Archive for April, 2003
for those about to rock
Então, como parte do meu Projeto Fotográfico Megalomaníaco eu estava precisando de uma arma.
Então, por acaso, entre os queridos leitores do meu blog, não há ninguém que tenha uma arma de brinquedo daquelas réplicas que atiram bolinhas e são bem realistas?
children of the grave
Hoje tivemos a seção de 1º aniversário do MERP. Teve até bolo com vela em forma de lua! Estou esperando a michelle me passar as fotos pra postar aqui.
Uma pena que o Rafa num pôde vir; fora ele o grupo tava completo. Foi uma seção sem grandes firulas. Três novos personagens entraram na jogada e o Role-Play foi bom (o que acho ótimo). O grupo parecia ter uma idéia clara do que queria fazer e isso é muito legal, e lutaram ao máximo pra conseguir fazer o que queriam.
Depois o Leandro ficou aqui mais um pouco e fizemos uma seção Super8 predial; ou seja, projetei dois filmes do Gordo & magro e dois do Chaplin no prédio vizinho. Assim consegui juntar uma platéia de mais ou menos 6 gatos pingados de outro apartamento.
Preciso expandir minha coleção de filmes (que não sejam caseiros) pra tornar isso algo regular. Alguém quer fazer doações? ;D

Agora tenho um Fotolog
Na verdade nele não há nenhuma foto, eu uso apenas meu scanner.
party till you puke
O Marcos escreveu um post bem interessante baseado numa dica de site do InFidel. E vou aqui emendar algo a respeito.
De que adianta saber ler partituras e escrever melodias perfeitas em termos de estrutura ou ter uma super técnica pra tocar algum instrumento, ou uma puta voz; se vc não tem nada a dizer?
Algumas bandas como Kiss e AC/DCnão têm realmente muito à dizer; mas elas em momento algum disseram que tem. Elas fazem o rock pela pura diversão de fazer rock, e assim conseguem empolgar fãs que estão apenas afim de alguns momentos de descontração.
Já outras, que não irei mencionar aqui para não ser linxado, (e pq estou com preguiça) me dão sono, não importa o quão barulhentas possam ser, pois são chatas, sem emoção. Ok, vou dar um exemplo: Dave Mathews Band.
Não adianta vc saber misturar o melhor cimento do mundo se você não tem um projeto. Sacaram?
E emendendo outra coisa que o Marcos tocou: Realmente não adianta ficar rebuscando a música, ou se exibindo em solos intermináveis, pelos mesmo motivos acima citados. Uma regra em criação é: Menos é mais. Parece papo de publicitário, mas é valido (e publicitários parecem não seguir essa regra ;P); se você pode passar uma mensagem de uma maneira mais simples, pra que ficar se gastanto de milhões de maneiras diferentes? Não é uma lei do menor esforço, às vezes, para reduzir, vc acaba fazendo um puta esforço.
more than this
Eu dou aula para deficientes mentais na Estação Especial da Lapa. É na verdade uma oficina; oficina livre. Mas tenho alguns planos pra eles, bwahahahah.
Aos poucos eu recebo aquelas gratificações que todo professor curte (ou deveria). Dois alunos já me disseram que sou um bom professor. Uma aluna já elogiou minha escolha musical (tinha colocado um cd do Yo La Tengo) e por isso me deu um beijo. E outro aluno demonstrou um grande avanço e capacidade de assimilar o que estou tentando passar.
Uma das coisas que sempre achei ruim é que não informavam qual a deficiência ou doença (sempre é mental, mas alguns tb tem limitações físicas) pois acho que isso é importante para entender as limitações de cada um e também por uma questão de segurança dos próprios alunos. Bem, eles não informavam…
Hoje chegou uma lista de presença nova, onde estão listadas as deficiências e doenças de cada um. Alguns são bem genéricos e outros mais específicos. Descobri por exemplo que tenho um epilético entre meus alunos.
Mas o que me deixou mais pensativo foi a Maria das Graças. Ela visivelmente tem algo “forte”, pois não anda, tem problemas motores nos braços e mãos, tem uma mandibula estranha, fala embolado e baba. Descobri que ela tem paralisia cerebral. Curiosamente, caminhando do ponto de ônibus até a Lapa eu até fiquei pensando nisso, de deficiências e paralisia cerebral me passou na mente. Esse nome é tão forte, paralisia cerebral, e dá o que pensar. O mais intrigante de tudo é que, mesmo com todos esses problemas associados à deficiência dela, a Maria é uma das alunas mais criativas e inteligentes que tenho. Ela entende todas as minhas instruções, sempre está de bom humor e é um dos poucos lá que não fica só desenhando casas.
Faz você pensar.
Fiquei alguns segundos pesando aquelas informações antes de seguir com a aula.
Talvez exista uma grande vantagem em não saber qual o problema de cada aluno. Você tem que descobrir as limitações de cada um. É preciso testar, atingir a barreira, você não a teme, pois não tem idéia de onde esteja. Você se força e força seu aluno. E no processo, pode acidentalmente forçá-lo a ultrapassar a barreira.
Talvez a barreira estivesse só nas pessoas à volta dele. Que imaginavam haver tal barreira, e o tratavam baseado nesse conceito. Um conceito errado.
É nessas horas que chego a pensar:
Ignorância é uma bênção