Archive for November, 2008
A vida imita os filmes de zumbi
Antes que vocês fujam, já explico que este post é complementar ao post do Cardoso sobre as enchentes em Santa Catarina. Ele propõe que países como Suécia, Japão e Canadá jamais teriam cenas em que indivíduos tomam proveito de catástrofes.
Antes de responder a isso, venho aqui registrar algo que digo há muito: Desastres como o Katrina e as enchentes em SC comprovam que filmes de Zumbi estão certos – A humanidade será a causa de sua própria ruína (como twittei ontem).
Para aqueles que não prestam atenção a metáforas e subtextos, explico: Zumbis (com algumas exceções como os de Madrugada dos Mortos
e Extermínio
) são ameaças simples, lerdos, burros e desorganizados. Seriam simples de derrotar. Quem complica são os humanos e suas idéias egoístas e estúpidas.
Quanto a pergunta do Cardoso, fica difícil dar uma resposta definitiva. No caso de infestação zumbi, sou obrigado a discordar dele. Agora, em termos realistas, lembremos do terremoto de 95 em Kobe. Que teve seus problemas, a maior parte deles causados pela relutância do governo em tomar certas atitudes, mas em termos gerais, a população parece ter sido comportadinha.
Atitudes reprováveis como essas durante catástrofes no Brasil e nos EUA de fato não me surpreendem. Mas as razões pelas quais isso ocorre em certas nações e não em outras é deveras complexa e nem iriei entrar nesse mérito. Mas de maneira geral creio que é seguro dizer que em quanto a humanidade é bela, o ser humano é grotesco.
malinha magalhães e marcelo pentelho
Nunca gostei de Los Hermanos e muito menos do Marcelo Camelo. Olha a cara do sujeito:
Que merda.
Também não estou nem aí pra prodígio Mallu Magalhães e seu jeito de sonsa serelepe.
É bom finalmente ver as pessoas pararem de falar que eles são gênios da música. E sim um casal muito freak (pra dizer pouco). Saquem ela dando biziu o tempo todo:
quantum of solace
Quantum of Solace leva os rumos tomados em Casino Royale ao extremo. Agora Bond quase não fala, só dá porrada. E muita. Ele usa e abusa de sua licensa para matar, até tomando broncas de M. Como foi amplamente divulgado, o filme abandona diversos elementos consagrados na franquia. A parte dos gadgets está lá, mas de uma maneira em que os gadgets simplesmente já estão presentes no mundo, apenas com um poder um pouco ampliado.
E isso é ao mesmo tempo a força e a fraqueza de Quantum. O filme é sabiamente mais curto que Casino, com um ritmo rápido e diversas sequências de ação nos mais diversos cenários e meios. Bond toma a terra, a água e o ar. O problema no filme é que Bond não tem charme algum. Até na hora de conquistar a garota é na base da apelação.
Para nos lembrar que estamos vendo 007 há elementos pontuais como a direção de arte de alguns cenários, o Aston Martin, M e uma excelente referência à Goldfinger. Ao mesmo tempo que busca o hiper-realismo como estilo, em termos de enredo o filme começa a voltar no tempo dentro da série Bond, reintroduzindo conceitos estapafúrdios clássicos como a organização maligna misteriosa e o covil remoto do vilão.
Em resumo, é um ótimo filme de ação, mas como filme Bond ele peca pela falta de finesse. O filme é tecnicamente impecável, assim como suas atuações, o seu problema está no roteiro, que apesar de ser bom, se distancia demais da marca Bond. Frases de efeito ou penduricalhos não fazem tanta falta, o que faz de Bond único é sua capacidade de não perder a compostura, em Quantum of Solace ele sequer a adquire.


![(007 dvd) [bb]](http://no15.fmafra.com/wp-content/uploads/2008/11/quantumofsolace2_large.jpg)
