Archive for August, 2004
fausto
fausto
Descobri finalmente o que quero tatuar. E onde vou tatuar. O desenho não está fechado, mas o conceito está bem claro.
Conversando ontem com o Alastair, desenvolvemos em torno do assunto tatuagem. A idéia dele é a que muitos não pensam na hora de tatuar. Além de ser algo esteticamente agradável, uma tatuagem deve dizer algo a seu respeito, ter um real motivo além de “eu gosto de cerejas”. Eu gosto de muitas coisas, se fosse tatuar todas, estaria ferrado.
No fundo da minha mente essa idéia sempre correu, por isso sempre relutei tatuar personagens, por exemplo. Por que um personagem seria mais digno de ser registrado em meu corpo do que outro?
Mas a busca terminou. Tenho outro desenho que quero tatuar também, mas ter encontrado esse outro me deixou mais impolgado. O interessante é que ele tem diversas camadas, além de possuir uma história pessoal interessante, e imutável, ele tem uma base histórica ainda mais sólida, torando aquele momento em que alguém me pergunta o que a tatuagem significa algo realmente interessante, um estimulador de conversa; e dependendo do público, debate
american gun
american gun
Sempre tive uma vida pacífica. Sem grandes altos e baixos. Livre de violência. Já passei por alguns apertos, tanto com estranhos, como com colegas de estudo e principalmente com familiares. Não fui abusado ou espancado, mas já levei minha cota de tapas e cintadas; mesmo depois de crescido levei um tapa do qual jamais esquecerei. E também houve vários casos de violência psicológica, mas acho que nenhum deles foi muito grave e consegui superar rapidamente. Também já atirei em baldes e com estilingues tentei infrutivamente acertar passarinhos.
Entretanto, sou esquentadinho. E verbalizo muito minha violência. E adoro “arte violenta”. Não tenho medo de dizer isso, consumo, gosto, e também tento produzir peças de arte e entretenimento que explorem a violência. Nas mais diferentes manifestação e estilos. Da dança alegre e contente de Chicago ao realismo enojante de Irreversível. Gosto também de Boxe e outros tipos de luta. Não acredito nos dizeres “já vejo isso no jornal, não preciso ir no cinema”.
Mas agora a pouco acabo de ver um filme, que peguei passando na TV por acidente que me fez pensar sobre algumas coisas. Nem todas irei dizer aqui, preferiria dizer diretamente à quem interessa; não sei se terei coragem sequer disso, posso ser cobrado, disso não tenho medo, mas espero que minha relutância seja compreendida. Achei o filme apenas interessante, até o seu final, e foi aí que o achei bastante engenhoso. Me fez pensar nas pessoas com as quais eu me importo, com as que eu realmente me importo, as que eu amo.
E o tipo de violência pela qual elas passaram, cujas imagens, mesmo que não descritas, permeam minha imaginação, o que me faz pensar em quão pior a realidade do fato com certeza foi. Queria poder fazer algo a respeito, muito, queria poder mudar tantas coisas, pensei em vingança; mas tenho medo do que pode se seguir. Não há nada pior do que se sentir impotente perante àqueles que se gosta.
Desculpe não poder ter ajudado. Desculpe pelo post meio baranguinho. Foi apenas algo que pensei agora e precisava registrar. A propósito, o título do post é o titulo do filme, que realmente não é muita coisa, mas é o último de James Coburn.
lula cavalheiresco
lula cavalheiresco
Escrevi esse texto quando houve aquele escândalo envolvendo o Lula e aquele correspondente americano acusando-o de ser um beberrão. Acabei não postando mas acho que recebi outra chance, já que essa polêmica do Conselho Federal de Jornalismo parece diretamente relacionada com o caso.
“Em suma, em se tratando de injúrias ou insultos, seja por palavras ou atos, assevero que esses podem irritar e aborrecer um homem sensato, mas de modo algum tocam a sua honra, porque esta consiste na opini~ao que se tem sobre ele e que não pode alterar-se por coisas que lhe são exteriores, a não ser no caso de pessoas de mente muito fraca, cuja opinião não conta. Um homem sensato pode, por conseguinte, extravasar sua irritação ou seu desgosto por meio de uma reação proporcional ao fato, mas isso deve ser mais tolerado como fraqueza humana do que como um dever que lhe é exigido para salvar sua honra. E, portantto, se contrariamente ele pensa o suficiente para não se importar, sua honra, em vez de sofrer suas conseqüências, poderá até mesmo ganhar com isso.”
