o meme da da inclusão digital do meme
Este é meu post que irá acabar com a internet para sempre. Ele é pesadinho, tem muitos temas polêmicos, imagens bombásticas e vídeos reveladores. Sei que meus leitores são compostos pela nata da web, por isso não tenho dúvidas que irão entender o sarcasmo da primeira parte. Isso de lado, o post é bem sério, portanto preparem-se para:
A Inclusão Digital
A idéia de que a Inclusão Digital é uma praga que deve ser combatida está mais que presente. Ela é feia, mal feita e inconveniente. Afinal dá super-poderes aos pobres, basicamente. Gente que nem tem dinheiro pra comprar algo melhor que um Monza 85 pode comprar um computador, e um computador é muito mais perigoso que um monza 87. Todos sabemos que pobres não merecem super-poderes. Não é mesmo? Não fosse pela Inclusão, não estaríamos sujeitos a tais atrocidades:
Ah, me desculpem! LOLcats e pôsteres (des)motivacionais são geniais! São inteligeníssimos! Engraçadíssimos! E o sujeito que conseguiu juntar esses dois fênomenos eruditos da nossa era merece o Nobel da Internet.
Deixando os gringos geniais de lado e voltando aos pobres ignorantes. Além dos exemplos acima, somos obrigados a aturar interferências inomináveis em nosso dia-a-dia de alto invel intelectual, tais como:
- Comentários ingnorantes em nossos blogs
- E-mails de contato sem o menor sentido
- Powerpoints com imagens cretinas
- Vídeos enviados por email
- Fotologs
- Emos Chilenos
- Pedidos de suporte técnico pelo MSN
E o pior de todos de longe: A Orkutização do Twitter, também conhecida como o “Apocalipse da Era Pós-Moderna”.
Afinal, o Twitter é o ápice comunicativo do homo sapiens. Manipular essa fenomenal ferramenta não é para qualquer um. A carga intelectual contida em 140 caracteres é profunda demais para o proletariado. Eles vão estragar nossa amada ferramenta. Como habitantes de favelas irão compreender a profundidade de conceitos complexos como hashtags e memes? Jamais poderiam colaborar beneficamente para o twitter, é necessário nivel universitário para bolar algo genial assim:
O meme
Já cansei de ver em twitters, blogs e em conversas ao vivo declarações como: “estou lançando um novo meme” ou, “me mandaram este meme” e coisas do tipo. Obviamente quem fala esse tipo de baboseira não tem a menor idéia do que significa meme.
Um meme, termo cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller O Gene Egoísta
, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se.
Como vejo sendo usado por ai o termo significa basicamente “corrente”. Acha que estou inventando? Veja este post da Elisa Mafra (tá, mencionei um nome, mas está tudo em família). Qual a diferença entre ele e aqueles longos e-mails questionários que corriam em listas de discussão há 8 anos? Ou os jogos cretinos de comunidades do Orkut e comentários do Youtube?
Memes não são joguinhos, correntes ou personagens, por mais divertidos que sejam. São conceitos, idéias, frases, melodias. Não são fenômenos exclusivos da internet ou de qualquer meio. Posso estar enganado, mas até o bom e velho “leite com manga faz mal” poderia ser considerado um meme. Não há como forçar um, ou dizer “estou te passando este meme”.
Claro que a internet facilita muito a disseminação de memes, um dos maiores exemplos confirmados está neste link. E um dos meus favoritos pessoais é All Your Base Are Belong to Us:
Os dias que não acabam
Ontem, que foi o Dia da Toalha, travei o seguinte e breve diálogo no MSN:
(amiga anonima)
parabéns pelo seu dia
Fernando Mafra
eu não sou toalha
Fiquei sabendo que era o tal do Geek Pride Day só ontem. Desde que me entendo por nerd, hoje é Dia da Toalha. E ainda emendei:
quem é nerd mesmo celebra o dia da toalha
nerd não se celebra, é humilde
Ou como @rafaelxy resumiu melhor em menos de brilhantíssimos 140 caracteres:
E já que é pra aloprar, ontem também foi Star Wars day. E deve ter sido inúmeros outros days. Toda semana tem um day novo na web.
