Arquivos de Setembro, 2003

Segunda-feira, Setembro 29th, 2003

travelling with charlie

A Suécia é mais do que loiras gatas e Cardigans, afinal. Muitas coisas do nosso dia a dia vem daquele país tão distante, inclusive esse que vos escreve. Exatamente, sou descendente de suecos também, o sobrenome sueco da minha família pode ser Bergstron ou Börn dependendo do ponto de vista, num to afim de explicar a história agora.

Estou dizendo isso porque nessa quarta, dia 1º, começa a exposição “Improving Life: The design of Swedish innovations” no Museu da Casa Brasileira. E eu estarei trabalhando como monitor todos os dias dela. Rola de terça à domingo das 13:00 às 18:00; o ingresso custa 4 pratas e aceita carteirinha. Aos domingos é grátis.

Objetos e idéias inventivas suecas estarão expostos. E como estava dizendo para meu amigo-editor LF, o nome de quem fez os objetos não é tão importante. Essa é a filosofia do Svensk Form, a organização que montou essa exposição: Design não é aquilo que os ricos compram e decoram o nome do criador; é tudo aquilo que é pensado e feito com o propósito de tornar a vida melhor e mais agradável. Como aprendi com o ilustre Wollner (e ele com os alemães): A funcionalidade tras a beleza à tona. Design não é um acessório, é uma necessidade. Essa exposição mostra isso.

Não vou ficar contando o que tem lá pois quem quiser ir irá e vocês podem conseguir mais info nos links que deixei aí em cima. Eu pessoalmente gostei bastante do que tem lá pra ser mostrado. E como parte de uma exposição que se propõe a mostrar a necessidade do design e como ele torna nossas vidas melhores, nela é permitido tocar em tudo, mas com cuidado, peloamordedeus. Os destaques são o celulare multifuncional SonyEricsson, o aspirador de pó automático e o BrainBall (um “anti-jogo”, pra entender tem que jogar) mas tem outras coisas muito legais e curiosas também.

Acharia muito legal se os leitores dessa coisa aparecessem por lá.


adivinhem de onde veio o zíper…

Quinta-feira, Setembro 25th, 2003

step into my office

Oh yeah, depois da tempesteade vem a bonanza. Fui no stand center pesquisar preço de som pro carro da minha mãe e na volta a mulher do Museu me ligou dizendo que vai rolar a monitoria lá sim. E depois liguei pra Ivy e parece que ela vai vir pra SP nesse fds.

Q feliz!

E meu pai e minha mãe acabarem de chegar. Ele falou bem aquilo que eu previa a respeito do som e voltou no lance d’eu ter chego as 8:00 em casa no domingo passado. Mas como passou o dia todo ele tava mais cuca fresca e nem foi stress. Tamo em casa.

Quinta-feira, Setembro 25th, 2003

resolve

Não só as duas mulheres que tinham ficado de me ligar ontem sobre oportunidades de trabalhão não me ligaram, como ainda tive um fechamento fantástico para meu dia.

Acabamos não indo jogar a paradinha tipo Zillion e sim pra um bar hippie demais pro meu gosto. Só foi legal pq a Naira e a amiga dela, a Fedida, estavam lá também e eram divertidas. A gente ainda armou um parabéns a você pro André passar vergonha, o pessoal acreditou mesmo que era aniversário dele.

Ainda rolaram uns desencontros e atrasos durante o processo de combinação de ir pro tal lugar e isso combinado com o fato d’eu ter perdido o dia todo esperando telefonemas que não chegaram só me deixaram nervoso. Mas depois que a gente se encontrou e saiu eu fiquei numa boa.

Como tristeza não tem fim e felicidade sim, quando voltamos pro carro o som não estava mais lá. Arrancaram o cilindro onde vc enfia a chave do lado do passageiro, abriram o carro, levaram o som, trancaram o carro de novo e foram embora. Minha mãe já veio me dizer que meu pai (que foi com o carro pro escritório) está fulo (puxa, que novidade) e ela me falou preu pesquisar preços da maçaneta (o que já fiz). Quero só ver ele vir me encher o saco quando voltar.

O mais revoltante de tudo é que eu poderia estar no FIQ em BH agora, e não fui achando que esses lances de trabalho iriam rolar (mais seguramente o do Museu). E nem pra me ligarem dizendo “valeu a força, não vamos precisar de vc”, nada disso, só me enrolando, que falta de profissionalismo e furo de marketing. E agora eu fiquei sem trabalho, sem dinheiro, sem viagem e sem o som do carro da minha mãe.

Quarta-feira, Setembro 24th, 2003

stay loose

Quando se é um cara formado e desempregado como eu, as coisas sempre são bem soltas e desconexas. Diferentes idéias e algumas oportunidades surgem em determinados momentos, e poucas coisas vingam.

