Archive for June, 2008
a vida precisa de regras…
Eu amo a web 2.0, mídia social e essa coisa toda. Mas algo que tem me deixado frustrado recentemente é ter que lembrar um zilhão de senhas. Ter apenas algumas senhas “padrão”, por mais complexas que sejam, não é o suficiente, e chega uma hora que você fica tentando umas cinco senhas diferentes em sites que não costuma acessar tanto. Além do mais, só uma senha padrão é pedir pra se fuder, já que se alguém descobri-la, você estará perdido. E não adianta só seguir as recomendações do banco e não anotar todas as senhas ou não falar pra ninguém, pois nem sempre são pessoas que descobrem.
Assim, não lembro quem me recomendou que eu utilizasse um algoritmo gerador de senhas. Enrolei, mas finalmente implementei. Para os não acostumados a palavra “algoritmo” pode assustar, mas não é nenhum bicho de sete cabeças. É basicamente uma formulinha que você aplica baseada em alguma regra, que vai variar de site para site.
Como sou super legal, vou dar um exemplo. Naturalmente não é nada do que eu uso, mas é o suficiente para entender a brincadeira:
1- Escolha algo que tenha significado para você mas não o suficiente para ser óbvio, ou seja, nada de nomes ou datas. No exemplo vamos usar o ônibus que de longe mais peguei em minha vida: 875c (Lapa). Essa será a constante (c). Todas as minhas senhas terão 875c nelas. É uma constante abstrata o suficiente para ninguém tentar advinhar e mistura letras e números, o que dá uma complicada para softwares “do mal” tipo o skynet.
2- Crie uma regra baseada no nome do site. No exemplo será a quantidade de letras do domínio, essa será a variável (x).
3- Crie outra regra para outra variável, o (y). Isso serve para dar uma randomizada nas coisas. No caso (y) irá variar de acordo com se o domínio é .br ou não. Se for, (x) irá ao final da senha, senão irá no começo.
Abaixo explicito o exemplo em MafraScriptBR:
c = 875c;
x = quantitade de letras no nome do site;
y = tipo de domínio
fórmula {
se (y) == .br {
password == x875c;
}
senão {
password == 875cx;
}
}
Assim, a senha do Google seria “6875c”. Mas a do Submarino seria “875c9”. Então você pergunta: “Mas e o os meus fakes?”; para sites em que você tem mais de uma conta. Simples, crie na sua fórmula outra variável baseada no username também. Ter as senhas aparentemente parecidas assim pode não parecer seguro, mas é, e você ainda pode jogar caracteres especiais como # ou $ na brincadeira pra complicar ainda mais a vida. E pelo amor de deus nada de usar senhas como “segredo” ou “secret2”.
Espero ter ajudado pessoas que como eu sofriam com muitas senhas e ainda não tinham descoberto essa maravilha do mundo matemático.
itoken é uma merda
Eu era um feliz cliente itaú até ontem. Em todo o tempo que tenho conta lá, devo ter entrado em uma agência cerca de 4 vezes, sendo que uma delas foi para abrir a conta. Todo o tipo de transação possível eu realizo através da internet ou do telefone, e não tive problemas até ontem.
Semana passada recebi pelo correio o tal iToken, alardeado como a oitava maravilha do mundo da segurança. Um gerador infinito de códigos que cabe na palma de sua mão.
O problema começa na palma da mão. Ao invéz de ser um cartão que fica dentro da sua carteira, agenda ou case de PDA, é um chaveiro. Não o coloco com minhas chaves de casa pois fica muito gordo no bolso e chaves de casa são perdíveis. Não o coloco com a chave do carro pois um sujeito armado pode levá-la junto com meu iToken. Resta colocar dentro da minha mochila, mas faz barulho enquanto caminho, como se eu fosse uma adolescente fã de Hello Kitty cheia de chaveirinhos. Você pode dizer “ah, mas alguém também pode roubar sua carteira com o cartão de segurança dentro” – verdade, mas ao ter minha carteira roubada eu vou ligar em desespero para o banco de QUALQUER jeito, então não há esforço extra e a tristeza vai ser generalizada de qualquer maneira.
Pois bem. Ontem fui realizar um afobado pagamento, que acarretaria multa caso não fosse pago ontem. E qual a minha surpresa ao pressionar o miraculoso botão gerador de senhas infinitas e descobrir que o treco não ligava. Sim, após uma semana de recebimento e dois usos o iToken morreu. E fiquei sem pagar minha conta pois já era tarde demais.
