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Arquivos de Novembro, 2008

A vida imita os filmes de zumbi

Sexta-feira, Novembro 28th, 2008

Antes que vocês fujam, já explico que este post é complementar ao post do Cardoso sobre as enchentes em Santa Catarina. Ele propõe que países como Suécia, Japão e Canadá jamais teriam cenas em que indivíduos tomam proveito de catástrofes.

Antes de responder a isso, venho aqui registrar algo que digo há muito: Desastres como o Katrina e as enchentes em SC comprovam que filmes de Zumbi estão certos – A humanidade será a causa de sua própria ruína (como twittei ontem).

Para aqueles que não prestam atenção a metáforas e subtextos, explico: Zumbis[bb] (com algumas exceções como os de Madrugada dos Mortos[bb] e Extermínio[bb]) são ameaças simples, lerdos, burros e desorganizados. Seriam simples de derrotar. Quem complica são os humanos e suas idéias egoístas e estúpidas.

Quanto a pergunta do Cardoso, fica difícil dar uma resposta definitiva. No caso de infestação zumbi, sou obrigado a discordar dele. Agora, em termos realistas, lembremos do terremoto de 95 em Kobe. Que teve seus problemas, a maior parte deles causados pela relutância do governo em tomar certas atitudes, mas em termos gerais, a população parece ter sido comportadinha.

Atitudes reprováveis como essas durante catástrofes no Brasil e nos EUA de fato não me surpreendem. Mas as razões pelas quais isso ocorre em certas nações e não em outras é deveras complexa e nem iriei entrar nesse mérito. Mas de maneira geral creio que é seguro dizer que em quanto a humanidade é bela, o ser humano é grotesco.

malinha magalhães e marcelo pentelho

Terça-feira, Novembro 25th, 2008

Nunca gostei de Los Hermanos e muito menos do Marcelo Camelo. Olha a cara do sujeito:

Que merda.

Também não estou nem aí pra prodígio Mallu Magalhães e seu jeito de sonsa serelepe.

É bom finalmente ver as pessoas pararem de falar que eles são gênios da música. E sim um casal muito freak (pra dizer pouco). Saquem ela dando biziu o tempo todo:

quantum of solace

Terça-feira, Novembro 18th, 2008

(007 dvd) [bb]

A série de James Bond é famosa por uma combinação de fatores: Ação, carros, gadgets, mulheres e o charme irrefreável do personagem principal, além de outras cositas. Com o passar das décadas suas tramas foram ficando cada vez mais mirabolantes e algumas sequências também. Depois de “Um Novo Dia Para Morrer[bb]” Bond encontrou-se numa encruzilhada: Continuar com o estapafúrdio ou entrar para o crescente clube dos “hiper-realistas“(um termo de artes plásticas que estou aplicando livremente a cinema).E sabiamente tomou a segunda opção.
O hiper-realismo está permeando os mais diversos gêneros (até mesmo óperas espaciais), tentando segurar o público cansado de exageros de computação gráfica que tiveram seu ápice em Matrix. Outros JBs, Jason Bourne[bb] e Jack Bauer[bb], influenciaram grandemente o novo rumo da franquia tomado em Casino Royale. Essa nova mania têm trazido boas incursões, mas como toda mania, pode cansar.

Quantum of Solace leva os rumos tomados em Casino Royale ao extremo. Agora Bond quase não fala, só dá porrada. E muita. Ele usa e abusa de sua licensa para matar, até tomando broncas de M. Como foi amplamente divulgado, o filme abandona diversos elementos consagrados na franquia. A parte dos gadgets está lá, mas de uma maneira em que os gadgets simplesmente já estão presentes no mundo, apenas com um poder um pouco ampliado.

E isso é ao mesmo tempo a força e a fraqueza de Quantum. O filme é sabiamente mais curto que Casino, com um ritmo rápido e diversas sequências de ação nos mais diversos cenários e meios. Bond toma a terra, a água e o ar. O problema no filme é que Bond não tem charme algum. Até na hora de conquistar a garota é na base da apelação.

Para nos lembrar que estamos vendo 007 há elementos pontuais como a direção de arte de alguns cenários, o Aston Martin, M e uma excelente referência à Goldfinger. Ao mesmo tempo que busca o hiper-realismo como estilo, em termos de enredo o filme começa a voltar no tempo dentro da série Bond, reintroduzindo conceitos estapafúrdios clássicos como a organização maligna misteriosa e o covil remoto do vilão.

Em resumo, é um ótimo filme de ação, mas como filme Bond ele peca pela falta de finesse. O filme é tecnicamente impecável, assim como suas atuações, o seu problema está no roteiro, que apesar de ser bom, se distancia demais da marca Bond. Frases de efeito ou penduricalhos não fazem tanta falta, o que faz de Bond único é sua capacidade de não perder a compostura, em Quantum of Solace ele sequer a adquire.

todos temos direito a um dinossauro

Segunda-feira, Novembro 10th, 2008

Só gostaria de mostrar meu apoio a essa importante causa.

Ajude as crianças dos países em desenvolvimento a terem seu próprio velociraptor.