Campus Party 2010

Postado em Fevereiro 3, 2010

Para não dizer que não falei das flores, vou registrar aqui que semana passada estive na CampusParty 2010.

Em parte pelo Overmundo e em parte pela boo-box. Sigam os links para os diferentes pontos de vista desta humilde personalidade múltipla.

Rafaella Hayashi

Confira também o CampusBabes, projeto do qual participei por lá. E veja minhas fotos no Flickr.


projeta brasil: besouro

Postado em Novembro 4, 2009
voa besouro!

voa besouro!

Numa platéia desprovida de qualquer negro, acabo de retornar de uma seção de Besouro. O filme, dirigido por um branco (João Daniel Tikhomiroff), se propõe a celebrar um dos maiores expoentes da cultura negra brasileira: A capoeira. É de fato um objetivo nobre, reminiscente talvez de Clint Eastwood[bb], ao filmar “Cartas de Iwo Jima[bb]” – mas dele só resta a motivação da culpa, pois da qualidade artística nada é.

Na verdade a inspiração óbvia de Besouro são os filmes de kung-fu, tendo inclusive como coreógrafo Huen Chiu Ku, responsável pelas lutas em Tigre e o Dragão[bb]e outros filmes de luta. Mas falha também aí por não terminar o serviço.

Uma produção grandiosa, Besouro tem ótimos aspectos técnicos, como fotografia, direção de arte e cenografia. Mas na trilha sonora, as coisas já tomam outro rumo. Apesar da música incidental e do toque dos berimbaus serem de qualidade, a música principal do filme distoa tanto do resto da produção, que consegue quebrar totalmente o clima. As atuações, com a exceção de alguns bons momentos dos vilões coadjuvantes, é rasa. Mas nada disso chega perto do principal problema do filme: O roteiro.

Mal-construído, ele não consegue tecer um fio coeso que una os personagens e a trama em algo convincente. A história baseia-se numa lenda bahiana, rica em detalhes e bastante complexa. Mas o roteiro não consegue extrair desse material uma narrativa coesa. Sua proposta é mostrar como a lenda de besouro nasceu, mas pouco faz para realizar isso.

No filme, após a morte de seu mestre, Besouro se contenta em fazer pirraças típicas de um saci pererê enquanto seus companheiros continuam comendo o pão que o diabo amassou nas mãos do famigerado coronel e seus capatazes. Em diversos momentos há a oportunidade de explorar elementos dramáticos e de ação para conduzir a história, mas nenhum deles é aproveitado. Um exemplo é o momento em que o personagem Quero-Quero sente-se traído por seu amigo, ao mesmo tempo em que é manipulado pelo coronel – uma batalha épica parece estar sendo elaborada, mas não é o caso. As maquinações do coronel se resumem a satisfazer seu desejo por mulheres negras enquanto todos os outros personagens são apenas cenário. Besouro continua tão distante dos seus quanto a platéia dele.

Somos obrigados a engolir que, do nada, Besouro tornou-se uma lenda maior que a vida. E descobrimos que o filme não era sobre a aceitação dos negros como cidadãos, mas apenas a aceitação da capoeira.

E é nesse ponto em que ele se difere profundamente de sua inspiração em cinema de luta. Nos grandes filmes do gênero, a luta é mostrada como uma arte inigualável e uma ferramenta para a superação pessoal. Superação que na proposta de Besouro poderia ser de todo um povo, mas acaba por não ser de ninguém, apenas da arte pela arte.

É difícil não comparar Besouro a outros filmes como Tropa de Elite[bb] e Cidade de Deus[bb]. Que da mesma maneira aplicaram uma estética moderna e dinâmica, quase globalizada, a histórias brasileiras com certa ligação com a vida real. A diferença é que esses filmes possuiam roteiros muito mais sólidos e não estavam preocupados apenas, embora também, em criar uma experiência plástica. Besouro foca demais nas lutas (que são muito boas) e em filosofia rala. Buscando inspiração em Ang Lee, Quentin Tarantino[bb] e Paul Thomas Anderson, Tikhomiroff acaba se saindo um belo Michael Bay[bb] tupiniquim.

