, até o New York Times está com problemas. Com jornais parando as máquinas indefinidamente, um culpado logicamente é preciso ser encontrado.
E como todo mal dos anos 2000, o culpado é a internet. Serviços como Google e Huffington Post recebem acusações de terem seu dedo fundo na ferida dos jornais e estarem contribuindo ativamente com suas mortes; por estarem apenas repassando conteúdo de propriedade dos jornais. Blogueiros, twitteiros e outros “eiros” da web também recebem parte da culpa.
Para as redes sociais e outros tipos de geração de conteúdo colaborativo a acusação é mais grave: Não estão apenas roubando a atenção dos meios tradicionais (não só jornais mas também rádio e TV), como estão fazendo isso com um conteúdo de “qualidade não comprovada”.
São duas acusações básicas espalhadas a esmo:
Copiar seu conteúdo e passar pra frente
Produzir conteúdo porcaria, porque você não tem diploma é profissional e não tem uma instituição de renome por trás
E então veio a crise no Irã. E o fim da obrigatoriedade do diploma. E aconteceu isso aqui com a imprensa e os jornalistas:
De repente, jornalistas não podem mais fazer seu trabalho e são impedidos de reportarem, com ameaças às suas vidas. Aparentemente segundo o governo do Irã, jornalistas não produzem conteúdo de “qualidade comprovada”. E quem ajuda? Exatamente, as mídias sociais. Aquelas mesma que estavam roubando a atenção dos jornais com conteúdo porcaria. Agora estão ajudando a alimentá-los. De repente o Twitter é o herói. Com seu novo canal, CitizenTube, o YouTube é praticamente vanguardista. Sem essas ferramentas, inúmeros protestos não seriam organizados e nós jamais saberíamos o que está acontecendo, apenas boatos.
Notícia de qualidade comprovada segundo o governo Iraniano
o pau comendo
Para o break, vamos ao mundo da música, lá em 2000:
Lembram disso? Eu lembro, com um gosto bem amargo na boca. Agora o Metallica disponibiliza shows em um site dedicado a isso, que requer um arcaico cadastro para download ao invés de fazer um streaming com opção de download. E ainda por cima, Lars Ulrich, a estrela do vídeo acima tenta sair por cima da carne seca como visionário do conteúdo gerado por usuário:
“This is the next logical step in a process that began back in 1991 when we first implemented the ‘Taper Section’ at our shows, where the fans were encouraged to bring in their own gear to record the show, and then take home their very own ‘bootleg’ of the concert they had just seen.“
Infelizmente a idéia dele não é criar uma comunidade onde fãs possam trocar vídeos e áudio dos shows a vontade em adição ao conteúdo oficial. E sim fazer com que os fãs parem de gravar e vão ao site comprar o material oficial (a partir de US$9.95, pelo MP3).
“This technology will enable our fans to get the best possible recording of the show, without having to hold a microphone in the air for the entire night!”
Revolucionário, não? Também, o que esperar de uma banda que tem um site pior que uma página de MySpace e com gifs animados?
No universo musical há bandas muito mais espertas que isso que conseguem usar bem a internet a seu favor e a favor dos fãs. De cabeça vêm Radiohead e Nine Inch Nails. E eles são tão bons que nem vou postar links, gente foda não precisa de link, é só googlar.
Apagando incêndio com petróleo
Ao divulgar na íntegra perguntas e respostas de entrevistas feitas a ela, a Petrobrás bem que tentou usar a internet a seu favor de uma maneira simples e ao mesmo tempo inovadora. Ao menos para os padrões da imprensa brasileira. Longe de mim defender corporações, elas têm defesa o suficiente. Mas, acuada, acreditando que o “furo” ainda é seu maior trunfo, a imprensa esperneou tanto que a petrolífera acabou cedendo parcialmente e só irá publicar a informação depois da publicação no respectivo veículo. Numa época em que um celular é ferramenta de notícias, acreditar que furo é um trunfo é dar tiro no pé.
remember the hudson
Uma entrevista é um acordo. O entrevistado tem tanto direito a divulgar as perguntas e respostas quanto o entrevistador. Nas poucas entrevistas que dei, fiz questão de gravar por completo, para no caso de me sentir prejudicado, ter os meios de me defender. Claro que minha imagem já não é lá essas coisas, então não senti a necessidade de colocar a tática em prática.
