Archive for October, 2004
nojo
nojo
Sempre achei a palavra “destestar” forte. Talvez mais forte que ódio. Me dá a idéia de nojo e repulsa.
Quando um lado dá qualquer sinal de inflexibilidade o outro toma a mesma atitude. E um círculo vicioso se inicia. Quando um deles tenta abaixar a guarda e reintegrar tudo, acaba parecendo um movimento falso e talvez prostituído. É uma pena.
grafitti
grafitti
na folha de hoje:
Guerra do grafite mancha túnel da Paulista
Eu digo: bem feito! Eu nem sabia que os desenhos anteriores, que eu vi tantas vezes passando por aquele tunel, apelidado apropriadamente de buraco da paulista haviam sido cobertos.
E cobertos pelo que? Reproduções de obras de pessoas mortas e chatas. Nada contra os modernistas. Mas quem sai ganhando com aquelas reproduções? São de artistas consagrados e que já integram os anais da História da Arte no Brasil e no mundo. E o que aconteceu com os tantos outros trabalhos, realizados coletivamente em um esforço cívico de tornar aquele buraco uma expressão artística honesta e interessante.
Provavelmente mais uma decisão tomada em comitê. Os antigos desenhos eram parte da cultura e contavam uma história. As reproduções modernistas são um ótimo exemplo de decisão arbitrária, sem fundamento, autoritária e repressora. Tais atitudes já têm se mostrado presentes no governo federal, e agora mostrou seu maior braço na administração da Marta.
Podem me chamar de exagerado. Mas eu acho isso mesmo. É o fim da picada. Pessoas comuns, daquelas que pegam os ônibus lotados, suam para pagar as contas ou conseguir um estudo decente; decidem dedicar tempo, esforço e recurso para se expressarem e deixarem uma marca interessante e válida na cidade. Então a prefeitura decide que seria melhor apagar isso tudo e colocar reproduções de obras. Reproduções! Ainda se fossem painéis originais, gentilmente doados, eu poderia perdoar. Mas isso é ridículo.
Posso estar sendo romântico demais, também. Bem possivelmente quem desenhou tudo aquilo só estava querendo se divertir. O que é ainda melhor.
Fora que existem tantos outros lugares na cidade que merecem atenção e embelezamento. O viaduto perto da minha casa é uma desgraça de feio. Ele costumava ter grafites há vários anos atras. Foram pintados de cinza. E agora existem uns canteiros esquisitos; com uma montanha de terra e algumas plantas feias. Como tenho saudades dos grafites.
Portanto, pichar as atuais reproduções é uma ação de protesto extremamente válida. E até digo que é leve. Eu sugiro que os grafiteiros se organizem para realizar uma grafitada intensa, feita toda em uma noite; recobrindo esses absurdos com algo mais divertido e interessante.
2001 going on 2006
2001 going on 2006
A vida anda bem chatinha mesmo. Poucas coisas boas (mesmo que muito boas) e muitas coisas chatas.
No post “happiness” de alguns meses atrás eu falava de estar perto de um sonho, que eu mal sabia existir. Na forma de um projeto secreto acadêmico. Pois então, ele não foi concretizado….
… ainda!
Hoje encontrei uma pessoa que é peça-chave nesse empreendimento. A empolgação é bem menor agora, mas é inversalmente proporcional ao tempo que tenho para ir atrás disso. Hoje foi o primeiro grande passo da segunda tentativa. E vamos lá.
Depois dei uma voltinha na paulista e acabei comprando THX 1138. E me inscrevi pra ver se trabalho na 2001. As coisas andam muito ruins mesmo no meu campo profissional, num tem como esconder. Eu queria ter tentado trabalhar lá faz uns 2 anos, mas fiquei com medo, isso mesmo, medo. Pois sabia que seria aloprado por trabalhar num lugar fora da área. Pois agora estou pouco me lixando. Preciso de dinheiro, preciso de ocupação. Enquanto outras coisas não vingam, entro nessa onda. Mas nem selecionado eu fui, calma também, só preenchi uma fichinha. Ando preenchendo alguns formulários, de diferentes naipes. Vamos ver no que dá.
E vendo no que dá acabei esbarrando com a Alice, que era da Belas Artes e trabalhou comigo na Correia & Melo. Papo bom, talvez brote um novo freela disso ai. Estou torcendo.
avedon
avedon
Morre aos 81 o fotógrafo Richard Avedon
Norte-americano, famoso pelos retratos de celebridades e ensaios de moda, sofreu hemorragia cerebral no Texas

“Minhas fotografias não vão além da superfície. Elas são leituras do que está na superfície. Eu tenho grande fé em superfícies. Uma boa superfície está cheia de pistas”
samurai gaijin
samurai gaijin
O treinamento já acabou. Alguns alunos aproveitam para tentar aperceioar alguns movimentos de Aikido. Um deles, Mafra, um jovem bem apessoado treina ataques com o Bokken (uma espada de madeira para treinamento). Dele se aproxima Minoru, um senhor oriental de pouco mais de 70 anos.
Você gosta de lutar com o bokken, né?
MAFRA (desferindo um golpe no ar)
Claro.
MINORU
Você leva jeito, hein? Um gaijin samurai!