Archive for February, 2005
the importance of being published
the importance of being published
Será que rola mesmo?!!!
you’re so vain
you’re so vain
Um pouco de dados pessoais acerca dessa música. Quem me a apresentou foi o Alastair há alguns meses. E ela é maravilhosa, recomendo altamente. Há um cover muito bom dela dos Ze Malibu Kids também.
O interessante é que o refrão (em negrito), foi incorporado pelo Trent Reznor em Starfucksrs Inc. E na época que ouvi Starfuckers, me lembrei de uma certa pessoinha, apenas por causa desse pedaço.
Então, ao descobrir a música original, e prestar atenção na letra, percebi que ela por inteiro me lembra da tal pessoinha. Bom, eu nem sei onde diabos ela está agora, mas dedico esta música maravilhosa à ela e sua estupidez infinita (que a impediria de apreciar um pedaço bom de música assim). Meus amigos, de inteligência incomparável irão se lembrar da figura.
You’re So Vain – Carly Simon
You walked into the party like you were walking onto a yacht
Your hat strategically dipped below one eye
Your scarf it was apricot
You had one eye on the mirror as you watched yourself gavotte
And all the girls dreamed that they’d be your partner
They’d be your partner, and…
You’re so vain, you probably think this song is about you
You’re so vain, I’ll bet you think this song is about you
Don’t you? don’t you?
You had me several years ago when I was still quite naive
Well you said that we made such a pretty pair
And that you would never leave
But you gave away the things you loved and one of them was me
I had some dreams, they were clouds in my coffee
Clouds in my coffee, and…
I had some dreams they were clouds in my coffee
Clouds in my coffee, and…
Well I hear you went up to saratoga and your horse naturally won
Then you flew your lear jet up to nova scotia
To see the total eclipse of the sun
Well you’re where you should be all the time
And when you’re not you’re with
Some underworld spy or the wife of a close friend
Wife of a close friend, and…
bend and break
bend and break
É, se você dobra demais, pode quebrar.
When you, when you forget your name
When old faces all look the same
Meet me in the morning, when you wake up
Meet me in the morning, then you’ll wake up
(Chorus)
If only I don’t bend, and break
I’ll meet you on the other side
I’ll meet you in the light
If only I don’t suffocate
I’ll meet you in the morning, when you wake
Bitter and hardened heart
Aching, waiting for life to start
Meet me in the morning, when you wake up
Meet me in the morning, then you’ll wake up
(Chorus x 2)
If only I don’t bend, and break
I’ll meet you on the other side
I’ll meet you in the light
If only I don’t suffocate
I’ll meet you in the morning, when you wake
I’ll meet you on the other side
I’ll meet you in the light
If only I don’t suffocate
I’ll meet you in the morning, when you wake
seduction of the gun
seduction of the gun
GTA é mesmo muito legal. E Kill Bill também. Adoro jogos, filmes, livros e quadrinhos violentos. São extremamente divertidos, não posso negar.
Mas vendo uma notícia hoje sobre o promotor que matou um jovem por chamar sua namorada de gostosa fico um pouco assustado. É claro que não estou dizendo que o entretenimento violento tenha tido qualquer influencia nesse crime ou crimes do gênero. Mas fico pensando em toda essa questão de desarmamento e obsessão que algumas pessoas tem com armas.
Já dei uns tiros de espingarda e já tive em minhas mãos diferentes tipos de armas. Todas eram muito interessante, bonitas, estilosas, tinham uma história (universal e pessoal) e tudo o mais. Armas têm realmente um apelo, provavelmente algo sexual, de dominação, poder, graça e elegancia; afinal, aquela abertura dos filmes de James Bond é toda cheia de naipe.
Mas até eu defender a arma como um utensílio doméstico é um passo em uma direção completamente diferente.
