Archive for March, 2005
agridoce
agridoce
Em 1995, quando me mudei de SP para BH, achei tudo uma bosta. Mas era tudo uma questão de medo do desconhecido. Eu não tinha a menor idéia do que era Belo Horizonte. E estava triste por deixar meus amigos de tantos anos para trás.
Mas em BH, rapidamente encontrei amigos que nunca vou esquecer. Que me acolheram e me mostraram coisas muito legais e com quem partilhei ótimos momentos. Ainda por cima em uma época em que sua identidade própria começa a se formar.
E então tive que voltar para SP. E eu odiei muito. Mais do que da primeira mudança. Não só eu sentia falta dos meus amigos, como também dos lugares em que íamos, das situações únicas que eu tinha em BH.
E voltei. E odiei mesmo. A adaptação foi muito mais lenta. Foram tempos difíceis. Sentia falta de companheirismo, das situações inusitadas, do sentimento de espontaneidade que tinha em BH todos os dias. Sempre buscava isso aqui, e só me decepcionava. Me decepcionava com tudo e todos. Inclusive comigo mesmo.
Mas ao mesmo tempo fui crescendo. E conheci melhor antigas figuras, e passei a explorar mais a cidade. Passei a conhecer SP, a entender de onde ela veio, porque ela é assim, o que ela tem de bom e o que ela tem de ruim. Passei a amar essa cidade. Amar vê-la, andar por ela, sentí-la todos os dias. Tanto quanto amava Belo Horizonte.
E meu coração ficou dividido. Consegui estabelecer aqui uma rede de amigos e conhecidos que me davam um gosto por aproveitar a cidade. Mas SP não era BH, e nunca seria. Mas como posso colocar uma acima da outra? Em diferentes momentos quero diferentes sentimentos.
E agora estou indo pra BH. O plano é ir pra ficar, ou ao menos tentar isso ao máximo. Eu preciso mesmo de uma mudança drástica, estou precisando há uns dois anos, e estou grato por isso. Mas foi então que pesou o tanto que SP é legal. Eu me fudi muito aqui. Mas não culpo a cidade. Também me dei bem aqui em outras ocasiões. Como posso esquecer?
O mais engraçado de tudo é que no sábado SP me apresentou uma situação muito típica de minhas experiências em BH. Isso já aconteceu antes várias outras vezes, mas o fato de ter acontecido com tanda proximidade da minha partida é que deixou a marca.
Claro que estou fazendo tempestade n’um copo d’água, mas quem se importa? Só estou melancólico por estar partindo. Mesmo visitando sempre, não é a mesma coisa do que viver.
Vou sentir falta de tanto e de tantos (mesmo aqueles de quem já estou distante).
20 anos?
20 anos?
No Jornal Hoje houve ume reportagem especial celebrando os 20 anos de democracia no Brasil. Peraí, só eu estou fazendo a conta errada?
Se não me engano, Tancredo Neves não foi eleito pelo voto popular, o que em minha consepção ingênua não contitui como uma eleição democrática. Afinal, o povo não participou dessa decisão.
É incrível como as pessoas engolem um monte de papo furado como se fosse uma conquista absurda. Não quero aqui tirar o mérito daqueles que lutaram contra a ditadura (meu avô e tantos outros conhecidos entre eles), mas quem instituiu a chamada democracia no Brasil não foram eles, foram de fato os militares.
Eu não tenho a menor idéia do que se passava na cabeça deles, mas eles simplesmente desencanaram, pularam fora e falaram “tá bom, seus pentelhos, toquem esse país.”
E então surgiu um civil pra tocar o Brasil. O que, apesar de ser bem mais interessante que um general linha dura, ainda não é uma democracia.
Em outro momento da reportagem, foi dito que temos muito o que comerar com esses “20″ anos. E eu me pergunto: Por que? Quando houve de fato um exercício democrático e um presidente foi eleito pelo povo ocorreu um puta escândalo político. Com certeza o mais lembrado por todos os que estão vivos, mesmo que não compreendam exatamente o que ocorreu. Comemorar? Isso é de chorar! Quando finalmente podemos escolher aquele que vai nos representar, descobrimos que é um grande filho da puta que soh pensa no ganho próprio. O que tem de democrático nisso?