De volta ao meme
E aí está a questão. Todos querem bolar um dia novo. Talk Like a Pirate Day, #cartoonday, #fakeday e sabe-se lá mais quantos. Todo mundo gritando e criando barulho tentando inventar um novo meme, pelo menos segundo sua definição própria de meme -- mesmo que não saiba disso.
O conceito de meme é um ótimo exemplo para derrubar essa noção de que a Inclusão Digital é algo ruim. Claro que muitos, como eu fiz acima, estão tirando um sarro quando esculacham a Inclusão -- sinceramente não creio que ninguém que eu conheça sinceramente sinta que a Inclusão Digital é de fato algo ruim. Mas as piadinhas cansam, e como no caso do racismo e da homofobia creio que para outros tantos a piada tem uma pitada de verdade.
Não que eu seja contra as piadas, pseudo-memes eventos ou jogos internéticos. Alguns são de fato divertidos, e participo. Outros nem tanto. E alguns são simplesmente imbecis e com um alto potencial de dar merda. O que me incomoda é o auto-posicionamento como “elite” em detrimento dos “pobres ignorantes” que habitam o Orkut. Como disse bem @marcogomes:
Lembro-me de uma conversa com uma professora do Ensino Fundamental. Ela lecionava em uma escola pública da periferia e uma privada de alto-padrão, daquelas que a Veja São Paulo gosta de mostrar na capa. Um dia, curiosos, os alunos particulares lhe perguntaram o que seus equivalentes da periferia faziam em seu dia-a-dia. Algo nobre, não fosse o tom de deboche embutido na pergunta -- como quando você pergunta para um fã de Naruto porque ele tem aquela faixa cretina na testa. A resposta da professora foi simples: “O mesmo que vocês. Assistem novela, faustão, vão a festinhas e ouvem pagode.”
Antes de nos colocarmos por cima da carne seca, melhor pensar um pouco, não? Afinal, podemos estar por cima da merda, isso sim:
O problema na Inclusão digital não está na parte inclusiva, e sim na parte excludente. Pessoas que desmerecem ou excluem algo simplesmente por ser fruto daquilo que elas consideram ser a tal inclusão. A falta de educação apropriada, nas duas pontas do espectro.
Problemas “da internet” geralmente são problemas pré-existentes. Mas como todo tipo de informação eles apenas são mais visíveias agora. E confrontada com eles, a elite pseudo-intelectual fica enojada ao invés de tomar qualquer atitude para reverter. E nisso incluo todos os fenômenos colaborativos/sociais dos quais ouço reclamações mesquinhas: Wikipedia, Twitter, Orkut, Youtube, Blogs, etc e tal.
Twitteiros elitistas torcem o nariz para usuários de Orkut enquanto se esbaldam na Wikipedia. Mas se esquecem que acadêmicos torcem o nariz e muito mais para eles. Não que os acadêmicos estejam certos, muito pelo contrário.
Mas os web-elitistas se comportam de maneira cretina e inconsistente, enfraquecendo o poder das ferramentas, desmerecendo o comportamento de uns enquanto consideram o seu indispensável -- na mesma linha da classe média paulistana: Para o web-elitista, o Orkut é como um ônibus e o Twitter como um carro. O ônibus é algo feio, pesado e nojento que pode até ser útil para muita gente, mas como não é útil para ele só está atrapalhando sua experiência na web. E ai de seus usuários se resolverem comprar um carrinho ou uma moto, quanto mais criar uma conta no Twitter!
A desculpa é que os web-elitistas “sabem” como usar a ferramenta propriamente. E quem disse que a escurraçada @vinhaa não sabe usar o Twitter? Ela não pode aprender? Ninguém pode mostrar? Imaginem se ao cometer um erro em uma prova o aluno ouvisse de seu professor: “Você não sabe porra nenhuma. Fora da minha sala” -- grande progresso para todos, não é mesmo?