O que importa é o papel
Enquanto os veículos em si vêem sua hegemonia ameaçada; jornalistas crêem que estarão no olho da rua até o fim da semana -- em especial agora que no Brasil não é preciso diploma para exercer a profissão de jornalismo. O Estadão começou uma nova campanha, que apesar de ter um principio interessante e positivo, cai na mesmice ao fazer jogos semânticos dizendo separando informação de conhecimento:
Curioso ver o contraponto entre o sujeito usando a internet para adquirir “informação” e o outro pegando um diploma para adquirir “conhecimento”. Isso cai como uma luva para os jornalistas e estudantes de jornalismo que ainda dizem que o valor está no papel que eles receberam, não o que eles produzem. Se conhecimento fica, vale lembrar outra campanha do Estadão, essa, bem menos positiva:
Eu não tenho nada contra jornalistas ou seus diplomas. Gostaria inclusive de dar-lhes as boas-vindas, agora que se juntaram a mim em uma das inúmeras classes onde diploma universitário não é exigido. Eu sou a favor é de trabalho bem-feito. Vou dar uma dica: É assim que vencemos os não-diplomados que só fazem porcaria. Os não-diplomados que fazem um bom trabalho merecem um grande parabéns. E os diplomados que fazem porcaria que por favor se retirem.
Prelo digital
A transição de um negócio “tradicional” para um modelo que comporte a internet me parece ser composta dos seguintes passos:
A internet está acabando com meu negócio/emprego
Vou processar/protestar contra a internet
Não adianta, são muitas pessoas/entidades
Essa internet não vai embora mesmo, né?
Ok, vou fazer negócio com essa tal de internet
Inúmeros negócios de comunicação, cultura, informação e produção estão lutando com essa adaptação. Em diferentes estágios. E sempre o que causa mais barulho é o segundo, mas o que dá menos retorno. De maneira nenhuma é uma transição fácil, se fosse, todos viveríamos na Alegrolândia digital. Embora muitos estejam, não é trabalho do usuário ou do consumidor descobrir o caminho. É sim do produtor, de acordo com a demanda do usuário.
O caso do Irã é curioso pois o fornecedor se tornou o consumidor e repassador. Segundo os defensores do diploma, absolutamente nada que eles dizem ou gravam tem valor como conhecimento. E pela lógica de Ulrich, eles estão roubando o que é dos twitteiros por direito, um abuso.
Tentei encontrar o texto em que Arianna Huffington diz que o que importa não é salvar jornais, mas sim jornalismo. Vocês terão que confiar em mim. E não poderia concordar mais. Não importa o meio ou formato que a informação toma, desde que seja passada adiante.
Parto então com uma citação de Huffington no Weeby Awards:
Acabo de voltar de uma pré-estréia de Exterminador do Futuro: A Salvação, cortesia do Wal-Mart e do @inagaki. E é dificil falar do filme sem dar spoilers ou sem discorrer tanto sobre as coisas que eu não gosto e acabar espantando alguém.
Não há como não comparar este filme aos anteriores, afinal, é uma série. E Salvação tem um fardo grande para carregar. Ele possui uma característica que foi explorada brevemente em Star Trek: Ser ao mesmo tempo uma seqüencia e um prequel. Em Star Trek foi um detalhe importante para dar base à trama, sem o qual o filme não serviria aos anteriores. Já em Salvação, essa característica deveria ser seu foco principal, não apenas da trama em si, mas do tom geral do filme.
O passado dos filmes anteriores está no futuro, futuro que nos foi prometido ver em a Salvação. E este é o fardo. Ouvimos tanto falar sobre Skynet, o Dia do Julgamento e o horror propagado pelos Exterminadores que é impossível não termos expectativas. E devo dizer que o filme não preenche todo este vazio.
Temos sim sequências de ação muito boas e algumas das máquinas conseguem criar um grande senso de perigo iminente. E temos até alguns Transforminators:
Mas para por ai. O filme obviamente muda de rumo de repente, abandonando a trama que estava construindo em torno de Marcus Wright e Kyle Reese para se concentrar no John Connor de Christian Bale. Que para um futuro líder de resistência não é dos mais brilhantes. Tampouco são brilhantes seus chefes e seu principal antagonista: Skynet. Levando a um final manjado beirando o abismal.
Enquanto Sam Worthington (Marcus) e Anton Yelchin (Reese) se esforçam com o pouco que o roteiro lhes dá; Bale parece não ligar muito, e quando abre a boca sempre sai Batman ou xlique. Somos brindados por personagens secundários que não significam nada, vilões que explicam sua trama antes da hora em uma cena digna de Matrix, e até mesmo uma pirralha superdotada (muito obrigado, Sexto Sentido). A edição é fraca e não há um bom ritmo, momentos que deveriam ser carregados de emoção, como o encontro de Connor e Reese não têm qualquer peso no filme.
