Archive for March, 2008
vivendo o clichê
Acabo de regressar da USP, de uma reunião do antigo NPHQ, que tecnicamente não pode mais ser chamado de Núcleo.
Pois bem, depois da reunião, eu e alguns colegas fomos até a FFLCH tomar cerveja em uma festinha – no Centro Acadêmico partilhado da Filosofia e da Sociologia. Como lá todas as cervejas estavam quentes, andamos até a Letras, que também estava dando uma festinha, ou melhor: uma festona.
Na primeira, além da cerveja quente, havia vários grupinhos sentados na grama fumando (não necessariamente tabaco) e conversando ao som de um amplificador estouradíssimo tocando Chico Buarque. Entre eles, vários cabeludos, barbudos e meninas de saias longuíssimas daquele tecido leve que parece canga e eu não sei o nome. Além disso, testemunhei vários penduricalhos hippongos, uma camiseta do Raul Seixas e outra com uma enorme citação do Lenin.
Na segunda havia um som profissional, cerveja gelada, toldos e muita gente em pé misturada. A música era totalmente eletrônica pseudo-modernosa, mas aceitável, todos conversavam alto e no chão de um dos toldos corria aquela espuma ridícula de balada tosca. Havia gente de todo tipo misturado, diversas idades e gostos, mas interagindo entre si. Fora a espuma, da qual fiquei longe, o lugar estava legal.
Depois reclamam das piadinhas que o povo faz com a FFLCH (menos a galera de Letras)

Estava sem câmera, mas essa foto vale.
azeredo 2.0
Há algum tempo eu já vinha recebendo mensagens eletrônicas não solicitadas (i.e. SPAM) com os dizeres:
“Esta mensagem atende os princípios estabelecidos em Projetos de Lei em tramitação no Poder Legislativo, que regulamenta o envio de mensagens por e-mail. ENVIAR UM EMAIL NÃO É CRIME, desde que o seu conteúdo não cause danos ao destinatário e não poderá ser considerado SPAM quando inclua uma forma de ser removido. Se você deseja ser removido de nossa lista, simplesmente responda este e-mail com a palavra remover no campo Assunto.”
Era meio difícil de engolir já que não tem o número do projeto na dita cuja. Mas era verdade. E quem saiu na pior foram eles. Lembram-se de nosso ilustre senador Eduardo Azeredo?
Pois bem, além da lei para cadastrar usuários de internet, ele é relator da lei que Disciplina o envio de mensagens eletrônicas comerciais. E ela foi aprovada hoje pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (eu achei que era só Justiça, que não tinha nada de cidadania).
Ainda há outras etapas para que ela entre em vigor. Mas já é um passo adiante para facilitar nossas vidas de usuários intensos de e-mail. Na teoria funcionaria para limar e-mails insistentes programações culturais em gerais e divulgações de comércio local, ao menos temporariamente. Já as famosas mensagens com promoções de viagra, curas milagrosas e heranças oportunas continuariam impunemente, já que são enviadas de outros países.
Na verdade não tenho certeza de como funcionaria as questões legais em se tratanto de cidadãos ou empresas brasileiras manipulando servidores estrangeiros. Nesse aspecto vale lembrar da polêmica causada pelo Senador José Sarney ao censurar um blog que mostrava uma caricatura ofensiva à ele. A solução encontrada pela jornalista Alcinéa Cavalcante foi mudar para um serviço internacional, e continua blogando com a caricatura do movimento “Xô Sarney” sempre visível.

Talvez devessemos providenciar uma caricatura “Xô Azeredo”. A lei do SPAM não o redime aos meus olhos, especialmente porque ela será de pouco efeito quando implementada. A lei que terá um grande efeito será justamente a de cadastramento de internautas.
figure out how cool i am
Que clipe sensacional. Mostra como uma idéia simples pode ter uma execução complexa. Explora ao máximo a temática de “seqüências de títulos de filmes dos anos 80″ (embora tenha um typeface da SEGA). Adoraria ver um making of.
bye bye blogspot, hello wordpress
Sim meus amigos, migrei. Foi um processo lento e árduo, mas o no15 está em sua casa nova. Tudo culpa da CampusParty e suas conseqüencias. Graças a um pequeno comentário do Apocalypse percebi que estava sendo um trouxa e desperdiçando meu espaço abundante do DreamHost. Num piscar de olhos decidi apelar e mudar tudo.
O BlogSpot é uma ferramenta excelente e fácil de usar, especialmente se estamos aprendendo a blogar, ficar mais 2.0 e essa coisa toda. Mas as possibilidades com WordPress são quase infinitas. Apesar de achar algumas coisas complexas demais, estou ficando contente com os resultados. O no15 é um blog minúsculo e provavelmente não precisa de todos esses recursos, mas ele é meu laboratório, projetos futuros irão se beneficiar desses experimentos.
Ainda há vários ajustes a serem feitos no layout e nas funcionalidades. Mas me conhecendo, eles podem demorar. Portanto fiz o que é mais importante para a sobrevivência básica e estou aceitando críticas e sugestões.
Consigo detectar 3 fases neste blog:
1- Quando ele foi criado, há quase cinco anos e eu basicamente fala porcarias sobre meu dia a dia.
3- Quando o BlogSpot começou a ficar interessante e 2.0.
3- WordPress no meu domínio.
Todos os posts vieram para cá. Como já falei inúmeras vezes, por mais que me condene, não acredito em apagar o passado. Quem quiser ver e se decepcionar comigo, está convidado. Existem limitações técnicas para a integração mais fluida desse conteudo jurássico, e estou inclusive trabalhando para resolver isso.
Agradeço a ajuda do Apocalypse, s1mone, Lu Freitas, Nospheratt e Manoel Netto (mesmo sem saber) por me darem dicas e esclarecer dúvidas sobre as entranhas do WordPress.
E que venha o futuro!