O tal promotor alega legítima defesa dizendo que só atirou depois que foi encurralado pelo defuinto e seu amigo, sendo que ambos estavam desarmados…
Bem, se foi realmente isso que aconteceu (o que eu duvido muito) é preciso medir as conseqüências, não? Armas, além de sensuais, carregam consigo uma enorme carga de responsabilidade. Se existe uma série de regras para utilizar-se um carro, que pode ser usado como uma arma, por que não para uma pistola, que é construída com o propósito de ferir e matar. Se eu tenho uma pistola com a vida de 10 homens dentro do cabo eu me torno automaticamente responsável em guardar todas essas vidas e mais um sem número de pessoas em volta dela.
Atirar em uma pessoa desarmada por que se sentiu encurralado é algo completamente fora de proporção. Nem Schopenhauer justificaria isso em defesa da honra. É como dar um soco na boca de seu filho porque ele não te deu bom dia, aliás, muito pior.
Mas saindo deste caso estapafúrdio especificamente. Existem outros motivos pelos quais pessoas defendem e querem armas em seus lares.
Supondo que um assaltante qualquer me aponta uma arma, então em um momento de descúido dele decido sacar minha arma e atirar. Afinal, estou fazendo justiça, não? Ele me apontou uma arma e levou meu relógio, eu deveria poder privá-lo de suas bolas. Mas e todas as variantes que isso pode ter? Ele pode ter um cúmplice por perto que percebe seu movimento; você pode errar o tiro; pode esquecer de destravar a arma; pode apênas ferí-lo, e então adivinha o que acontece: Um tiroteio! Com várias balas pra todo lado, colocando sua vida em mais perigo do que antes, e a vida de todos que estão na rua naquele momento.
Se você julga uma pessoa um covarde por lhe apontar uma arma e pedir-lhe seu dinheiro, você é tão ou mais covarde por acreditar que tem o direito de retribuir o favor, mas dessa vez em troca da vida do sujeito.
Não estou justificando o ladrão, claro que isso não é certo, é erradíssimo. Mas quem é você para julgar os motivos que o levaram àquela situação? Ao sacar uma arma você deixou de ser apenas a vítima para se tornar o policial, juiz, juri, promotor e inquisitor tudo ao mesmo tempo. Você virou o Juiz Dredd. E quem te deu este poder?
É uma atitude pirracenta e infantil. O que você vai dizer pro juiz? “Ele começou!”? Sabe quando as coisas eram resolvidas na base do chumbo? No velho oeste. Sabe onde mais? No cangaço. Onde não havia lei nem ordem. Cuspia-se na cara da lei. Mais uma vez creio que há um lado romântico nesse estilo de vida, mas eu abrira mão desse romançe em um instante para me sentir mais seguro.
E tem mais: Como ter uma arma na sua casa vai resolver o problema da violência em geral? Não vai, camarada. Vai apenas aumentá-lo. Se todos tiverem armas, os bandidos vão arrumar coletes e armas melhores; então você também dá um upgrade; e os bandidos de novo tamém. A bola de neve cresce e cresce até que viveremos numa zona de guerra. Ter barras na janela não será nada comparado a isso.
Você ter uma arma não vai fazer o bandido dar meia-volta, vai fazê-lo atirar. E só! É isso que você quer? Você tem mesmo coragem de tirar uma vida assim, sem mais nem menos? Quem tem mais a perder? Você que está “defendendo sua propriedade” ou o bandido desesperado?
Como já falei, obviamente o meliante está erradíssimo. Mas muita coisa está errada nesse país e nesse mundo, e o meliante é um reflexo. Ele não tem consciência e não saberia se argumentar baseado nisso, mas é um fato. Para resolver isso, vai ser preciso muito mais do que uma arma sob o travesseiro, isso aliás só iria agravar a situação. Como você pode liberar armas para uma população que não tem educação? Que tal liberar uns livros?
Se bem que não adianta muito, já que um promotor resolve seus problemas de pinto pequeno dessa maneira. Está tudo perdido mesmo. Que venham os mortos-vivos!
nihon
nihon
lê
lê le-ô
lê le-ô
lê le-ô
lê le-ô
JAPÃO!
Não vou falar mais nada. Estou TENTANDO manter um low-profile nisso. Quem tem que saber já sabe. Posso estar me empolgando demais pra depois não dar em nada, mas vou aproveitar a empolgação enquanto ela durar!