Archive for March, 2007
the office
É muito brochante quando você começa a fazer algo diferente no trabalho, uma nova maneira de fazer as coisas, algo que você queria tentar há muito tempo e acaba se perdendo tanto naquilo que não percebe o tempo passar, ao ponto de perder a hora de ir embora porque está de fato entregue ao que está fazendo e o seu chefe chega e diz para você: “fez só isso?”
sou do povão
Graças à Mi estou meio imerso no Daniel Galera nesse momento. Depois de ver “Cão Sem Dono” na segunda passada, nessa quinta fui no lançamento da nova edição do livro no qual ele é baseado: “Até o dia em que o cão morreu“.
Além disso agora estou elaborando umas perguntinhas para uma entrevista que resolvi fazer com ele para publicar no Overmundo. Mandei um e-mail falando disso pra ele, e não recebi resposta, o confrontei no lançamento e ele jurou que respondeu positivamente, sei…
Estou no cursto de Tableless e para matar o tédio estou me adiantando nessa “pauta”, lendo um monte de coisas no blog dele e espiando o da mulher(ou namorada?) Tainá, tudo isso de uma vez só me fez novamente pensar em como minha vida poderia ser mais emocionante, cheia de coisas interessantes e curiosas para contar para os outros. Por enquanto fico vendo o que há de interessante na vida alheia e desejando pra mim, fica um gosto amargo na boca (acentuado pelo café da Impacta) e aspirações melancólicas voltam à mente.
Em paralelo, o lugar onde ocorreu o lançamento, a tal Mercearia São Pedro, é meio tricky de chegar, mas me pareceu um lugar bem interessante, mesmo que rapidamente, uma livraria/botecão. Não é taaaanta novidade para quem conhece o Café com Letras em BH, mas o Café é muito mais pedante e chiquetoso do que a Mercearia, espero voltar lá, de preferência num dia menos lotado.
prêmio jairo ferreira: aftermath
Acabo de chegar em casa da primeira edição do Prêmio Jairo Ferreira. Ainda estou digerindo a experiência e em especial o filme “cão sem dono”, que foi exibido e tenho a obrigação de fazer uma crítica.
Nem foi tão cara dura quanto imaginei que seria, a entrada estava liberadíssima e foi super tranqüilo. Mas uma reflexão que tive como consequência do evento é de que preciso decidir melhor como quero continuar fazendo minhas “coberturas”: ou eu me posiciono totalmente como o espectador-repórter e fico na minha relatando a experiência do homem comum; ou mergulho totalmente no personagem e aprendo a tomar notas direito além de tirar fotos direito e também entrevistar alguns presentes (mas para isso seria bom eu lembrar os nomes das pessoas para as quais olho e penso “já vi esse cara, ele fez alguma coisa importante”).
Dada a minha timidez, em especial quando estou sem alguém à tira-colo, acho que vou seguir com um híbrido disso, pelo menos anotar eu tenho que aprender a fazer.
Mas não se preocupem, a cobertura não ficará deficitária!
carnival
Hoje fui vizinho de dois grandes eventos:
1 – Manifestação/Confusão na Paulista. Trabalho no Conjunto Nacional mas a janela fica virada pro lado oposto da Paulista, então não deu pra ver nada. Estava com a câmera mas o João me podou e não consegui descer pra fazer umas tomadas da confusão, que com certeza teriam ficado legais, especialmente para um futuro zombie-flick.
2 – O circo A comitiva do Bush passou pela 23 de maio na frente da minha casa, mas como ninguém divulga o itinerário só fiquei sabendo quando aconteceu, e vi de longe a banda passar; se soubesse antes teria feito umas imagens também.
Agora fico aqui me remoendo.
sons creative commons
Estava querendo gravar uns efeitos sonoros pra usar em um vídeo meu quando a Mi deu a sugestão de caçar na internet alguma coisa pronta e gratuíta. Meio cético, já que raramente encontro bons efeitos sonoros em sites, ou tenho que baixar coletâneas enoooooormes no BitTorrent ou Soulseek, resolvi procurar mesmo assim.
E não é que me deparei com um ótimo site? O Freesound Project. Encontrei os dois efeitos que precisava, apesar da lerdeza da minha conexão e de um deles ser tão peculiar que sequer sabia como descrevelo em texto.
O que um usuário comum pode achar chato é que é preciso se registrar (gratuitamente) para baixar os sons. Mas fiz de bom grado, ainda mais considerando que o Freesound é um projeto Creative Commons, uma iniciativa que apóio 100%.
E não sou só eu que estou tirando proveito desse recurso para um projeto audiovisual, o filme Children of Men (Filhos da Esperança – muito bom por sinal) usou um som do site, e deu o devido crédito (como podem ver na imagem abaixo).
