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Arquivos de Janeiro, 2004

Sexta-feira, Janeiro 30th, 2004

battlefield earth part iii: dianetics

Dianética: a Ciência Moderna da Saúde Mental é um livro escrio por L. Ron Hubbard na década de 50 e contém diversos conceitos relacionados ao funcionamento da mente humana, bem como métodos de disciplina baseados nesse conceitos voltados para tornar os seres humanos pessoas melhores.

A idéia básica é que a mente humana é baseada em duas partes:

Analitica – que como o nome diz analiza cada situação em busca da solução apropriada.

Reativa – que apenas responde instintivamente à determinados instintos.

Até aí sem grandes problemas, inclusive são idéias bem parecidas com o Ego e o Superego de Freud. Mas agora é hora de expandir.

A questão é que a mente reativa grava todas as experiências (não tenho certeza, mas talvez ela grave apenas as situações de grande stress mental) pelas quais passamos em unidades de memória chamadas engramas. Isso é algo que ocorre desde que somos apenas um feto, gravando inclusive experiências ruins de nossa mãe e nossa vida uterina.

Tudo fica armazenado no subconsciente e não damos muita atenção para essas lembranças. Entretanto, deveríamos, já que todas as vezes que passamos por algo estressante ou ruim, nossa mente analítica se desliga deixando a reativa assumir.

O problema é que a mente reativa trabalha por associação. Se por exemplo fomos chutados no rim por nossos pais enquanto Bohemian Rhapsody tocava no rádio, toda vez que ouvirmos Bohemian Rhapsody futuramente sentiremos uma estranha dor renal. Possivelmente gerando problemas psicossomáticos graves como pedras ou insuficiência renal.

Para se livrar desses males terríveis Hubbard propõe uma solução fantástica: Realocar suas memórias para a mente analítica, desativando permanentemente a mente reativa. Para isso atende-se a sessões de “audição” (auditing). O indivíduo vai falando coisas para um “auditor” ou “ouvinte” (auditor) – geralmente um pastor ou pastor em treinamento da Cientologia – e com a ajuda de um e-meter (um aparelho que mede a atividade mental do sujeito) cada engrama é explorado e re-alocado. O auditor não aconselha a pessoa em maneira alguma – ao contrário do que se faz na psicologia – e fala muito pouco.

Uma pessoa que passa por diversas sessões de audição e consegue re-alocar seus engramas com sucesso é então chamada de “livre” ou “limpa” (clear) e pode se considerar um sujeito muito feliz e muito mais sortudo que milhões de pobres coitados que não conheceram os benefícios da Dianética.

Sem muitas bases científicas esse livro está corretamente classificado como auto-ajuda em grande parte das livrarias. O tal do e-meter é nada mais que um detector de mentiras bastante rudimentar.

É possível ler e praticar Dianética sem ser um membro real da Cientologia, sendo que a maioria dos leitores procede dessa maneira, mas a ligação existe e é bem forte. Como será visto mais adiante, Dianética é o ponto de partida para toda a mitologia Cientológica.

The Hubbard is Bare[inglês]: Ótimo artigo explicando de gênio Hubbard tem muito pouco, e de plagiador, tem bastante. Suas teorias “revolucionárias” da Dianética podem não ser tão suas.

amazon[inglês]: Veja opiniões (a maioria favoráveis) sobre o livro.

submarino: Opiniões brazucas.

religious movements homepage[inglês]: Site sobre diversos movimentos religiosos descrevendo os diversos aspectos da Cientologia.

Quinta-feira, Janeiro 29th, 2004

capitalism stole my virginity

Lembrando que esse FDS tem FestComix. Vai ser sábado e domingo. Estou pretendendo ir no sábado e ir no playcenter no domingo com a Ivy.

Eu sei que PC é tosqueira, especialmente no domingo. Mas metade da graça vai estar aí. ;D Alguém quer ir?

Quinta-feira, Janeiro 29th, 2004

loaded

Bom, falarei um pouco da estadia da Sara, a iraquiana. Foi tranquilo. No sábado ela chegou e logo fomos pra Santos comer carangueijo e dar uma volta guiados pela Ana Elisa. Fomos no mirante da Ilha Porchat e até o Guarujá em seguida andar na praia e deixar a garota árabe molhar os pézinhos em mares brazucas. Tudo isso com o carro emprestado da minha mãe.

No domingo rolou mais viagem, dessa vez para a Festa da Uva em Jundiaí. Fomos mais pa ver o show do Zeca Baleiro, que a Ivy adora e a Sara ficou curiosa pra conhecer. Sendo que a Elisa participou das duas viagens.

Na segunda ela ficou por conta da minha família, já que eu tinha que trabalhar. Favor observar que não trabalhei quase nada, já que o prédio foi invadido no FDS e meu PC foi roubado, junto com mais um PC, o scanner e uma digicam. À noite fomos jogar fliperama com o Marcos, mto engraçado, e em seguida encontramos com o Nisfer pra tomarmos um chopp.