Mas de fato há Salvação. Os efeitos são impressionantes, e trazem o Governator ao filme (mesmo que bem fake). Embora não façam um bom filme, vários detalhes para os fãs da série estão presentes para serem destrinchados. E para o horror de Bale a fotografia é um dos pontos fortes do filme. Acaba sendo um filme divertido, mas nada mais, não é uma desgraça como Wolverine, vale a pena assistir, mas não é nenhum Star Trek.
Creio que os melhores frutos do filme sejam o remix BaleOut e o clipe do Nine Inch Nails trailer:
Este é meu post que irá acabar com a internet para sempre. Ele é pesadinho, tem muitos temas polêmicos, imagens bombásticas e vídeos reveladores. Sei que meus leitores são compostos pela nata da web, por isso não tenho dúvidas que irão entender o sarcasmo da primeira parte. Isso de lado, o post é bem sério, portanto preparem-se para:
A Inclusão Digital
A idéia de que a Inclusão Digital é uma praga que deve ser combatida está mais que presente. Ela é feia, mal feita e inconveniente. Afinal dá super-poderes aos pobres, basicamente. Gente que nem tem dinheiro pra comprar algo melhor que um Monza 85 pode comprar um computador, e um computador é muito mais perigoso que um monza 87. Todos sabemos que pobres não merecem super-poderes. Não é mesmo? Não fosse pela Inclusão, não estaríamos sujeitos a tais atrocidades:
sabia que guardar essa foto teria uma utilidade futura
Ah, me desculpem! LOLcats e pôsteres (des)motivacionais são geniais! São inteligeníssimos! Engraçadíssimos! E o sujeito que conseguiu juntar esses dois fênomenos eruditos da nossa era merece o Nobel da Internet.
Deixando os gringos geniais de lado e voltando aos pobres ignorantes. Além dos exemplos acima, somos obrigados a aturar interferências inomináveis em nosso dia-a-dia de alto invel intelectual, tais como:
Comentários ingnorantes em nossos blogs
E-mails de contato sem o menor sentido
Powerpoints com imagens cretinas
Vídeos enviados por email
Fotologs
Emos Chilenos
Pedidos de suporte técnico pelo MSN
E o pior de todos de longe: A Orkutização do Twitter, também conhecida como o “Apocalipse da Era Pós-Moderna”.
Afinal, o Twitter é o ápice comunicativo do homo sapiens. Manipular essa fenomenal ferramenta não é para qualquer um. A carga intelectual contida em 140 caracteres é profunda demais para o proletariado. Eles vão estragar nossa amada ferramenta. Como habitantes de favelas irão compreender a profundidade de conceitos complexos como hashtags e memes? Jamais poderiam colaborar beneficamente para o twitter, é necessário nivel universitário para bolar algo genial assim:
lindo, não?
O meme
Já cansei de ver em twitters, blogs e em conversas ao vivo declarações como: “estou lançando um novo meme” ou, “me mandaram este meme” e coisas do tipo. Obviamente quem fala esse tipo de baboseira não tem a menor idéia do que significa meme.
Um meme, termo cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se.
Como vejo sendo usado por ai o termo significa basicamente “corrente”. Acha que estou inventando? Veja este post da Elisa Mafra (tá, mencionei um nome, mas está tudo em família). Qual a diferença entre ele e aqueles longos e-mails questionários que corriam em listas de discussão há 8 anos? Ou os jogos cretinos de comunidades do Orkut e comentários do Youtube?
Memes não são joguinhos, correntes ou personagens, por mais divertidos que sejam. São conceitos, idéias, frases, melodias. Não são fenômenos exclusivos da internet ou de qualquer meio. Posso estar enganado, mas até o bom e velho “leite com manga faz mal” poderia ser considerado um meme. Não há como forçar um, ou dizer “estou te passando este meme”.
Claro que a internet facilita muito a disseminação de memes, um dos maiores exemplos confirmados está neste link. E um dos meus favoritos pessoais é All Your Base Are Belong to Us:
Os dias que não acabam
Ontem, que foi o Dia da Toalha, travei o seguinte e breve diálogo no MSN:
(amiga anonima)
parabéns pelo seu dia Fernando Mafra
eu não sou toalha
Fiquei sabendo que era o tal do Geek Pride Day só ontem. Desde que me entendo por nerd, hoje é Dia da Toalha. E ainda emendei:
quem é nerd mesmo celebra o dia da toalha
nerd não se celebra, é humilde
Ou como @rafaelxy resumiu melhor em menos de brilhantíssimos 140 caracteres:
E já que é pra aloprar, ontem também foi Star Wars day. E deve ter sido inúmeros outros days. Toda semana tem um day novo na web.