Mas nem tudo é má notícia. Afinal, todos os que odeiam Orkut mas adoram #days podem celebrar pois de fato estão exercitando e alimentando um meme: O de que a Inclusão Digital é uma merda. Parabéns, vocês não ensinaram nada para a @vinhaa mas estou aqui demonstranto pra vocês como contribuiram para um meme.
Claro que posso estar completamente errado em minhas críticas. Por isso vou me proteger com um vídeo de Richard Dawkings, totalmente fora de contexto:









Maio 26, 2009 às23:52 []
Justo.
Alias. Curti o layout. Fonte grande e um “search box” ruleia!
Maio 27, 2009 às00:27 []
absurdamente exato.
parabéns.
Maio 27, 2009 às00:49 []
Por que você não escreveu isso uns meses atrás? Na época poderia mostrar pra tantas pessoas…
Mas acho que ainda dá tempo de ensinar muita gente, sem precisar fazer desenhinho. Vou passar esse texto adiante!
Valeu!
Maio 27, 2009 às08:36 []
Cara, brilhante.
A Internet é a união de todas as classes, crenças, raças, etc. Pena que nossos “educadores” de verdade pouco usam e educam alunos para essa tal “Inclusão Digital”.
Enfim, dá pra fazer 300 linhas de comentários de concordâncias no seu post, mas o que me resta é só parabenizá-lo pelo texto e torcer para que os que se sentem numa “ferrari” façam como você fez.
Maio 27, 2009 às10:01 []
FIRST!
Maio 27, 2009 às10:08 []
Comentando sobre o video do Dawkins:
Dawkins saiu da pergunta com outra pergunta, e no caminho ainda cometeu uma falácia Ad Hominem do tipo Tu Quoque.
“A tu quoque argument attempts to discredit the opponent’s position by asserting his failure to act consistently in accordance with that position; it attempts to show that a criticism or objection applies equally to the person making it. ”
http://en.wikipedia.org/wiki/Tu_quoque
Falam tão bem do Dawkins, achei que ele conseguisse discutir sem cair nessas falácias baixas.
Acabo de perder o interesse em conhecer sua obra.
Maio 27, 2009 às10:20 []
Marco, não seja radical (como eu). O Dawkins é um cara extremamente inteligente e que além de seu trabalho reflexivo sobre religião tem uma extensa e importante colaboração científica. Desmerecê-lo por causa de um comentário é também uma falácia (se não for mesmo, estou falando agora que é).
Isso aí me parece uma apresentação em faculdade com um Q&A rápido – não um debate extenso. A menina quis sanar sua curiosidade e a resposta dele é: Todos podemos estar errados, é bom estarmos preparados pra isso. O discurso dele pode ter sido infeliz e inflamatóriozinho, mas creio que foi deliberado para entreter.
Como Schopenhauer diz, as vezes precisamos usar artimanhas para escapar de debates desnecessários.
Maio 27, 2009 às10:21 []
Gênio!
Maio 27, 2009 às10:27 []
Um tapa na cara muito bem dado nos ‘reis’ da meritocracia informal da internet brasileira.
obrigado!
Maio 27, 2009 às10:32 []
Eu não tô aqui pra ensinar ninguém… nem pedi ajuda, simplismente aprendi.
Sou absolutamente contra trolls na internet, ricos ou pobres: aquelas pessoas que não sabem, não querem aprender e vivem para estragar qualquer coisa que valha a pena. Esses sim não quero que sejam incluídos na minha umbigosfera.
Pra finalizar: http://is.gd/GTxW
Maio 27, 2009 às10:34 []
Falou tudo.
É claro que há muita deficiência na educação da população brasileira. Professores de escola pública já vivem num clima tão hostil quanto um correspondente de guerra pego por terroristas e, em breve, não será mais possível lecionar. Mas a culpa disso passa por quem teve oportunidade de extrair da sociedade algo além. É nossa responsabilidade.