Hoje então liguei para me informar sobre como adquirir um substituto. Fui instruído a ir a qualquer agência pois teriam reservas para essas eventualidades. A atendente da agência estava tão frustrada quanto eu, da esbórnia de 5 iTokens que ele recebera, 2 estavam quebrados; e os outros 3 já tinham achado dono. Paguei a conta no caixa e tornei a ligar no Itaú.
Exigi que um novo me fosse enviado pelo correio, pois tenho mais o que fazer do que ficar indo em agência ver se tem iTokens – mesmo que seja postar no blog ou assistir a um pornô. Então a mocinha me disse que o procedimento do banco é que seja feita uma solicitação em minha agência (e não qualquer uma) para então um dia eu pegar um novo. Bem, esse não é o meu procedimento.
Eu não solicitei esse que chegou em minha casa e ele chegou. Que raio de solicitação é essa? Teoricamente o iToken seria para aumentar minha comodidade e segurança e até agora só tem sido um inconveniente. Não só terei que me deslocar à minha agência (que de praxe não é perto nem de minha casa nem de meu trabalho) como ainda terei que esperar dias até a chegada do novo. E até lá? Vou ter que ficar indo em caixa pra realizar qualquer operação. Maravilha.
UPDATE: Estou com um iToken novo. Mas me custou quase uma hora de vida e um real de estacionamento. Haja saco.
ponto de vista
Ontem estava lendo um dos meus feeds preferidos, o da MAKE Magazine. Ele sempre mostra coisas malucas que pessoas com muita imaginação e tempo livre conseguem conceber, e outras novidades de tecnologia em geral voltada pra esse tipo de gente.
Encontrei um vídeo sensacional de um novo robô com movimentos programáveis. Na verdade, é menina, o que dá um charme extra ao brinquedo tecnológico. O vídeo e o texto acompanhantes destacavam a diversão de programar a robozinha e achei bastante divertido.
Mais tarde me falaram sobre uma bizarra namorada robótica a ser lançada no Japão. Que beijaria seu namorado/dono assim que ordenada, como toda boa namorada japonesa, certo? Hoje recebi o link da “reportagem” do Estadão.
Nota-se a clara necessidade de apelar. Na “reportagem” do conceituado jornal destaca-se o lado bizarro da novidade. Com aquela mensagem de “só japonês pra pensar numa bizarrice dessas”, como se dar beijinhos em homens solitários fosse a única função da boneca.
Se apurada direito, a “reportagem” contaria que o robô se chama EMA apenas no mercado japonês, seu nome original é Femisapiens; e que a fabricante não é a Sega Toys, mas sim a WowWee (que já tem vârios brinquedos robóticos em sua linha) – sendo a Sega Toys apenas a portadora para o mercado nipônico (assim como a Tec Toy fazia para a Sega aqui no Brasil).
Assim temos a disparidade das necessidades de divulgação de dois veículos. Um precisa passar o máximo de notícias e reportagens possível, na tentativa de sempre se manter na frente dos concorrentes. O que prejudica a qualidade da informação, já que não é propriamente apurada, é superficial, e apela para o mínimo denominador comum: O bizarro e o escárnio. Como o público em geral não se interessaria pelo assunto, é preciso agarrá-lo da maneira mais rápida e garantir sua presença.
Enquanto a outra já tem um foco temático, conhece seu público e fala apenas dos assuntos pertinentes à ele. Dentro disso comunica nas matérias apenas aquilo que se relaciona à ele.
É uma pena que o grande público ainda fique à mercê de meios como o do primeiro exemplo.
Para uma coleção de vídeos desse versátil robô, que faz muito mais do que apenas beijar suas bochechas, visite aqui.
esta é minha banda

1) Acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random – o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.
2) Vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 – as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.
3) Acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ – a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.
Peguei no blog da Mi. E coloquei no Flickr também.
Crédito da foto:
www.flickr.com/photos/sgoralnick/2567881759/
Citação completa:
http://www.quotationspage.com/quote/1279.html
Gostei muito do resultado.
cheating
É isso mesmo, bugou. A festa na qual eu ia tocar foi inteira cancelada. Então fiquei homeless. Como não achei uma balada legal por um preço convidativo apelei e mudei tudo. Ludus.
Tentem chegar antes das 21 e se formos mais de 25 pessoas será sorteado um jogo entre a galera. Portanto me mande um email para entrar na lista.