De volta ao meme
E aí está a questão. Todos querem bolar um dia novo. Talk Like a Pirate Day, #cartoonday, #fakeday e sabe-se lá mais quantos. Todo mundo gritando e criando barulho tentando inventar um novo meme, pelo menos segundo sua definição própria de meme -- mesmo que não saiba disso.
O conceito de meme é um ótimo exemplo para derrubar essa noção de que a Inclusão Digital é algo ruim. Claro que muitos, como eu fiz acima, estão tirando um sarro quando esculacham a Inclusão -- sinceramente não creio que ninguém que eu conheça sinceramente sinta que a Inclusão Digital é de fato algo ruim. Mas as piadinhas cansam, e como no caso do racismo e da homofobia creio que para outros tantos a piada tem uma pitada de verdade.
Não que eu seja contra as piadas, pseudo-memes eventos ou jogos internéticos. Alguns são de fato divertidos, e participo. Outros nem tanto. E alguns são simplesmente imbecis e com um alto potencial de dar merda. O que me incomoda é o auto-posicionamento como “elite” em detrimento dos “pobres ignorantes” que habitam o Orkut. Como disse bem @marcogomes:
Lembro-me de uma conversa com uma professora do Ensino Fundamental. Ela lecionava em uma escola pública da periferia e uma privada de alto-padrão, daquelas que a Veja São Paulo gosta de mostrar na capa. Um dia, curiosos, os alunos particulares lhe perguntaram o que seus equivalentes da periferia faziam em seu dia-a-dia. Algo nobre, não fosse o tom de deboche embutido na pergunta -- como quando você pergunta para um fã de Naruto porque ele tem aquela faixa cretina na testa. A resposta da professora foi simples: “O mesmo que vocês. Assistem novela, faustão, vão a festinhas e ouvem pagode.”
Antes de nos colocarmos por cima da carne seca, melhor pensar um pouco, não? Afinal, podemos estar por cima da merda, isso sim:
O problema na Inclusão digital não está na parte inclusiva, e sim na parte excludente. Pessoas que desmerecem ou excluem algo simplesmente por ser fruto daquilo que elas consideram ser a tal inclusão. A falta de educação apropriada, nas duas pontas do espectro.
Problemas “da internet” geralmente são problemas pré-existentes. Mas como todo tipo de informação eles apenas são mais visíveias agora. E confrontada com eles, a elite pseudo-intelectual fica enojada ao invés de tomar qualquer atitude para reverter. E nisso incluo todos os fenômenos colaborativos/sociais dos quais ouço reclamações mesquinhas: Wikipedia, Twitter, Orkut, Youtube, Blogs, etc e tal.
Twitteiros elitistas torcem o nariz para usuários de Orkut enquanto se esbaldam na Wikipedia. Mas se esquecem que acadêmicos torcem o nariz e muito mais para eles. Não que os acadêmicos estejam certos, muito pelo contrário.
Mas os web-elitistas se comportam de maneira cretina e inconsistente, enfraquecendo o poder das ferramentas, desmerecendo o comportamento de uns enquanto consideram o seu indispensável -- na mesma linha da classe média paulistana: Para o web-elitista, o Orkut é como um ônibus e o Twitter como um carro. O ônibus é algo feio, pesado e nojento que pode até ser útil para muita gente, mas como não é útil para ele só está atrapalhando sua experiência na web. E ai de seus usuários se resolverem comprar um carrinho ou uma moto, quanto mais criar uma conta no Twitter!
A desculpa é que os web-elitistas “sabem” como usar a ferramenta propriamente. E quem disse que a escurraçada @vinhaa não sabe usar o Twitter? Ela não pode aprender? Ninguém pode mostrar? Imaginem se ao cometer um erro em uma prova o aluno ouvisse de seu professor: “Você não sabe porra nenhuma. Fora da minha sala” -- grande progresso para todos, não é mesmo?
Mas nem tudo é má notícia. Afinal, todos os que odeiam Orkut mas adoram #days podem celebrar pois de fato estão exercitando e alimentando um meme: O de que a Inclusão Digital é uma merda. Parabéns, vocês não ensinaram nada para a @vinhaa mas estou aqui demonstranto pra vocês como contribuiram para um meme.
Claro que posso estar completamente errado em minhas críticas. Por isso vou me proteger com um vídeo de Richard Dawkings, totalmente fora de contexto:
Blog longform de Fernando Mafra. Se quiser saber mais sobre mim, visite fmafra.com. Lá você encontra meu feed completo e links para meus perfis em redes sociais e outros sites.