É muito fácil sentar no nosso bauzinho de ouro e olhar para cima, assoviando, como se nada estivesse acontecendo. Ensinar as pessoas a usar o orkut, apesar de muito gentil, não vai resolver o problema, claro. Ninguém vai. Mas precisamos sair dessa espiral encalacrada em que vivemos. Ser menos hipócrita já ajuda bastante.
Há um pró-blogger aí que precisa ler esse texto. Mas ler de cabeça aberta, para poder finalmente entender. Se bem que ele é muito teimoso para isso… Ah, deixa prá lá. Teríamos de twitterizar o conceito e, ainda assim, ele não seria capaz de entender.
Maio 27, 2009 às10:38 []
Caros, gosto de refletir a realidade, sem perder de vista o futuro, que depende de dizeres e de ações.
Ainda acredito que às vezes vale a pena esperar o tempo dar conta de algumas “coisas”, como pro exemplo a fuga dos medíocres que na web vêem a possibilidade de extravasar neuroses e psicopatias.
O twitter vira febre e alguns preferem ficar doentes! O meme surge e fala pouco, deixando muitos correndo atrás do “rabo”
Mesmo assim vale a pena analisarmos e everiguarmos quando começa a debandada ou a diáspora!
parabéns pela realidade nua e crua de sua análise e pela comprovação do que diz!
/////
@_@
~~~
Maio 27, 2009 às11:29 []
Muito bom Mafra! =)
“Eu não sou uma toalha” virou frase de efeito pra mim ;P
Maio 27, 2009 às11:37 []
O Monza é 85 ou 87? Tá pedindo quanto?
Maio 27, 2009 às11:41 []
NEXT: O próximo apocalipse da era pós-moderna, numa MTVeja próxima a você.
Apóio. Aceito celebrar igualmente o grau de mentecaptismo em todos nós. Isso vale tanto on e offline.
Continuarei a ficar “bélgica” vendo o talento da Galera na praça do CEI* da mesma forma que fico #wtf com #cabecadesacoday exponenciais do hivemind.
Viva tudo, viva o chico barrigudo. Para todo o resto existe unfollow/block/delete. E todos viveram felizes vendo youtube.
*http://www.youtube.com/watch?v=vQDzCTGVMxE
Maio 27, 2009 às12:03 []
Cara, no início eu tava achando o texto meio “neocon”, meio reaça, mas ainda assim muito engraçado.
Eu não tinha sacado que vc tava ironizando. Mandou bem.
O lance da inclusão é muito por aí mesmo.
Mas me explica a piada do LOLCATS pelamordedeus!!! (tô me sentindo um excluído)
Maio 27, 2009 às12:31 []
Henrique, sobre os LOLcats: Acho uma piada muito cretina, poucos tem graça e nem tanta graça assim. Gosto só de LulaLOL.
Motivacionais é a mesma coisa. É engraçado mas já foi tão repetido que cansou.
Maio 27, 2009 às12:40 []
Cara, tô ofendidíssima. Afinal, fui eu que passei meme pra tua irmã. Além disso, eu adoro Lolcats. Tô me sentindo mal depois de ler seu post.
/emo
Sério agora: orkutização my ass. E daí se o pobrinho do computador do milhão estrou no twitter? Se ele escrever como a @vinhaa, é simples: não sigo. Se me encher o saco com mil replies, bloqueio. Segue quem quer. Acho tão babaca ficar reclamando disso quanto as pessoas que reclamam que tem “pobre” na balada que elas adoram.
E não, não celebrei o dia do orgulho nerd. Nerd de verdade não se orgulha: a gente tem medo de apanhar dos valentões da escola e fica bem pianinho no nosso canto.
bj
Maio 27, 2009 às13:15 []
A INTERNET JAMAIS SERÁ A MESMA!
OBRIGADO!
Maio 27, 2009 às13:31 []
ISSO!!
E você acredita que já ouvi educadora defendendo que “o projeto do futuro” é criança ter aula em laptops desde cedo pra aprender a escrever na internet?
NÃO!! Criança precisa aprender a simplesmente ler, interpretar um texto e escrever. Monteiro Lobato nelas!!