É uma pena que um material tão rico, e com uma embalagem tão bonita, tenha sido mal aproveitado. Aqui fica a torcida para que seja apenas a primeira tentativa em resgatar mais da história brasileira e negra. E também que ao menos inspire a busca por uma compreensão maior da nossa História.

Site Oficial
Blog
A Lenda do Besouro Mangagá – CapoWiki

OBS: A afirmação que abre o texto foi feita em conjunto com Lúcia Freitas logo após sairmos da seção.

abóbora night

Postado em Outubro 27, 2009

Este é um anúncio de interesse semi-público.

Na próxima sexta-feira estarei brevemente revivendo minha carreira de DJ (sim, pra quem não sabe, já comandei as pistas) na festa Abóbora Night. Estou elaborando o set e prometo destruir seus ouvidos. Além de mim estarão regendo o som os célebres Andréa Hiranaka, Flávia Durante e Hector Lima.

Abóbora Night!

TEMA: Heróis e Vilões (vale filme, quadrinho, desenho animado, tv, livros, novela – TUDO!)

Discotecagem: Hector Lima, Flávia Durante, Andrea Hiranaka, Fmafra

Dia: 30/10
Hora: 23h30 às 5h50!
Entrada: R$40,00 – antecipado até o dia 28.10 depois só na porta por R$55,00
Av. Paulista 900 – [ mapa ]
Estacionamento com Manobrista e elevador para a festa com entrada pela Rua São Carlos do Pinhal, 303

Quer vir pra festa? Mande email para aboboranight@gmail.com com seu nome, telefone e RG.
GARANTA seu ingresso antes!

Twitter: @aboboranight
Blog: aboboranight.wordpress.com
Guarde no Facebook [ event link ]

Importante: Não sou um dos organizadores. Para maiores detalhes e aquisição de ingressos, favor mandar e-mail para: aboboranight@gmail.com.

IMGP4237

prova de que já "ataquei" de DJ

muito, muito, além dos quadrinhos

Postado em Setembro 22, 2009

É com grande prazer que aviso que o livro Muito Além dos Quadrinhos acaba de sair do prelo. Em tempo para o lançamento no próximo sábado, dia 26.

lançamento MUITO ALÉM DOS QUADRINHOS

flyer auto-promocional, com ilustração da Naomi Covacs

A lista completa dos artigos:

  • Margarida[bb] no Brasil: retrato de uma mulher pós-moderna, de Agda Dias Baeta;
  • A história em quadrinhos e a imagem como informação: a coexistência da ficção e da realidade, de Alexandre Barbosa;
  • Heróis no Brazil[bb]: uma (des)caracterização do espaço geográfico brasileiro, de Angela Rama; 
  • Um encontro de grafismos nos Pampas: breve histórico das histórias em quadrinhos na Argentina, de Eloar Guazzelli; 
  • Batman[bb] de Beethoven[bb]: um olhar sobre as adaptações televisivas do Homem-Morcego, de Fernando de Oliveira Mafra; 
  • O caipira de todos nós: a construção do sentido de um tipo brasileiro nos quadrinhos, de Gêisa Fernandes D´Oliveira; 
  • O uso da gíria nas histórias em quadrinhos, de Paulo Ramos; 
  • Influências religiosas e sobrenaturais nos quadrinhos nacionais de terror, de Túlio Vilela; 
  • Quadrinhos e educação popular no Brasil: considerações à luz de algumas produções nacionais, de Waldomiro Vergueiro.
muitoalem

aqui, a capa

Veja nota no Omelete e no UniversoHQ

Compareçam:

Sábado, 26 de Setembro – a partir das 19:30
Livraria HQ Mix
Praça Roosevelt, 142, centro, São Paulo SP [mapa]

pixelshow – be there, or be square

Postado em Agosto 20, 2009

Caros leitores interessados em Design. Em outubro teremos mais uma edição do PixelShow, e estarei lá. Querendo pagar mais barato, estou formando um grupo, já que assim rola um desconto.

Por isso, se estiver interessado, siga este link e preencha o formulário. Já tenho cinco interessados, mas se atingirmos dez o desconto será maior.

E eu realmente acho que você deveria ir, e contar pros seus amigos também.