Archive for January, 2009
go! campusparty 2009
Meu post está no mínimo um dia atrasado, mas eu diria até mais. É só pra dizer que estou marcando presença na Campus Party, pessoal e profissionalmente. Aguardem muitas fotos, mas não prometo muito texto dessa vez, vamos ver como corre.
Abaixo compartilho minha agenda cultural, onde marquei as oficinas e palestras que me interessaram. Quem quiser, junte-se a mim.
Acompanhe minhas últimas pelo mafrastream.
shareie bem para sharear sempre
Se você não sabe o que são termos como sharear (um jeito metido e idiota de dizer “compartilhar”), feeds, RSS ou GoogleReader, assista ao vídeo abaixo e em seguida continue lendo:
Uma das coisas que eu acho mais interessante no meu Reader são os ítens compartilhados. Especialmente quando estou muito ocupado, é uma ótima maneira de rapidamente relaxar e pensar em outra coisa sem ter que decidir sobre qual assunto quero ler no momento. Além disso, é um bom termômetro para saber quais assuntos andam bombando pela web e entre meus conhecidos. Fora que é uma ótima oportunidade para conhecer novos sites e blogs.
O problema é que nem todos sabem usar essa preciosa ferramenta corretamente. Confesso que já fui viciado em compartilhar feeds, mas depois de alguns toques de conhecidos creio que atingi um bom meio termo entre tagarela e mudo. Assim, vou passar algumas dicas do que considero ser um bom uso da função “share”:
1 – Compartilhe o que interessa aos outros
Essa é a regra mais importante de todas. Eu sei que grande parte da idéia de sharear é divulgar seus interesses, mas é preciso critério.
Se você é um filatelista doente não compartilhe posts falando sobre as tecnicalidades de uma série específica de selos, ninguém exceto outros filatelistas doentes estarão interessados. A não ser que você só tenha esse tipo de pessoa como contato no gReader, não adianta de nada. Ao invés disso compartilhe posts mais leves sobre o assunto, como imagens de belos selos, histórias interessantes ou mulheres nuas cobertas de selos (não achei nenhuma pra ilustrar este post, alguém topa posar?.
2 – Não compartilhe um site inteiro
Acontece muito com os novatos no universo GoogleReader. Se empolgam e começam a sharear tudo que encontram naquele site super legal. E devo dizer que é muito desagradável.
Shareie alguns posts do site que você gosta, sempre seguindo a regra acima. Se as pessoas gostarem muito do que foi compartilhado, irão entrar no site e assinar o feed elas mesmas.
3 – Diversifique os assuntos
Extensão da dica acima. Ainda que de blogs diferentes, mostrar sempre o mesmo assunto cansa e parece que você toca uma só nota. Não importa se é algo importante ou não, você vai parecer um chato e perder leitores.
4 – Share with note
Recurso sensacional que ou é sub-aproveitado ou mal-utilizado por muitas pessoas. Não perca a chance de fazer um comentário sobre o assunto do post se ele for algo importante, ou uma piada (engraçada!) se ele for cômico (voluntariamente ou não). Só não use a ferramenta para choramingar ou pagar de dono da verdade, como já vi.
Ela é especialmente útil em posts longos onde seus contatos podem desencanar de ler por preguiça.
5 – Cuidado com posts longos
Posts de texto não são um problema. Coloque seu note propagantístico e será um sucesso. Mas posts do tipo “50 posterês de cinema mais legais do século” são complicados. Mesmo sendo extremamente interessantes, são uma faca de dois gumes, pois podem ser um saco também. Afinal, demoram para carregar e ao tentar passar pra frente os feeds ficam “pulando” enquanto cada imagem é carregada – claro que há macetes para o usuário burlar isso, mas macetes também são um saco. Você gosta quando interferem na sua experiência na web? Eu não, e isso também vale para o Reader.
Não deixe de compartilhar se for muito legal, apenas tenha cuidado.
6 – GoogleReader não é seu blog
Essa resume as outras dicas combinadamente. Se você sente que precisa muito que outros leiam sobre determinado assunto, não seja o chato do Reader compartilhando e espalhando notes indiscriminadamente. Muito menos torre a paciência no twitter.
Monte um blog, lá sim você tem o espaço e recursos necessários para explorar o assunto sem parecer um chato. Convide os amigos a lerem e se eles gostarem, irão te assinar e, vejam só, te sharear.
FIM
Não tenho mais nada pra dizer, exceto que você deve compartilhar este humilde post, de preferência com nota.
tim berners-lee é um cylon
Seu modelo é o Number Five.
Aaron Doral - um dos primeiros modelos de Cylon descobertos pelo Comandante Adama.
Tim Berners-Lee – primeiro humano (?) a usar a web (e de fato inventá-la).
Cuidado, eles têm um plano!
acesso vs. disposição vs. disponibilidade
Hoje uma amiga comentou que estou muito inacessível. Não é a primeira vez que me dizem isso e sou obrigado a dizer que é uma afirmação completamente absurda. Pra não dizer idiota. Ainda mais vindo através de uma mensagem de MSN e de uma pessoa que conheci pela internet.
Tenho o mesmo e-mail há pelo menos cinco anos. O celular também. O blog vem desde 2001 (cedo que mudou de endereço ano passado, mas deixei um redirect para trás). O fmafra.com está no ar desde ano passado e acaba de virar mafrastream. Além disso tudo há o Flickr, facebook, last.fm e outras redes sociais e o caramba. O telefone fixo então, mais velho que a web no Brasil. Isso quando não envio e-mails de ego-spam promovendo recentes eventos da minha emocionante vida.
Ou seja, sou bem acessível. A partir do momento que entram em contato comigo, são outros quinhentos. Concordo que nem sempre respondo e-mails e telefonemas e nem sempre compareço a eventos. Mas isso é uma prerrogativa de qualquer um, até da sua avó que não sabe o que é web; e ainda faz isso no cara a cara (ou você acredita mesmo que ela é surda?).
Os motivos para tal podem ser dois: indisponibilidade ou indisposição – quando ocorre cada caso, não vem ao caso explicar.
Três quartos da minha vida são Creative Commons, fácil. Portanto não me acusem de inacessível, apenas irascível. Para me achar, basta googlar.