Parabéns pelo texto e, como admiradora do trabalho de Dawkings, obrigada por trazê-lo à tona.
Abraço,
Julia
Maio 27, 2009 às13:42 []
Parabéns pelo texto, cara, muito bom!
Maio 27, 2009 às15:25 []
Monteiro Lobato é chato pra burro.
LOLCat é engraçaralho, posters motivacionais tb!
Shields up!
Maio 27, 2009 às15:28 []
Eu tinha algo inteligente a dizer sobre essa parte do texto mas esqueci até chegar no final =) .
Enfim… inclusão digital, trolls, orkutização etc, só tenho a dizer que o futuro é analfabeto, ao menos no Brasil.
Ensinar alguém? Se eu acreditasse que as pessoas realmente querem aprender alguma coisa, não teria deixado de ser professor.
Maio 27, 2009 às16:13 []
quer casar comigo?
i mean
me da um autografo?
Maio 27, 2009 às21:15 []
Muito bom Fernando!
Maio 27, 2009 às23:28 []
o grande problema da inclusão digital é que não inclui nada, o cara mal sabe ler e escrever, interpretar texto então é algo inimaginavel, aí tem uma internet toda pra explorar e o que faz?
Fica no orkut falando merdas, entra no twitter porque é moda, entra nos blogs e por ser um analfabeto funcional não entende nada e ao invés de se calar simplesmente escreve a primeira coisa idiota que vem na cabeça e produz o chamado “ruído”, porque uma pessoa dessa não tem nada a aprender e muito menos a ensinar, é um vírus, uma ameba, ou melhor, mais inútil que ambos, é esse o problema da “maldita inclusão digital”, e, como não produzem ou consomem (consumir do ato de aprender) nada, só não são mais rejeitados pois pelo menos clicam nas propagandas.
Maio 27, 2009 às23:46 []
Navarro, vc tem um bom ponto. Mas a solução pra isso é investir mais na parte “antes” do digital. Não há como frear o digital. Querer isso é como achar que prender gente que baixa mp3 vai acabar com a industria da pirataria. É preciso achar outros modelos.
Sou de uma geração que não nasceu com computador em casa. A transição do antigo para o novo ocorreu naturalmente – e a “elite” digital é composta de gente assim.Isso está acontecendo agora. Por isso o “antes” do digital é cada vez mais difícil. Tem que ser um esforço multi-tarefa por parte do governo, educadores e pais.
Não é uma tarefa fácil. Mas no caso o carro vai ter que andar paralelo aos bois.
Maio 27, 2009 às23:57 []
Mas aí você entra na parte em que o governo tem que prover tudo, essa parte de educação vem da pessoa, aprendi um pouco de inglês graças a internet, melhorei meu português, aprendi várias linguagens de programação (mais ou menos 7), conheci museus, culturas, pessoas, informática, direito, medicina, de tudo um pouco, e porque?
Porque não fiquei esperando o governo me dar educação, sabia que o conhecimento não se adquire por osmose, fui atrás, li, procurei, conversei e não fiquei perdendo meu tempo no orkut comentando quem comeu quem, e é aí que a população é a grande culpada por essa “maldita inclusão digital”, o conhecimento está na rede, o google é simples de usar e as pessoas não aproveitam, e é aí que quem tem um mínimo de vontade a mais que essas pessoas acaba virando a “elite intelectual” e despreza os “orkuteiros”, e eu acho sim que eles tem razão para isso.
Junho 3, 2009 às23:24 []
[...] grande articulista, @fmafra, mandou muito bem em seu longo artigo sobre a popularização do Twitter. Eu só tive dois parágrafos na matéria do Felipe Gomes sobre o assunto no iMasters. E nenhuma [...]
Maio 13, 2010 às21:14 []
[...] coisas são baseadas nestes posts de outros blogs, que recomendo serem lidos também:O meme da inclusão digital do meme Orkutização e a luta de classes na internet brasileira.A tão temida ‘orkutização’ [...]