Na segunda, após ter ido na entrevista do Museu da Casa Brasileira (cujo resultado só irei descobrir hoje) recebi uma ligação com uma proposta de umas fotos de produtos de beleza. Ontem passei o orçamento e estou esperando a resposta ainda. Espero que ambos rolem, especialmente as fotos, pois a grana vai ser bem legal. Detesto ficar esperando.

Entretanto, ontem foi um dia agitado e legal. Na segunda o André ativou um contato dele aqui em SP, a Naira (ou Nayra?), uma estudante de geologia da USP que ele conheceu durante uma escavação (era na casa dele que ele ia ficar e acabou não ficando) e combinou de sair na terça com ela e mais os outros conhecidos dele. Sabia por auto que iríamos fazer algo ontem, então, e que ela me ligaria durante o dia.

Eu estava no final da aula no estágio do Colégio Sta. Cruz quando ela me ligou. Bem simpática ao telefone, combinamos de nos encontrarmos na ECA antes da minha aula lá. Dito e feito. Papo vai, papo vem, descobri que ela é ex-enteada de um dos meus colegas na matéria, o Mário, justo um dos mais figuras e mais enciclopédia ambulante de Quadrinhos. Ainda descobri que ele é Nicaraguense e lutou na Guerra Civil por lá. Combinamos então de irmos juntos depois das respectivas aulas comprar ingressos pra Terça Insana, onde estávamos indo à noite.

Depois de uma passada pela Geologia lá na USP e uma checada de emails, fomos até o lugar junto com uns amigos dela, Dana e Silas. Logo que compramos fiz algo que jamais fiz antes: Joguei Counter-Strike. Pois é, tanta fente á jogou essa merda, tanta gente é viciada, mas ninguém jamais me levou, até ontem, quando joguei com a Naira e o Silas. Jogamos pouquinho, mas achei divertido, quero jogar mais vezes pra pegar as manhas, lá na Monkey também tem Warcraft III, mas esse eu preciso ter tempo pra poder aprender, já que também nunca joguei e deve ser meio casca.


como um bom fã de 24 horas eu era das forças Contra-Terrorismo, mais especificamente da SAS, sempre à serviço de vossa majestade.

Comemos pizza, passamos na casa da Naira e pegamos o André no metro, chegando no lugar em cima da hora (claro que o André tinha q dar uma contribuiçãozinha, mas nada grave). Gostei bastante do treco, tem um quê de Stand Up Comedy, especialmente a introdução. São vários monólgos, só uns dois ou três quadros eram com duas ou mais pessoas. O preço é meio salgado, mas vale a pena. Curiosidade: Lá no pico conheci o Dr. Jairo ‘MTV’ Bauer, vale a pena mencionar já que o cara é famoso e esse blog trata de fama; preferia ter conhecido o Jack Bauer, mas quem não tem cão tem que se virar, ele é amiguinho da Naira e dos amigos dela lá.


pra quem não sabe, stand-up comedy é quando o comediante fica sozinho no palco falando coisas engraçadas. como o seinfeld faz

Só cheguei em casa à 1:00 da madrugada e ainda tive que tomar banho, estava me sentindo muito sujo.

Hoje a noite devemos sair de novo, acho que vamos no Eldorado jogar um jogo tipo Zillion que tem lá. Acho doido.

Domingo, Setembro 21st, 2003

the golden path

Ontem fui no DJ Club com a Ivy. Tava médio. Sei lá, umas coisas meio nada a ver, um povo meio fraco. Só tava legal mesmo os novos sofás de vinil no térreo. Quando fui lá pela primeira vez curti muito mais. Não sei se foi o impacto de um lugar que tocava músicas boas ou se é pq era realmente melhor. Ao menos o DJ do segundo andar mandou muito bem inclusive com umas músicas que eu toquei na festa do 6horas e meia] em Dezembro passado. E no finalzinho o DJ da pista mandou bem com Lazy Line Painter Jane (a música que fez eu me apaixonar por Belle & Sebastian, uma das minhas preferidas até hoje) e com Let’s Get It On a música suprema do ato de amar.

Acabei chegando em casa dó as 8:00 da manhã, e obviamente foi um escândalo. Meu pai já tinha ligado pro 190 e estava prestes a me relatar como desaparecido. Eles deixaram minha mãe na ignorância pq hoje foi aniversário dela. E quando ela acordou me viu na cozinha e não acreditou que eu tinha chego aquela hora, pensou que eu já tinha dormido e acordado. Tadinha.

Fiquei dormindo até que me ligaram três vezes e cochiliei entre as ligações. O André finalmente chegou e a gente foi pro churrasco. Tava baum. Encontrar o pessoal sempre é legal, mesmo que eles fiquem me enchendo a paciência por casua do meu ‘desaparecimento’.

update: Eles também me encheram o saco pq eu tinha uma marca preta enorme no pescoço.