Na terça foi a vez do Marcos tomar conta dela e de noite ela ficou com a família toda na festa da Luiza, a filha da minha madrinha. Depois disso ela pegou o onibus pra BH e fim. Mais pra frente ela volta antes de ir embora pra Inglaterra.

Enquanto isso tudo continua bem torto aqui no escritório, já que os chefes quase não ficam aqui e eu tenho q ficar anotando mil recados, fora discutir com as outras pessoas aqui do prédio sobre o que vamos fazer a respeito do roubo.

Eu que tive que pagar as cópias das chaves novas…

Quinta-feira, Janeiro 22nd, 2004

misato

Vamos falar agora de filmes. E de animes. Pra ser mais preciso, de um filme baseado em um anime. E não é qualquer anime. É meu anime preferido de longe. Não, não sou um otaku (fanático por animes), mas tenho um relativo contato com esse universo, mesmo não tendo assistido tanta coisa assim.

Estou falando de Neon Genesis Evangelion, um anime que eu simplesmente amo. Ele não é tão difícil de acompanhar como outros animes, já que é composto de apenas uma temporada e “um filme e meio”.

Acontece que um filme live-action (com pessoinhas) está atualmente em estágio de pré-produção, e os responsáveis pelos efeitos especiais são os caras da WETA, a mesma companhia Neo-Zelandesa que fez os efeitos do Senhor dos Anéis. Vou colocar aqui algumas imagens do Aint it Cool News pra vocês sentirem a epicidade (o grau épico :) e o drama da bagaça.


Tokyo 3 ou New City

É aqui que a ação acontece. Note que em primeiro plano tem uns prédios detonados no meio da água. Isso é por conta de uma catástrofe global que aconteceu em 2000 (EVA se passa em 2015) e Tokyo 3/New City é uma cidade novinha em folha e está no fundo da imagem.


Asuka Langley Soryu ou Kate Ross

Essa é uma das personagem principais e minha preferida. Ela tem 14 anos e é uma das três combatentes. Você pode se perguntar por que uma criança estaria lutando. Bem, em Eva há uma razão para tudo. Inclusive essa é sua roupa especial para a treta.


Sala de controle da NERV

NERV é a responsável por proteger toda a humanidade. E aqui é a sala de controle principal e onde se operam os mega-computadores MAGI e se coordena as tretas.


Depósito de armas

Essas são algumas das armas usadas nas lutas. Por favor repare que aqueles risquinhos ali embaixo são pessoas.


EVA-02. Pilotado pela Asuka


Os três EVAs em strand-by

Antes que você diga: Mas outro anime de robos gigantes! Que bosta! Vou dizendo já que EVAs não são robôs, pra saber o que eles são, tem que assistir, e mesmo os que assistem nem descobrem o que eles realmente são.

O grande trunfo de EVA é seu final. Seus dois finais, aliás. Ambos são excelentes (o filme animado do EVA foi feito para substituir o final da série, mal recebido pelos fãs japoneses; mas eu gostei dos dois). E a série toda é a preparação para esse final. Relações humanas complicadas, mistério, conspirações, religião, profecias, joguetes políticos, ação e sangue, muito sangue. Se vocês acham que Evil Dead e Fome Animal eram filmes com muito sangue é porque ainda não viram Evangelion realmente. E é bastante complicado realmente entender EVA, muita gente que já viu tudo ainda não entende nada. Não que seja chato, você consegue ver numa boa e se divertir, mas não necessariamente absorver.

Claro que tudo que estou falando se refere à série. Eu vou chutar que o filme irá se concentrar na ação, já que EVA é um universo realmente muito complexo.

Vocês devem ter reparado que algumas coisas tem dois nomes. Bem, os nomes japas são do anime, e os em inglês são os nomes que aparecem nas legendas dos desenhos, bem pequeno no canto, meio ruim de ler. E com certeza são os nomes que serão usado no filme.

O Marcos reclamou disso, falando que a alopração já começou. Bem, eu não iria tão longe. Claro que eu, como fã da parada, fico um pouco triste de ver os nomes sendo estuprados, e provavelmente algumas outras características também serão. Mas isso não significa que será uma adaptação ruim, existem muitos outros fatores a serem considerados.

Basta pensarem em Alta Fidelidade. O filme ficou uma bosta por se passar em Chicago e não em Londres? Ou pelo nome do personagem ter sido trocado de Rob Flemming para Rob Gordon? Eu acho o filme excelente!

Adaptação não é algo simples, e não se resume a transcrever literalmente os eventos de um meio para outro. De longe é isso. Recomendo que dêem uma espiada no meu trabalho do Batman, pois é disso que ele trata realmente; e o assunto pode ser expandido ainda mais.

Quinta-feira, Janeiro 22nd, 2004

keep your dreams

O The Wake despertou para 2004. Finalmente postei um sonho lá depois de meses de jejum. Visitem e comentem.