Depois a poeira assentou e o Brasil seguiu com outros comandantes e eleições, cada momento tendo uma notícia de destaque para que os opositores caíssem de boca. Não estou aqui para analisar esses eventos.
Comemorou-se na reportagem também que a liberdade de expressão e de imprensa foi uma grande conquista com o fim do governo militar. Isso eu devo concordar, mesmo que muita politicagem, grana e falcatrua ainda corra no meio de comunicações por aqui (mas onde não corre?). E podem falar o que quiser de mim, mas eu tenho medo sim da ANCINAV e do CFJ, que podem fazer esses 20 anos mal contados irem pelo ralo…
ilusão bélica
ilusão bélica
Sua mãe é uma juiza. Assim, ela tem dinheiro mais que suficiente para sustentar a família. E também tem direito a porte de arma, direito que ela exerce.
Ao mesmo tempo, ele não bate muito bem. Sempre foi um aluno problemático, já teve problemas por dever dinheiro a traficantes, e passou a noite na cadeia algumas vezes. Chegou até a passar algumas semanas fora de casa, nas ruas, pagando boquete em troca de comida e drogas.
Mas a mãe, negligente, sempre passava a mão em sua cabeça. E também, não dava muita atenção para onde estava a arma.
Hoje em dia, ele vive em casa, não faz nada da vida. Fica em casa, come muito, assiste TV e ocasionalmente sai para rever os amigos de outrora. Os de escola, não o aturam mais, e o evitam, interagem mais por pena do que por qualquer outro sentimento.
E tem aquela garota, que mora na mesma rua. Há muito tempo ele é apaixonado por ela, e uma vez, quando mais novos, chegou a ficar com ela. Mas ela seguiu em frente. Tornou-se outra pessoa, mais madura e mais segura de si. Hoje ela mal se lembra do episódio.
Ou não. Afinal, ele fez questão de lembrá-la. Passou a seguí-la quando esta ia pegar o ônibus para trabalhar, ligava na madrugada para falar obscenidades, tocava em sua campainha e saía correndo, entre outras atividades mais e menos vis.
Foi então que ela arrumou um namorado. Ele continuou seguindo-a, inclusive quando ela estava com o seu companheiro. O companheiro não sabia como lidar com a situação, sentia-se mal por não poder tomar uma atitude, não que ela exigisse uma da parte dele, mas mesmo assim, era uma situação que não agradava ninguém.
Foi então que ele decidiu tirar satisfações, foi à casa dela, tocou a campainha e dessa vez não fugiu. Quando o namorado abriu a porta, recebeu rispidez e ofensas. Logo a garota veio ao socorro dele. Mas foi recebida com um tapa na cara. Então o namorado decidiu agir em defesa da honra, e deu um soco no estômago dele.
Mas havia um motivo especial para o garoto estar confiante o suficiente para não fugir depois de tocar a campainha. E ele logo revelou o motivo, descarregando a arma de sua mãe no casal à sua frente.
bla bla bla bla bla
bla bla bla bla bla
Até tem rolado diferentes assuntos sobre os quais seria muito saudável ou interessante postar. Mas ando com tanta preguiça de mexer com isso. São tantas possibilidades ao mesmo tempo, acho que tenho que resolver um monte de coisa e ao mesmo tempo não tenho certeza se estou só pirando mesmo.
Uma coisa é certa:
Estou de mudança pra BH.
Até mais Sampa City.
queimando sutiãs para jogar video-game
queimando sutiãs para jogar video-game
Hoje é o dia da mulherada. E que belo dia para ficar sabendo que a SEGA desenvolveu uma maneira fantástica de atrair mais mulheres para o fabuloso mundo dos video-games. Trata-se de Rez, um jogo que não entendi bem do que se trata, só percebi que é bastante frenético. Mas o que isso tem a ver com mulheres? Bem, se você comprar a edição especial dele, ele vem com um trance vibrator. Se você não imagina pra que isso sirva, eu não vou me desgastar aqui explicando, mas alguém já fez isso pra mim aqui.
E uma curiosidade: A autora do texto é a vocalista da banda Dealership.