Archive for January, 2008
double jeopardy
Pra quem ainda não se inscreveu, perdeu a promoção de fim de ano, ou não ganhou um convite meu pro CampusParty, estão rolando duas promoções simultâneas: aqui e aqui.
E corram, só tem 250 vagas sobrando, e diminuindo a cada dia. Quem ainda não entendeu o que é Campus Party está perdendo tempo.
UPDATE: Estudantes de Jornalismo e RP podem estagiar do CP com ajuda de custo.
i’m smarter than you, and that’s a fact
Como não adorar esse cara?
clean air
Agora que o MacBook Air saiu, todos estão debatendo se ele vale o preço abusivo que tem. Pessoalmente não tenho utilidade para um notebook que depende total e completamente de outro computador. Querendo ou não, ou você gasta ainda mais comprando acessórios que no fim das contas derrotam o propósito de ter algo pequeno e leve; ou regularmente precisará estar perto de outro computador para suprir a falta de um drive de DVD e a presença de uma única porta USB (e nenhuma porta de rede, apenas wi-fi).
Como regra, não acredito em pagar mais caro por algo apenas por ser pequeno (especialmente quando ele tem menos recursos que outros mais baratos). Talvez abra excessões no caso da pequeneza ser algo que de fato mude minha interação. Cabendo em um envelope ou não, o Air ainda é carregado e usado da mesma maneira que qualquer outro notebook, pode ser mesmo mais leve, mas eu não costumo sair em caminhadas com computadores à tira-colo. Se fosse algo absurdamente mágico, como um notebook que dobra todo e cabe no meu bolso, aí sim eu o consideraria mais.
Com tais recursos, o Air mais parece uma plataforma para executivos em salas de embarque ou um visualizador de slideshows em reunião. Claro, que numa roupagem ultra-chique. Na batalha entre os notebooks ultra-light, o vencedor, por incrível que pareça, é o Dell XPS.
Claro que admiro as conquistas do produto, a engenharia por trás é admirável. Em especial por um fato que as pessoas parecem não estar falando o suficiente. o MacBook Air é o computador mais amigável ao meio ambiente produzido pela Apple até hoje. Ano passado a Apple sofreu bastante no ranking de eletrônicos montado pelo Greenpeace (agora é a vez da Nintendo sofrer). O Air é uma boa reação à isso, com menos PVC e mercúrio e livre de bromo
Assim, a maior conquista do Air não é ser mais leve na sua mochila, mas mais leve na sua lata de lixo.
iDork

Nos últimos dias de 2007 eu andei com minha fabulosa Katrina (um Ka, pra quem não decifrou esse nome super enigmático) paralelamente à uma Porsche a cinquenta quilômetros por hora em uma estrada. Sim, não estou mentindo, e estava a essa velocidade pois meu vidro estava estilhaçado e não queria que ele desmoronasse lançando cacos mortais sobre os ocupantes. Eventualmente a Porsche me deixou para trás em tremendos 70 mk/h. Tenho testemunhas.
Claro que não estou contando isso para me gabar, mas sim para ilustrar uma situação extrema em que uma incrível ferramenta é usada por um completo idiota que não sabe tirar proveito dela. Vemos isso o tempo inteiro: carros caros com motoristas terríveis; computadores velocíssimos nas mãos de operadores de Word ou, para as meninas, belas jóias enterradas em cabelos e maquiagem tenebrosos.
No mercado de trabalho isso também acontece muito. Claro que com o desenvolvimento tão rápido da tecnologia fica difícil explorar ao máximo todas as ferramentas disponíveis, mas ao menos uma ou duas devemos nos dedicar a compreender plenamente, mesmo que para descartar. Um bom profissional de qualquer área não depende de sua ferramenta, ele se vira com o que tem, e mesmo que o resultado saia cru, é possível ver nele a qualidade de alguém dedicado.
Boas ferramentas facilitam o bom trabalho, claro, todos sabemos. Mas se você é um fotógrafo porcaria, não adianta comprar uma câmera melhor. E se seu gosto musical é uma merda, ter um iPod não o deixará mais cool. E é por isso que estou escrevendo isso. Hoje no metrô havia um sujeito que era o típico analista de sistemas dos anos 80, daqueles que trabalha com mainframes em porões empoeirados e não têm discernimento suficiente para usar uma camisa não-xadrez ou colocar a cintura da calça em qualquer lugar que não acima do umbigo.
Ele possuia um iPod, ou ao menos o fone de um. E provavelmente estava ouvindo Enya, Mike Oldfield, Yanni, David Arkenstone ou qualquer coisa horrenda assim. Bom, só pra dizer isso mesmo: Não importa qual embalagem feita pelos outros você dê ao seu gosto ou seu trabalho, ele continuará sendo uma porcaria se você assim o fizer.
É como em Mateus 7:6 – “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas”
namoro sobre rodas
Estou de novo namorando scooters à distância, em especial as elétricas. Depois desse video fiquei ainda mais curioso para fazer um test-trive, ainda mais abendo que a motor-z está para lançar um modelo mais potente, de 1000W.