A Arte de se fazer respeitar ou Tratado sobre a honra, pag 80-81)
A lição basicamente é: Apenas você pode prejudicar sua honra. Se alguém maldiz você, sem dúvida lança uma sombra negativa, mas se o ato não procede, se esvairá e se você agir sensatamente, tudo ficará bem. Se reagir fora das proporções, poderá realmente prejudicar sua honra. E é o que o governo brasileiro fez.
Vejo aqui a repetição de um comportamento por parte de figuras públicas brasileiras. Lembram-se do caso dos Simpsons em que César Maia se sentiu ofendidissimo com o retrato de sua cidade pela equipe de Matt Groenig e ameaçou processar a Fox? É o mesmo caso! Ao invés de se fazer merecer um elogio, as autoridades se fazem merecer calúnias, e essas, quando feitas, são punidas com ações desproporcionais e infantis. E mais uma vez, a reação das autoridades brasileiras conseguiu atrair mais atenção da midia doméstica e internacional do que o ato que a acarretou, mais uma vez denunciando contra a honra nacional.
O caso Lula bebum é reminescente da ditadura militar. A revogação do visto do jornalista não procede e no meu ver é um abuso de poder. Só porque ele é o presidente não podemos falar o que quisermos dele? Justamente por ser presidente é que devemos falar o que quisermos deles. É o fardo da figura pública, e se ele não sabe lidar com isso, que renuncie e perca outro dedo.
Lula, se fosse sensato, no máximo chamara o cara de bebum também, ou corno, ou viado, ou coisa que o valha. Mas esse avantage apelativo teve o efeito reverso e demonstrou a fraqueza perante críticas da qual o governo sofre. Ou mais simples ainda, bastaria citar Sócrates em dois momentos:
“Se um asno tivesse me batido, teria eu o acusado em juízo?”(Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, II, 5,21)
“Não, o que ele diz não me toca” (Diógenes Laércio, Vidas dos filósofos, II, 5,36)
Ótima dica de site do Marcos.

the night is still young
the night is still young
O meu set na última segunda (16) no Café com Letras. Desculpem os erros de digitação e até a próxima!
the villains – batman theme
nancy sinatra – bang bang (my baby shot me down)
beck – little one
velvet underground – i’ll be your mirror
mutantes – she’s my shoo shoo
johnny rivers – baby i need your lovin’
bobby ridell – bobby’s girl
mohammed rafi – jaan pehechaan ho
pizzicato 5 – 20th century girl
fantastic plastic machine – dear mr. salesman (dj me dj you mix)
daft punk – digital love
vitamin c – last nite
radiohead – where i end and you begin
primal scream – higher then the sun
millie small – my boy lollypop
buddy holy – peggy sue
peggy lee – fever
stereo total – joe le taxi
cornelius – maybe i’m dead (money mark)
moloko – being is bewildering
rob d – clubbed to death
belle & sebastian – lazy line painter jane
yo la tengo – you can have it all remix
galaxie 500 – 4th of july
sonic youth – i love you golden blue
fantastic plastic machine – pura saudade (nova bossa nova)
stereolab – one note samba
roy orbison – oobie doobie
pizzicato 5 – such a beautiful girl like you
luna – mermaid eyes
belle & sebastian – is it wicked no to care?
yo la tengo – i’m set free
david j – this vivicous cabaret
queen – ’39
gloria jones – tainted love
nancy sinatra & lee hazelwood – some velvet morning
beach boys – surfin’ usa
raveonettes – that great love sound
david bowie – rebel rebel
velvet underground – waiting for the man
lesley gore – it’s my party
doris day (?) – swingin’ on a star [é doris day segundo a dj penélope. no arquivo que peguei não tinha o nome do artista e eu não consegui descobrir]
david j – this vivicous cabaret [estava atendendo a um pedido]
david bowie – young americans
primal scream – autobahn 66
the marketts – batman theme